sábado, 22 de novembro de 2008

É como dar uma bola a uma criança

Estou de regresso aos treinos depois da lesão contraída à cerca de um mês, bem como à convocatória para o jogo deste fim-de-semana. Um jogo que se adivinha complicado, pois esta semana é a "festa da taça" e tal como o futebol profissional que se mistura com as divisões inferiores amadoras, nós amadores, não jogamos contra profissionais mas "apanhamos" amadores que jogam em divisões acima da nossa. Depois de termos conhecido pela primeira vez o sabor da derrota para o campeonato ao fim de 8 jornadas, o campeonato pára para dar lugar ao jogo da taça que é fora com o Vialonga e que segue no primeiro lugar da sua divisão (uma acima da minha). Voltar a treinar depois de algumas semanas parado, é encarado por mim com uma motivação ímpar e isso faz-me reconhecer como é essencial para mim dar uns toques na "chicha" ao fim do dia e aos fins-de-semana. Quanto ao meu joelho direito resta anunciar que parece outro, está bom de saúde e recomenda-se.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Música da Semana

Mais uma vez, o acelerado ritmo semanal não tem dado hipóteses a postagens mais assíduas e oportunas. Mais uma vez, a música da semana não apareceu quarta-feira. Eu tenho visto a cara de desalento das pessoas quando entro no autocarro e a angústia das pessoas que passam por mim na rua. Mesmo assim, faço por nunca me desligar completamente deste espaço, e acho que o título da música que escolhi esta semana vem ao encontro dessa filosofia: de nunca nos desligarmos daquilo que é realmente importante para nós. A persistência é uma qualidade que eu aprecio. "The Man Who Can´t Be Moved" - The Script.


Going back to the corner where I first saw you,
Gonna camp in my sleeping bag I'm not gonna move,
Got some words on cardboard got your picture in my hand,
Saying if you see this girl can you tell her where I am,
Some try to hand me money they don't understand,
I'm not...broke I'm just a broken hearted man,
I know it makes no sense, but what else can I do,
How can I move on when I'm still in love with you...

Cos if one day you wake up and find that you're missing me,
And your heart starts to wonder where on this earth I can be,
Thinking maybe you'll come back here to the place that we'd meet,
And you'd see me waiting for you on the corner of the street.

So I'm not moving...
I'm not moving.

Policeman says son you can't stay here,
I said there's someone I'm waiting for if it's a day, a month, a year,
Gotta stand my ground even if it rains or snows,
If she changes her mind this is the first place she will go.

Cos if one day you wake up and find that you're missing me,
And your heart starts to wonder where on this earth I can be,
Thinking maybe you'll come back here to the place that we'd meet,
And you'd see me waiting for you on the corner of the street.

So I'm not moving...
I'm not moving.

I'm not moving...
I'm not moving.

People talk about the guy
Who's waiting on a girl...
Oohoohwoo
There are no holes in his shoes
But a big hole in his world...
Hmmmm

and maybe I'll get famous as man who can't be moved,
And maybe you won't mean to but you'll see me on the news,
And you'll come running to the corner...
Cos you'll know it's just for you

I'm the man who can't be moved
I'm the man who can't be moved...

Cos if one day you wake up and find that you're missing me,
And your heart starts to wonder where on this earth I can be,
Thinking maybe you'll come back here to the place that we'd meet,
And you'd see me waiting for you on the corner of the street.
[Repeat in background]

So I'm not moving...
I'm not moving.

I'm not moving...
I'm not moving.

