domingo, 25 de julho de 2010

Muito mais que uma cor...

Ontem foi dia de jogo de apresentação aos sócios do Benfica. Mais do que ver os novos reforços que ainda são poucos e só dois deles é que jogaram de início, a família benfiquista pôde, acima de tudo, matar saudades da ida à bola para ver o seu clube, o seu campeão. 
Oportunidade para testar o meu red pass. As primeiras impressões revelaram que o lugar escolhido para ver a bola é muito bom quando a bola anda pela baliza que fica mais perto do meu lugar, mas não tão bom quando a bola está perto da outra baliza, muito por culpa das redes da primeira que dificultam um pouco a visão. Mas isso não é grave. Fora os dois ou três jogos com maiores espectadores, deve dar para fazer "marosca" e sentar umas filas mais acima e aí sim, ver sempre muito bem.
Ontem fiquei bastante surpreendido com um adepto em especial. À minha frente a descer as escadas do sector, ia uma senhor já muito velhinho, de costas arqueadas por força da idade e bengala na mão. Descia cada degrau apoiado na bengala, nunca arriscando meter só um pé em cada degrau para descer. Calças bege e na parte de cima, uma camisola do Benfica. Nas costas, dizia "Anselmo" e por baixo tinha 75 (seria a idade do senhor? A camisola já não era o modelo mais recente, por isso a ser a idade do senhor, teremos que acrescentar mais uns anos). Aparentemente, foi à bola sózinho. À saída volto-me a cruzar com o senhor. Sempre a olhar para o chão lá segue para a sua vida, sempre com muita calma. Um bom exemplo do que é realmente viver o Benfica, e que me deixou a pensar: Será que eu daqui a muitos anos também serei assim?! 

Sugestões cinematográficas

Como a Diana tem tido os dois últimos fins-de-semana mais ocupados com despedidas de solteira e trabalho que tem tido para fazer em casa, tenho aproveitado para ver alguns filmes. Na semana passada vi "Brooklyn's Finest" - em Portugal, a tradução é "Atráidos pelo Crime"- que continua em exibição nas salas portuguesas e retrata as diferentes vidas de três polícias pelas ruas de Brooklyn; e ontem vi um filme um pouquinho mais antigo mas também ele muito interessante, de seu nome "Afterwards", que aborda o tema sempre delicado da morte, e daquilo que existe para lá dela.
Sinopse:A sete dias de se reformar, Eddie olha para trás e percebe que os seus rotineiros vinte anos de serviço estão prestes a chegar a um igualmente rotineiro fim, quando lhe é pedido para treinar novos recrutas. Nesses últimos sete dias, Eddie tenta redimir toda uma vida e uma carreira. Sal está há doze anos ao serviço e trabalha no Departamento de Narcóticos. Esforçando-se para fazer face às despesas que envolvem uma mulher grávida e cinco filhos, todas as suas esperanças estão depositadas numa “casa de sonho” que nenhum polícia poderá alguma vez comprar. Mas Sal é um pai e um marido orgulhoso, e não querendo desiludir a sua jovem família, coloca tudo em jogo para alcançar o seu sonho.Tango passou os últimos três anos a trabalhar infiltrado com traficantes de droga e assassinos, tendo inclusive passado nove meses de prisão. Ele é agora mais gangster que polícia, mas quer recuperar a sua vida antes que seja tarde demais. Quando os seus superiores lhe oferecem a promoção pela qual ele desesperadamente anseia, Tango vê nessa promoção a hipótese de recuperar a sua mulher. Tudo o que lhe pedem para fazer é prender o seu melhor amigo Caz, decisão que o atormenta e o coloca cada vez mais perto do abismo. Eddie, Sal e Tango nunca estiveram destinados a se conhecer, até que uma rusga anti-droga, parte da "Operação Limpeza", os encaminha para a mesma fatal cena de crime...