Going back to the corner where I first saw you,
Gonna camp in my sleeping bag not I'm not gonna move.


segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Andar de cavalo para burro

Indo ao site da minha faculdade, entre o acesso a tópicos vários relacionados com a escola, podemos ver igualmente na página inicial algumas notícias e eventos intimamente ligados à escola. Num dos eventos mais recentes pode ler-se como título: "Comemorações do Dia Mundial da Sida". A pergunta que faço é se agora descobriram que a Sida é uma coisa boa, tão boa que até já se comemora. Não seria melhor as "Comemorações do Dia Mundial da Luta Contra a Sida", à imagem de outros dias dedicados à luta contra as adversidades que apoquentam a humanidade. Não sei, é só uma sugestão...

sábado, 15 de novembro de 2008

Semana preenchida

Semana atarefada, a que passou. Atarefada com aulas, alguns trabalhos, idas a exames médicos, reuniões de curso e ainda tratamento da lesão ao fim do dia.
Indo por partes, quero dizer que a apresentação de Expresão Musical,à qual fiz aqui referência a semana passada, correu relativamente bem segundo a primeira apreciação do professor. Parece que a tartaruga Tuga foi convincente! Quanto ao outro trabalho, aquele de Expressão Dramática, também correu bem, e só podia correr dessa forma, depois de ficar a prepará-lo na noite anterior até perto das 5h da madrugada.
"Depois da tempestade vem a bonança". Se de quarta para quinta-feira dormi somente umas duas horas, ontem tirei a "barriga de misérias" e a seguir ao almoço deu para umas boas peladinhas de matraquilhos lá na faculdade. Correndo o risco de ser chamado de faz-nenhum, acho por bem não revelar o tempo que estive a jogar mas acreditem que foi bastante. Olhando para as minhas mãos conto três bolhas, duas delas praticamente secas e uma num estado deplorável.
Ainda durante esta semana, fiz trabalho específico (fica sempre bonito usar estes termos técnicos como os jornalistas de desporto) para fortalecer o meu joelho que felizmente já não padece de dores, estando previsto o regresso aos treinos lá para a próxima quarta-feira.
Independentemente dos trabalhos terem corrido bem, acho que podiam ainda ter ficado um pouco melhores. E tanto num como no outro, senti um nervosismo impróprio e muito estranho que me tem vindo a acompanhar já à algum tempo nas intervenções que tenho de fazer na escola. Não sou daquelas pessoas que fica com vontade de ir ao wc antes de uma apresentação, ou que deixa de dormir na noite anterior por causa da ansiedade. Acho que estou a passar por uma crise de confiança, embora não saiba porquê. N.d.r: Procurar elevar a minha auto-estima brevemente.

Música da Semana

Este som tem feito furor nas rádios ao longo das últimas semanas. Uma boa onda, com música bastante ritmada e que facilmente fica no ouvido, num estilo comparável ao dos Black Eyed Peas. Embora fisicamente não o aparentem, os Madcon são oriundos da Noruega, com raízes africanas. Esta música que hoje vos apresento, intitulada "Beggin", é um cover de uma música de 1967 cantada pelos The Four Seasons juntamente com Frankie Valli. Beggin...uh uh uhhh...


Oooh
Put your loving hand out, baby
I'm beggin

Beggin, beggin you
Put your loving hand out baby
Beggin, beggin you
Put your loving hand out darlin

Ridin high, when I was king
Played it hard and fast, cause I had everything
Walked away, won me then
But easy come and easy go
And it would end

Beggin, beggin you
Put your loving hand out, baby
Beggin, beggin you
Put your loving hand out darlin

I need you, (yeeah) to understand
Tried so hard
To be your man
The kind of man you want in the end
Only then can I begin to live again

An empty shell
I used to be
Shadow of my life
Was hangin over me

A broken man
Without a throne
Won't even stand the devils dance
To win my soul

Beggin, beggin you
Put your loving hand out, baby
Beggin, beggin you
Put your loving hand out darlin

I'm fighting hard
To hold my own
No, I just can't make it
All alone

I'm holdin on
I can't fall back
Now that big brass ring
Is a shade of black

{Tshawe Baqwa}
Beggin, beggin you
Put your loving hand out, baby
Beggin, beggin you
Put your loving hand out darlin

Beggin, beggin you
Put your loving hand out, baby
Beggin, beggin you
Put your loving hand out darlin

Beggin, beggin you
Put your loving hand out, baby
Beggin, beggin you
Put your loving hand out darlin

domingo, 9 de novembro de 2008

Escola

A pedido de algumas pessoas que frequentemente visitam este meu "bocado de terra" onde vou cavando alguns textos, que gostam de conhecer alguns dos trabalhos que tenho de realizar ao longo do meu curso, aqui deixo duas apresentações que tenho que magicar para a próxima semana. Uma delas, diz respeito a um trabalho inserido em Música III, no qual foi proposta a criação de um conjunto de actividades direccionadas para a 1ª Infância (0-3 anos).

Esta é a tartaruga Tuga, um fantoche tartaruga feito a partir de esponjas e de uma luva. Não é minha, nem tão pouco seria capaz de ter sido eu criá-la, pois é digna de profissionais do ramo. Esta tartaruga é manipulada através de uma simples luva que ao mesmo tempo representa as patas, podendo dar assim vida ao animal. O meu grupo de trabalho vai fazer uma história musical centrada num episódio em que a tartaruga Tuga é a protagonista, e ela será o principal recurso utilizado para desenvolver a actividade.
Um outro trabalho engraçado que tenho que pensar para esta semana, é escolher uma técnica de conto de histórias (fantoches de dedo, teatro de sombras, leitura expressiva da história, entre outras) e apresentá-la na turma como se estivesse na minha sala do jardim de infância. Ainda estou na fase de escolher a história, mas já são muitas as ideias para a concretizar da melhor forma.

Das Auto

Está para breve a saída em Portugal, do novo Volkswagen Golf VI, a mais recente e bonita de todas versões a que este modelo foi sujeito ao longo dos seus 24 anos de vida.
Esta é a sexta geração de um carro que é um ícone nacional, apesar de a Volkswagen (Volks, que significa "carro do povo") ser uma marca alemã. Adoro o Golf V, mas o novo Golf VI vem para me baralhar as contas. Este é o meu carro de eleição, considero-o a "minha cara". Assim que começar a trabalhar e pensar em comprar um carro é este que eu vou querer, saíam os modelos que saírem.

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Música da semana

Está encontrado o feliz contemplado que herdará de George W. Bush a Casa Branca. Aquela onde, não à muitos anos, um outro presidente - na madrugada passada, passou a ser o antepenúltimo - de seu nome Bill Clinton, brincou aos médicos com Monica Lewinski.
Depois de uma novela que se arrastou por quase um ano, com congressos repletos de propaganda sobre a guerra no Iraque e Afeganistão, a economia mundial ou as dificuldades internas do país, eis que se chegou à eleição "oficial" do novo presidente. Acho que não era preciso perceber muito da coisa, para prever que iria ser Barack Obama o vencedor. O homem tinha tudo a seu favor: com uma aparência e espírito bastante jovial, é o primeiro negro a tornar-se presidente dos Estados Unidos, isto 145 anos depois de Abraham Lincoln abolir a escravatura. Obama era igualmente o favorito de alguns dos mais influentes líderes mundiais para suceder a Bush.
É por isso que esta semana escolho a música "Dear Mr. President" da irreverente Pink, que possui uma letra dirigida em particular ao Bush, mas que se pode aplicar a qualquer presidente, inspirando-o a uma introspecção. Pode ser que o Obama passe para ler o meu blog... ou o Cavaco Silva.


Dear Mr. President
Come take a walk with me
Let's pretend we're just two people and
You're not better than me
I'd like to ask you some questions if we can speak honestly

What do you feel when you see all the homeless on the street
Who do you pray for at night before you go to sleep
What do you feel when you look in the mirror
Are you proud

How do you sleep while the rest of us cry
How do you dream when a mother has no chance to say goodbye
How do you walk with your head held high
Can you even look me in the eye
And tell me why

Dear Mr. President
Were you a lonely boy
Are you a lonely boy
Are you a lonely boy
How can you say
No child is left behind
We're not dumb and we're not blind
They're all sitting in your cells
While you pay the road to hell

What kind of father would take his own daughter's rights away
And what kind of father might hate his own daughter if she were gay
I can only imagine what the first lady has to say
You've come a long way from whiskey and cocaine