Sinopse: Nathan Del Amico, é um famoso advogado que acumula sucessos na sua carreira profissional. Por outro lado, sua vida pessoal está à beira da catastrofe. Recém divorciado de Mallory (Lilly), o amor de sua vida, Nathan conhece o misterioso médico Garrett Goodrich (John Malkovich), que proclama ser um "mensageiro". Garrett diz que pode prever o futuro das pessoas, mais especificamente, ele sente quando as pessoas estão perto de morrer, e é assim que ele se apresenta a Nathan, para que o advogado passe a sentir a sua vida de uma maneira diferente. 


terça-feira, 20 de julho de 2010

"Vocês são umas queridas"

Como não perguntei atempadamente se a Diana aceitava que eu fizesse publicidade - sim, porque já se sabe como é...depois as estrelas vêm com direitos de autor para cá, exclusividade para lá - só agora faço referência à participação da Diana e das minhas amigas Joana e Cátia no programa da Sic "Achas que Sabes Dançar".  
Acontece que o grupo de dança do ventre do qual fazem parte,  o BellyDance Company, foi convidado para fazer a abertura da gala de domingo passado e acolher João Manzarra, o apresentador. Foram poucos segundos de fama que passaram rápido, não só para quem vê mas principalmente para elas que dançaram em directo para a televisão mas deve ter sido uma experiência única e bastante divertida. Aqui fica o vídeo, para quem não viu ou para quem quiser rever:

domingo, 18 de julho de 2010

Sentado na poltrona


Um bocado mais para a esquerda, um bocado mais para a direita, um bocado mais para cima, um bocado mais abaixo. Mais coisa menos coisa, será aqui que vou ter o meu "sofá" para ver os desempenhos caseiros do Glorioso na próxima época. Vais ser difícil fazer ainda melhor do que o ano passado - principalmente no número de golos marcados em casa - mas estou confiante de que terei pela frente mais uma época de grandes alegrias! E a festa começa já no próximo sábado dia 24, no jogo de apresentação aos sócios contra o Mónaco.

Festivais de Verão

O Verão é sinónimo de férias, de sol, de praia, grandes patuscadas com a família, de caracóis acompanhados com muitas "loirinhas", dias grandes e sem trânsito...tudo isto e muito mais, contribuí para que o Verão seja a estação do ano que mais agrada às pessoas, e com razões mais que óbvias para o ser.
Portugal deverá ser certamente um dos países com mais festivais de Verão da Europa, e espanta-me a evolução que este negócio viveu nos últimos anos e que continua a proliferar. E espanta-me como é que muitos jovens, sem grandes rendimentos, conseguem ir a mais do que um festival de Verão. 
Depois de uma curta pesquisa, fiquei a saber que o primeiro festival de Verão foi o de Vilar de Mouros, em 1971. Ainda assim, a segunda edição realizou-se somente em 1982. Bem mais tarde, em 1993, surgiu o Festival de Paredes de Coura e em 1995 o Super Bock Super Rock. Até à relativamente pouco tempo, contando ainda com o Festival do Sudoeste, estes foram os  principais festivais de música de Verão no nosso País. 
Associado à crescente "massificação musical", a aposta em eventos desta natureza tem vindo a aumentar de ano para ano. Aos poucos, foram surgindo festivais como o Rock in Rio, o Optimus Alive, o Marés Vivas, Cool Jazz, Delta Tejo... juntando-se aos mais alternativos Andanças e Boom Festival. 
Isto para dzer que gosto destes festivais q.b..Gosto que Portugal consiga trazer grandes nomes da música mundial como Pearl Jam, Faith no More, Keane, Pet Shop Boys, e muitos outros, mas quando a oferta é tanta a  essência daquilo que deve ser um festival de Verão perde-se. Por outro lado, apoio o facto de cada vez mais haverem festivais geograficamente descentralizados de Lisboa e do Porto.
Por último, um reparo. O Super Bock Super Rock deste ano foi transferido para a zona do Meco, na Costa da Caparica. Se tem mais condições que o Parque Tejo, sinceramente não sei. O que sei é que, independentemente de ter um parque de campismo para quem vai aos três dias de festival e que obviamente não dá para toda a gente, não tem melhores acessibilidades do que o Parque Tejo. Não tem (muitos) autocarros, não tem metro, o que faz com que quase toda a gente se tenha de deslocar via automóvel, o que me parece um erro primário. 

Vai-se andando...

Este blog anda muito paradinho, digamos que em ritmo de férias. De férias para ele, porque o dono anda a trabalhar e é por isso que não vão saíndo posts "quentinhos". 
Agora a tempo inteiro numa escola que fica a 5/10 minutos a pé de minha casa, entro amanhã nos últimos 15 dias de trabalho, aos quais se seguirá um mês de Agosto de férias. Para Setembro existe para já a possibilidade de continuar, embora não saiba se será nas mesmas funções ou outras. A única certeza que tenho para já é que seja aonde for, vou querer trabalhar a tempo inteiro (preferencialmente na área da Educação) e estudar à noite.