How do you sleep while the rest of us cry
How do you dream when a mother has no chance to say goodbye
How do you walk with your head held high
Can you even look me in the eye

Let me tell you about hard work
Minimum wage with a baby on the way
Let me tell you about hard work
Rebuilding your house after the bombs took them away
Let me tell you about hard work
Building a bed out of a cardboard box
Let me tell you about hard work
Hard work
Hard work
You don't know nothing about hard work
Hard work
Hard work
Oh

How do you sleep at night
How do you walk with your head held high
Dear Mr. President
You'd never take a walk with me
Would you.

domingo, 2 de novembro de 2008

Viva La Vida


Frontalidades

"Todos diferentes, todos iguais". O Homem, como ser em permanente construção desde o seu nascimento até à morte, interage com o meio em que se encontra inserido e assim adquire uma identidade ímpar. Esta pequena definição daquilo que para mim é o Homem do ponto de vista social, é a casa de partida para este post.
A escola é certamente um dos "meios" mais diversificados que encontramos ao longo da nossa vida. Esta diversidade no grupo escolar, leva naturalmente à criação de sub-grupos escolares, os designados "o meu grupo de amigos" que dentro de uma turma se formam quase que naturalmente agregando pessoas que se identificam umas com as outras.
Desde o primeiro ano que a minha turma da escola vem vivendo uma situação algo delicada de rejeição e discriminação em relação a uma colega que não caíu no goto da grande maioria, por razões que a própria razão desconhece. Rejeição essa, da qual eu muitas vezes fui cúmplice, não por também apontar o dedo à colega, mas sim por agir quase sempre em conformismo com a posição da turma.
Mês e meio de aulas é tempo suficiente para duas professoras atentas e "batidas" no ensino repararem que há alguém que se encontra à margem. Uma conversa com uma delas, na intenção de descrever um possível caminho a tomar para melhorar as coisas, foi o motor de arranque para que as coisas mudassem. Ou que pelo menos se comece a fazer por isso. A semana passada foi o momento de dar o murro na mesa, que apesar de vir atrasado, nunca é indispensável. Juntamente com uma colega, iguaklmente sensível a este problema, decidimos falar separadamente com a colega visada, e depois com o resto da turma. Isto, sem o cruzamento dos intervenientes, pois se frontalidade era algo que até então nunca tinha havido, não iria ser esse o pretexto para se realizar um "julgamento" de 28 contra 1.
Dou graças a Deus, pela coragem que me deu para ser o mais frontal e directo que consegui, e que nos é caracteristicamente tão difícil. Foi estranhamente "fácil" conversar com a colega, tal como foi fácil perceber que ela não tinha noção de factos concretos que conduzissem à aversão da sua pessoa por parte dos outros. Na segunda parte da tarefa, tenho plena consciência de que fui duro nas palavras que dirigi à turma. Não sei se tinha esse direito, mas a verdade é que foi o explodir de uma necessidade que fui alimentando no tempo e que tinha necessariamente de ser "curto e recto".
Se as coisas vão ou não melhorar, só o tempo o dirá. Há a promessa de todos procurarem mudar a postura e, através de simples gestos, começar a reconstruir a relação com a colega. Para mim, já houve algo que mudou. Depois destas diligências, deixei de sentir o peso da impotência e isso deixa-me bastante agradado e confiante num ambiente escolar mais harmonioso e puro daqui para a frente.

"Ainda que eu fale a língua dos anjos, se não amo os meus irmãos, sou como um sino a ressoar."

Recuperação

A lesão contraída no jogo do passado fim-de-semana tarda em ficar debelada. Faz hoje uma semana que me lesionei e apesar de conseguir andar normalmente e aparentemente sem dores, a verdade é que vou sendo enganado pela acção eficaz da joelheira elástica que tenho utilizado. Quando faço movimentos algo mais repentinos ou de torção do joelho, ás vezes dá cá um esticão...
Este tipo de lesões fazem-me sempre pensar naquelas pessoas que veêm o seu dia-a-dia condicionado pelas suas incapacidades, o que acaba por ser uma insignificante mazela quando comparadas com estas. Mesmo assim, frustra-me não ser capaz de dar aquele sprint para apanhar o autocarro que me levaria mais cedo para a escola, ou as escadas que subo com muito cuidado, entre outras coisas.
Espera-se que esta semana o joelho apresente melhorias siginificativas, para voltar em força aos treinos na semana seguinte e recomeçar a jogar.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Música da Semana

Para sempre admirarei Amália Rodrigues, por tudo aquilo que representou, representa e por certo para sempre representará na memória deste saudosista povo português, como principal mensageira e difusora das nossas tradições, através deste tesouro único que possuímos: o Fado.
Perdoem-me os mais nostálgicos ou se preferirmos, os mais conservadores, mas para mim não há voz mais graciosa e eloquente e que mais me apraz ouvir, senão a de Mariza. É claramente a voz mais "audível" desta nova geração de fadistas que aos poucos se vai erguendo, fazendo renascer o reconhecimento do valor que o Fado tem, não só em Portugal, como um pouco pelo mundo inteiro.
Convosco para esta semana, Mariza com "Chuva".

As coisas vulgares que há na vida
Não deixam saudades
Só as lembranças que doem
Ou fazem sorrir

Há gente que fica na história
da história da gente
e outras de quem nem o nome
lembramos ouvir

São emoções que dão vida
à saudade que trago
Aquelas que tive contigo
e acabei por perder

Há dias que marcam a alma
e a vida da gente
e aquele em que tu me deixaste
não posso esquecer

A chuva molhava-me o rosto
Gelado e cansado
As ruas que a cidade tinha
Já eu percorrera

Ai... meu choro de moça perdida
gritava à cidade
que o fogo do amor sob chuva
há instantes morrera

A chuva ouviu e calou
meu segredo à cidade
E eis que ela bate no vidro
Trazendo a saudade

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Cheiro a bébé

Hoje estive novamente com meu sobrinho Tomás, que conta já com duas semanas de vida. É sempre um enorme regozijo estar perto daquela pequenina criança, até mesmo quando ela está a dormir. E dormir, como todos nós sabemos, é aquilo que os bébés fazem melhor nos primeiros tempos de vida. Quando acordou, o tio Rui pegou nele ao colo e deliciou-se um pouco com a impressionante força que ele já tem, e com os "pum's" que de vez em quando ia dando. O Tomás é lindo, e é o orgulho do tio que está desejoso de o ver crescer e com ele brincar e interagir cada vez mais.

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

Pontapés no jogo

Há quem diga que leva muitos pontapés na vida. Metaforicamente falando, a verdade é que isso muitas vezes realmente acontece. Depois há quem, na sua vida de jogador amador também não se livre de levar umas boas porradas. "Saldo" do jogo fim-de-semana contabiliza-se da seguinte forma: um galo mesmo no meio da testa depois de um choque de cabeça fortíssimo com um adversário, o qual ainda não consegui perceber como não me abriu a cabeça; uma paralítica proveniente de uma joelhada na coxa e um joelho que viu e contou de quantos pitons era feita a chuteira do adversário (a título de curiosidade, o mesmo adversário da cabeçada). Isto tudo em menos de 45 minutos, pois as dores no joelho fizeram com que tivesse de pedir a substituição ainda antes do intervalo.
Já hoje fui ao hospital, porque médicos no clube "está de chuva", e o primeiro diagnóstico do médico foi uma entorse no joelho direito, deixando a precisão do tempo de paragem para uma consulta que, a ser marcada, seria apenas mais ou menos daqui a um mês. Meus amigos, isto dói-me e até vou ter que andar de canadianas para me deslocar, mas muito sinceramente espero voltar ao activo mais cedo do que um mês.
Acabámos por vencer por 2-0, e aproveitando o facto de o 1º lugar ter empatado esta jornada, seguimos já em primeiro com os mesmos pontos, mas com melhor diferença de golos marcados e sofridos.

quinta-feira, 23 de outubro de 2008

Música da Semana

Para esta semana, a boa onda de Scouting for Girls - "Heartbeat".