Apesar de ter falado mal, muito mal da organização da minha faculdade quanto aos mestrados, a verdade é que me inscrevi, paguei e fiz a prova de português que corresponde a um dos requisitos do concurso. É que "mais vale ter um pássaro na mão do que dois a voar", isto é, por muito estúpido que seja (e é) ter de me candidatar a um mestrado que à partida devia ser de entrada directa, não podia correr o risco de não entrar nem na Maria Ulrich, nem na Eselx. Agora é preparar e entregar a candidatura à Maria Ulrich. Jogo em duas frentes, perde-se dinheiro numa delas mas penso que é uma boa opção. 

terça-feira, 6 de julho de 2010

Mundialices

Tivesse José António Camacho mostrado metade das ganas que mostrou nos efusivos festejos do golo de "Villa, Villa, maravilha!" nas duas vezes que treinou o Benfica, e teríamos celebrado a conquista do 32º título muito mais cedo do que realmente celebrámos. E o senhor ao lado dele neste vídeo podia ter sido o adjunto...

sábado, 3 de julho de 2010

A brincar com coisas sérias

Uma coisa que eu não gosto de ser é difamante, mas a história do mestrado a que tenho assistido na (ainda) minha faculdade, ultrapassa-me e faz com que sinta necessidade de desabafar e denunciar a palhaçada que a Escola Superior de Educação de Lisboa está a levar a cabo.
À três anos, a escola oferecia aos candidatos que a ela concorressem, uma licenciatura em Educação Básica com mestrado integrado. Com o passar dos tempos, surgiram rumores da hipótese de os alunos chegarem ao fim da licenciatura e terem que passar por um processo de selecção para poderem fazer o mestrado, ao contrário do que a escola afirmara anteriormente.
Chego ao fim da licenciatura e dizem que nem todos vão ter lugar no mestrado, porque o máximo de vagas será 60 (somos cerca de 150 alunos). Para entrar, vão ter em conta média da licenciatura, uma prova de Português a fazer a 16 de Julho, experiências profissionais (em que coisas de não muita importância vão contar como participação em comissão de curso, associação de estudantes, Erasmus, etc), um relatório de estágio feito durante o 3º ano, conferências, seminários, etc. Pedem tanta, mas tanta porcaria que é só para arrumar uns quantos logo à partida. Para terem uma melhor noção desta palhaçada, ao mail que a turma utiliza para receber informações de professores e da escola chegaram nos últimos dias mails de professores a pedir voluntários para formações e conferências, sendo que "a vossa participação contará para os critérios de seriação da candidatura para os mestrados profissionalizantes."
Os chulos obrigam ainda os alunos a desembolsar 100 euros para emitir o diploma e certificado de licenciatura porque também tem de acompanhar a candidatura (eu pergunto para quê, pois se tirámos a licenciatura ali, sabem muito bem que somos licenciados) e mais 50 euros para pagar a candidatura. O que em princípio vai ter que acontecer é que vou ter que gastar esse dinheiro, independentemente de mudar de faculdade ou não. E se concorro só à Maria Ulrich e não entro?! Fico um ano sem conseguir acabar o meu curso? Valerá a pena tentar ter "um pássaro na mão do que dois a voar"?
Tenho a certeza que me vai "doer" bastante estudar na Maria Ulrich não só pelo facto de ser privada e as mensalidades serem avultadas, mas também porque à partida trabalharei de dia e depois ainda terei que ir para as aulas mas são estas pequenas coisas que me fazem querer cada vez mais arriscar um ano diferente e desde logo desafiante, em vez de cair nas mãos de um ensino tão medíocre e enganador que a Escola Superior de Educação de Lisboa tem demonstrado ao longo dos anos que lá passei.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Portugal e CR zero

Portugal foi eliminado nos oitavos de final do Mundial, algo que grande parte dos portugueses já esperava que acontecesse e que também não me apanhou de surpresa. Fomos eliminados pela excelente selecção espanhola, actual campeã europeia e que procura agora chegar ao ceptro mundial. Mas isso não é desculpa para tudo aquilo que se passou ao longo dos últimos dois anos. 
Diz-se e é bem verdade, que "o que nasce torto, tarde ou nunca se endireita" e esse dito aplica-se na perfeição à selecção portuguesa. A qualificação portuguesa para este mundial foi pobre e "arrancada a ferros"; Carlos Queiroz não é treinador para Portugal; não percebo como é que Portugal é o 3º no ranking mundial de selecções e caga-se todo quando joga com a modesta Costa do Marfim e o Brasil, para não falar do jogo de sentido único contra a Espanha.
Não percebo como é que Drogba parte o braço, é operado e ainda assim consegue jogar no primeiro jogo do mundial, e o Nani desloca o ombro num treino, chega a ir para a África do Sul mas depois vem-se embora porque afinal não estava em condições. Ao chegar a Lisboa, diz que "numa semana estou bom" e ainda no mesmo dia diz que "não era bem isso que queria dizer, mas como estava cansado da viagem foi o que saíu". 
Da presença de Portugal neste campeonato do Mundo, só retiro duas coisas positivas: a primeira, as excelentes revelações de Eduardo e do Fábio Coentrão, sem dúvida dois dos poucos jogadores que tentaram sempre remar para ´lado certo. A segunda, as camisolas bem bonitas do equipamento português que a Nike desenhou para este campeonato, tanto o alternativo como o principal. Mais nada. 

quinta-feira, 24 de junho de 2010

"Faz bem fazer desporto!"

Eles até nem eram muito conhecidos, mas depois do que onterm aconteceu ficam para a história do ténis até que outros dois tenistas consigam a proeza de bater o recorde de 11 (!) horas de jogo, das quais 9h foram seguidas...

Breve passagem para dizer que....

Estou a ter a minha primeira experiência pós-licenciado e logo na minha área. Durante estes primeiros 15 dias, a fazer Atl com as crianças que não podem/não querem ir para a praia com os colegas numa escola em Alfragide, e à tarde Atl na nova escola da Vilã Chã com outras crianças que foram de manhã para a praia. Depois disso, fico a tempo inteiro na segunda escola que referi.
Esta oportunidade surgiiu algo repentinamente, e o começo das funções também, talvez por isso os primeiros dias tenham sido mais de adaptação a rotinas e outros pormenores que importa ter em conta do que propriamente realizar actividades, jogos e afins. Ser um Atl de férias faz com que também não se façam muitas das coisas estipuladas para um Atl durante o ano lectivo. 

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Diário do Mundial

Ainda não havia manifestado a minha opinião sobre o maior certame de futebol do mundo. O campeonato do Mundo na África do Sul tem sido até à data, diferente dos outros campeonatos do Mundo que já tive oportunidade de assisitir. Está a ser provavelmente o campeonato do Mundo mais equilibrado de sempre, e exemplo disso mesmo é a quantidade de empates e os poucos golos que se marcaram na 1ª jornada da fase de grupos. Foi inclusivamente a 1ªa jornada de todos os campeonatos do Mundo até hoje realizados com a média mais baixa de golos marcados.
Quanto ao desempenho das selecções, as principais favoritas têm cumprido, com especial destaque para a Argentina e a Alemanha, principalmente a primeira que já se encontra praticamente apurada para a 2ª fase da prova (no momento em que escrevo, a Alemanha acaba de perder o seu segundo jogo contra a outsider Sérvia). Inglaterra, Itália e Holanda deram indicações de que quando a "máquina" engrenar têm tudo para se afirmar como sérias candidatas à vitória final. Já a Espanha jogou bem contra a Suiça mas teve azar no rumo do jogo e penso que ainda assim, não terá dificuldades em assegurar um dos dois lugares do acesso à próxima fase. O Brasil, jogando com a frágil Coreia do Norte - diz-se entretanto que quatro jogadores norte-coreanos terão desertado - não mostrou nem teve que mostrar o seu potencial máximo.
Quanto a Portugal, para mim foi uma decepção o empate com a Costa do Marfim porque o calendário que nos calhou "caíu dos céus" e se tudo corresse bem iríamos defrontar o Brasil numa altura em que os pontos em disputam teoricamente não nos iriam fazer muita falta. Com esta exibição medíocre, temos que ver que o empate foi uma sorte! Queiróz deixou no banco Simão Sabrosa para pôr Danny de início, porque no último jogo de preparação com Moçambique jogou bastante bem. Quanto a isso, nada a assinalar. Mas se é para uns, devia ser para outros. Hugo Almeida jogou muito menos tempo no mesmo jogo que Liedson e mesmo assim marcou dois golos contra 0 do luso-brasileiro, no entanto, não só não foi titular contra a Costa do Marfim, como não entrou no decorrer do jogo. O seleccionador português chegou ao ponto de a uma dada altura do jogo já perto do fim, ter 3 (!) centrais a aquecer quando o empate persistia. E no fim, fez entrar Rúbem Amorim que foi o último a iniciar a preparação para o Mundial por ter vindo substituir o "lesionado" Nani e nem no aquecimento estava. Queiroz manda ao ar qualquer aposta que as pessoas façam daquilo que vai acontecer...
Quanto às decepções, tenho que salientar a crónica candidata França. Nada corre bem naquela selecção, que em dois jogos empatou o primeiro com o Uruguai e perdeu de forma algo surpreendente o segundo com o México. Em fase de transição, em que alguns nomes bastante conhecidos começaram a dar lugar aos "putos" novos, a mudança de treinador que devia ter feito parte dessa transição não aconteceu e para mim, é aí que reside o principal motivo para o insucesso desta selecção que está praticamente condenada a ficar pela 1ª fase. (Parecido um pouco com Portugal, com bons jogadores mas um muito mau seleccionador). É que muitas vezes é precisa a ajuda do 12º jogador, mas quando ele não joga...