Am I alone in your heart?
Have I hope with your heart?
She's such a teaser, she's such a star.
Give me a reason or gimme a chance.
Am I alone in your heart, or am I alone...?
It tears me apart.
Am I alone?
Doing all I can do, just to be close to you.
Every time that we meet, I skip a heartbeat.
Always up for a laugh, she's a pain in the arse.
Every time that we meet, I skip a heartbeat.
Give me an evening, or give me a night.
I'll show you the time, of your life.
I'll walk you home safe, from the dark.
I'll give you my jacket, I'll give you my heart.
But she won't come dancing tonight, She's having the time of her life.
Am I alone?
Doing all I can do, just to be close to you.
Every time that we meet, I skip a heartbeat.
Always up for a laugh, she's a pain in the arse.
Every time that we meet, I skip a heartbeat.
I do love, she does heartbreak.
I did love, till she broke my heart.
I do love, she does heartbreak.
I did love, till she broke my heart.
I do love, she does heartbreak.
I did love, till she broke my heart.
I do love, she does heartbreak.
I did love, till she broke my heart.
Doing all I can do, just to be close to you.
Every time that we meet, I skip a heartbeat.
Always up for a laugh, she's a pain in the arse.
Every time that we meet, I skip a heartbeat.
I skip a heartbeat for you.
Doing all I can do, just to be close to you.
Every time that we meet, I skip a heartbeat.
Always up for a laugh, she's a pain in the arse.
Every time that we meet, I skip a heartbeat.
I skip a heartbeat for you

segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Poder do futebol

E que grande tarde de futebol ontem tive! Tal como o futebol profissional, este fim-de-semana foi dedicado "à festa da Taça". Para eles, a de Portugal, e para nós amadores, a de Lisboa. Um domingo que começou bem cedo, com a hora da concentração marcada para as 10h15m, com direito a um almoço de equipa antes do jogo, que estava marcado para as 14h30m contra o MTBA, equipa para os lados da praia do Magoito em Sintra. Eram 11 horas, e já estava a comer a canja...
Pelo meio,tempo ainda para ver em acção e especular em jeito de brincadeira os futuros valores do clube, nos jogos que alguns escalões do clube fizeram em casa. Aproxima-se a hora do jogo e é tempo de constatar as condições excepcionais de jogo: dia de sol mas sem muito calor, bastante público a assistir e um relvado natural com dimensões optimizadas para a prática do futebol, ao contrário do que é habitual. A partir daí, o pensamento centra-se somente em ser um dos escolhidos pelo treinador para jogar a titular. O que felizmente aconteceu, primeiro como trinco (carinhosamente tenho sido apelidado de Petit nos treinos) e mais tarde como defesa esquerdo.
Foram quase três horas a jogar à bola, pois ao fim dos 90 minutos registou-se um nulo entre as equipas. Fomos a prolongamento, e à imagem do que aconteceu com o Benfica à noite, só nos penalties é que conseguimos resolver o jogo a nosso favor. Três horas que cansam o físico, por vezes lesionam e que tiram igualmente tempo para outras coisas importantes, como por exemplo, a escola. Mas eu sei que, por muito cansado que fique, o futebol alimenta-me para todas as outras coisas que tenho na minha vida. Esse é o poder do futebol em mim.