quarta-feira, 16 de junho de 2010

Santos 2010


Foi com uma noite algo fria para a data que celebrámos a bom celebrar mais uns Santos, uma festa com muita tradição para os alfacinhas e da qual eu gosto tanto. 
Deixámos os carros no parque da estação da Amadora e fomos de comboio para Lisboa. Chegámos ao Rossio consideravelmente cedo, porque ao contrário de outros anos não conseguimos reservar nenhum dos restaurantes a que costumamos ir, ora por já estarem reservados, ora por não se aceitarem reservas para esse dia. Ainda assim, tivemos a sorte de, apesar de ainda sermos uns quantos, como é nosso apanágio - ainda para mais nestes eventos - tentar a "Adega do Duque" e tivemos sucesso.
Uma boa jantarada que nos preparou então para o bailarico que se esperava que acontecesse dali a pouco mais de duas dezenas de metros. No entanto, não podemos repetir o local do arraial do ano passado no Largo do Carmo porque este ano não tinha nem as barracas de "comes e bebes" nem o palco para o artista da noite. Porque a verdadeira essência da comemoração dos Santos Populares é deambular de bairro em bairro, seguimos então para Santa Catarina, a "terra" do nosso conhecido e amigo Pe. Jorge aonde havíamos estado à cerca de uma semana atrás.
Um espaço muito agradável aonde tivemos oportunidade de estar à vontade com os amigos (incluindo António Fuzeta, o artista de serviço que nos possiblitou tanto da nossa primeira visita como nesta última, que invádissemos o palco e cantassemos com ele umas boas pimbalhadas), de dançar e de comemorar a festa mais "saudável" e com mais simbologia que para mim Lisboa consegue oferecer.

quarta-feira, 2 de junho de 2010

Azar digital

Já não bastava ter de fazer trabalhos para "encher chouriços" ou melhor, preencher as últimas semanas de aulas em que não há mais nada para aprender, ontem tive o azar de meter a minha pen num computador da faculdade infectado com vírus. Cheguei a casa e foi ver as pastas duplicadas, os ficheiros word e powerpoint sem qualquer tipo de conteúdo. Tive a oportunidade de constatar hoje, que não fui o único lesado. Mais colegas tiveram o mesmo azar e perderam uns quantos ficheiros importantes. Resultado: a pen formatada, e voltar a fazer a reflexão das reflexões reflectidas do projecto implementado durante a intervenção...

terça-feira, 1 de junho de 2010

Que vício...