sábado, 18 de outubro de 2008

Noites bem passadas

Depois de mais uma semana de faculdade e de trabalho, o que a malta gosta é de conviver um pouco ao fim de uma sexta-feira, porque no dia a seguir podemos ficar quase sempre a dormir até mais tarde. A ida a um bar é um simples "gesto" que nos faz conviver com aqueles amigos com quem gostamos de estar, e trocar mais do que dois dedos de conversa. Faz parte. Beber uns copos com os amigos, como usualmente costuma-se dizer. Faz parte.
Escolhe-se o que se quer, espera-se pela empregada e quando esta chega fazem-se os pedidos: um scone (por favor ler com um "u" bastante acentuado entre o "o" e o "n", pois foi assim que a autora do pedido o fez, motivando a primeira risada da noite), uma tosta mista,... e claro está, quando se encontram homens à mesa, até pode haver muita variedade, mas a probabilidade de a escolha recair numa cerveja é muito alta. Nunca fiz esse estudo, mas deve ser mesmo alta...
Rodrigo: "Então são quatro Carslberg, por favor!"
Empregada:"Frescas?"
Pedidos feitos, é tempo de esperar. Retoma-se o relato de episódios vividos, momentos menos bons da semana, coisas boas que aconteceram ou estão para acontecer futuramente, projectos futuros. Também faz parte. Finalmente, e não digo "finalmente" para transmitir a ideia que foi muito o tempo de espera, porque até nem foi, eis que chegam os nossos pedidos. Os scouuunes, a tosta mista ainda iria demorar um pouco mais, e as nossas quatro bebidas... quatro leites com chocolate?!A empregada acabava de chegar ao pé de nós com quatro garrafas de leite Ucal, bem geladinhas e ainda com direito a palhinha azul.
Catarina: "Desculpe mas acho que se enganou na mesa.."
Empregada: "Não pediram quatro Ucal...?"(seguida de uma risada geral)
Alguém:"Não, deve ter feito confusão... nós pedimos quatro Carlsberg."
Empregada:"Ai meu Deus, que vergonha. Peço desculpa, trago já."
De facto, uma situação no mínimo hilariante. Quatro homens numa mesa e iam logo todos beber o mesmo, ainda por cima um leitinho com chocolate, fresquinho e de palhinha azul. Não que tenha dúvidas que Ucal é "provavelmente o melhor leite com chocolate do mundo" e fiquei até algo frustrado, pois já estava a imaginar qual seria o som do vidro das garrafas ao fazer um brinde.
Ao mesmo tempo, é difícil perceber como a partir de "Carlsberg", se chegou a "Ucal". Fazendo uma meditação sobre o assunto, acho que a haver engano por parte da empregada, isso seria traduzido em quatro tigelas bem quentinhas. Seria a resposta ao pedido de quatro "Caldo Verdes"....

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Música da Semana

Esta semana, a música da semana aparece num formato diferente do costume pelo simples facto de os vídeos desta música não serem de grande qualidade. E também, porque nesta e em qualquer que seja a música de Maffalda Veiga, o mais importante não são as imagens mas sim a melodia que absorvemos das suas fantásticas letras. Com participação especial de Susana Félix e Sofia Fróis, "Por Outras Palavras".


Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
Mais uma madrugada
Ninguém disse que o riso nos pertence
Ninguém prometeu nada
Fui eu que julguei que podia arrancar sempre
Mais uma gargalhada

E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo
E morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim

Ninguém disse que os dias eram nossos
Ninguem prometeu nada
Fui eu que julguei que sabia arrancar sempre
Mais uma gargalhada

E deixar-me devorar pelos sentidos
E rasgar-me do mais fundo que há em mim
Emaranhar-me no mundo
E morrer por ser preciso
Nunca por chegar ao fim

terça-feira, 14 de outubro de 2008

Já nasceu!

E já nasceu o meu sobrinho Tomás!!! Ainda no sábado tinha ido a casa dos cunhados Vera e João e reparado que a barriga da mamã estava tão, mas tão maior do que aquilo que eu julgava humanamente possível! Por falar em humanamente, no meio de tanta alegria e felicidade, não consigo ao mesmo tempo deixar de pensar como é simplesmente maravilhoso o momento de dar à luz. E na graciosidade que esse fenómeno possuí. Num dia, "vejo" o pequenote na barriga da futura mãe e nem passadas 24 horas, já está cá fora. Ainda não estive pessoalmente com ele, mas pelas fotos é lindo. Não esquecer, meus amigos: marcar nas agendas que dia 12 de Outubro é o dia de aniversário do Tomás. Que Deus abençoe a Vida desta criança que veio ao Mundo pela primeira vez.