No geral, não concordo muito com aqueles "raides" que marcas e outros meios de publicidade de vez em quando decidem fazer, trazendo ao presente objectos ou modas que fizeram furor noutras épocas. Assim por alto, lembro-me da moda dos ténis All Star que agora estão outra vez em voga, e aqueles óculos do tipo Clark Kent. Então ver estes últimos na cara das pessoas actualmente, é profundamente ridículo.
Nos meses que têm antecedido o começo do maior certame de futebol, têm havido um fenómeno quase inexplicável que se encontra relacionado com estes flashbacks publicitários. Falo da caderneta de cromos oficial do Mundial de Futebol de 2010, que tem sido uma verdadeira loucura um pouco por todo o mundo. De certeza que todos nós, enquanto putos, tivemos uma caderneta de qualquer coisa. Da Barbie, do campeonato de futebol português, de carros de colecção...
Quando era míudo, fazia as cadernetas do Bollycao e esta era uma delas. Está em espanhol porque tirei-a da internet, mas podia muito bem ter tirado uma fotografia e tê-la postado, porque ainda tenho as minhas cadernetas guardadas como recordação. Hoje sei que é "à pala" disso que sei reconhecer tantas raças de cães quando me cruzo com eles na rua.
Vi hoje nas notícias que no Brasil as pessoas já têm um mercado paralelo de venda dos cromos repetidos e que inclusivamente um grupo de assaltantes assaltou um dos armazéns que emitem esses cromos, levando cerca de 150 mil cromos para vender "à socapa". Não comprei a caderneta, mas descobri no site oficial da FIFA uma caderneta digital igualzinha à de papel, e que funciona mais ou menos de igual forma. Confesso que ando a ficar um bocado viciado naquilo, ir lá e ver os cromos que me saíram hoje, o monte que tenho para a troca e ver quanto me falta para concluir a caderneta. 

"Mais respeito que sou tua mãe!"

No outro dia fui ver a peça "Mais respeito que sou tua mãe!". Infelizmente, o tempo e também o meu esquecimento não me permitiram vir aqui mais cedo para falar e promover esta excelente e divertida peça antes que ela saísse de cena, o que aconteceu precisamente...ontem. 
"Mais respeito que sou tua mãe" conta a história de Esmeralda (Joaquim Monchique), mãe de uma famiília típica da classe baixa portuguesa residente na Baixa da Banheira. Com ela vive o marido, desempregado mas um  ferveroso benfiquista; o sogro, distribuidor na zona de marijuana e que leva o filho mais novo de Esmeralda pelos mesmos caminhos; a filha que apesar dos seus 17 anos, faz a cabeça da "mãe" em água com as suas "curtes" e os meios pouco convencionais de ganhar dinheiro. A estes, junta-se o filho mais velho, estudioso, que já vive sozinho mas vai sempre comer a casa da mamã...o único problema é ser gay.
Uma peça bastante divertida, com imensos momentos verdadeiramente hilariantes. A agradável surpresa da peça é mesmo Joaquim Monchique. que apesar de assumir o papel principal, consegue-o ser de uma maneira bastante súbtil e não tirando o protagonismo a todos os outros actores que no espectáculo participam.

quarta-feira, 26 de maio de 2010

7 dias e 3 anos

Aí vêm os últimos sete dias da minha licenciatura, e depois de entregar inúmeros e desinteressantes trabalhos pendentes, as férias. Férias essas que se esperam que sejam repletas de trabalho, o que será um muito, mas mesmo muito bom sinal. E a ver pelos desenvolvimentos dos últimos dias, as coisas estáo bem encaminhadas. A seu tempo, darei mais novidades. 

sábado, 22 de maio de 2010

Horrível, horrível...

Ouvir o primeiro-ministro português a falar uma espécie de espanhol ou portunhol como o próprio definiu, é de ir ao grego (e não é para lhe dar a ajuda de 2 mil milhões de euros que está aqui na garganta de tantos comuns portugueses como eu).
Frases como "...bueno...talvez" e ainda "pressionado Merkel, pra que Merkel não hay barrado los impuestos. Não sei si dieram cuenta.." vieram daquele que é "só" o nosso maior representante no estrangeiro, e que ainda tem a lata de dizer que para os portugueses é muito fácil chegar a Espanha e começar a falar, porque "temos grande capacidade para línguas". Nota-se perfeitamente...

quinta-feira, 20 de maio de 2010

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Nós por cá

As coisas não duram para sempre e exemplo disso mesmo é o que vai acontecer em breve com os elevadores aqui do meu prédio, que vão ser alterados depois de muitos anos de sobe e desce. A administração do prédio, que tenho a dizer que é muito porreira e dedicada, procedeu correctamente ao emitir um comunicado a dar conta disso mesmo, referindo a empresa responsável, a duração das obras e como se processará a utilização dos elevadores enquanto decorrerem os trabalhos, etc. Uma obra que foi, pode ler-se no comunicado, "aprovada por humanidade". De tão velhinhos que os elevadores estão, resta-me propor a sua inclusão como Património da Unanimidade...