Ontem foi dia de emoções, e a dobrar. Para além da excelente boa nova, foi dia de regresso à competição no jogo em Malveira da Serra. Joguei a titular e fiquei muito feliz por isso, saíndo a cerca de dois minutos do fim para as palmas do público (brincadeira!). Conseguimos vencer outra vez,desta feita por 3-1 e continuamos para já no 2º lugar, atrás do Olivais Sul que também venceu. No próximo domingo o jogo é em casa frente ao MTBA, a contar para a taça de Lisboa. Ah, e também nesse domingo o meu sobrinho faz uma semana de vida!!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Se cresceste nos anos 90...

Este post é para ti, caro amigo(a) que tens a particularidade de pertencer à mesma colheita que eu, ou seja, a colheita de 1987, a chamada "geração de ouro". N.d.r: toda e qualquer semelhança ou confusão com a geração de ouro da nossa selecção de futebol é mera coincidência.
Quanto mais velha uma pessoa fica, mais depressa parece o passar dos anos. Acho que esta teoria é defendida por todos. Este sintoma nostálgico acentua-se principalmente quando estamos perto de fazer anos (o que por acaso não se verifica neste momento). Algumas recordações:

Se cresceste nos anos 90...

- Ainda te lembras de quando valia a pena acordar cedo ao fim-de-semana para ver os desenhos animados;
- 500 escudos dava para tanta coisa!;
- Ouvias a Leopoldina dizer "Bem-vindos ao mundo encantado dos brinquedos, onde há reis, princesas, dragões!" (ainda ouves);
- Todas as tuas decisões importantes eram feitas com um "pim-pu-ne-ta";
- Conhecias pelo menos uma pessoa que tinha daqueles ténis com luzinhas;
- Vias todas as tardes o Esquadrão Classe A, o Macgyver, o Justiceiro e ainda as Marés Vivas na Tvi;
- Querias sempre um Push-pop e a tua mãe nunca te queria dar porque ficavas todo a colar!
- Trocavas tazzos e matutolas;
- Vias o "Riscos", na Rtp2, e sentias-te muito mais crescido(a).
- Achavas piada ao "quarto-escuro";
- Lembras-te de ver os Simpsons e de não perceberes porque é que, sendo desenhos animados, não tinham graça nenhuma.

(baseado num e-mail enviado por um amigo e na minha vivência infantil, conferindo especial destaque ás séries de luxo que a Tvi transmitia na altura.)

Será que ouvi falar em "Tardes da Júlia"?!...

"A Vida deve ser levada com olhar de puto"

De todas as cadeiras que tenho conhecido neste novo semestre, há uma que se tem evidenciado pela positiva e à qual lhe devo o devido destaque. De seu nome Fundamentos da Pedagogia, esta cadeira debruça-se sobre a arte do ensino, de conduzir as crianças ao saber.
Nunca pensei que fosse possível dissecar tanto o conceito "educação" como o fiz nas últimas duas aulas. Eu tinha, e ainda continuo a ter a ideia firme de que muitas pessoas tomam a educação apenas na vertente do ensino escolar. Quanto mais não seja pelo facto de termos uma ministra que dirige um Ministério... da Educação. Pois deixem-me dizer-vos que esse pensamento não está correcto. Enganem-se as velhotas que vão no autocarro e que dizem que "esta juventude está perdida" ou que "os jovens de hoje em dia já não têm educação". A educação é simplesmente uma ferramenta que oferece aos indivíduos a possibilidade de adquirir o seu próprio equilíbrio em função das suas capacidades cognitivas, e através da interacção com os vários elementos da sociedade onde vive. E esta inicia-se desde que nascemos e acompanha-nos até ao fim das nossas vidas.
Esta discussão tida nas aulas fez-me sentir muito importante. Não na perspectiva da pessoa individual que eu sou, mas sim na missão e no compromisso que tenho perante a minha sociedade. Seguir os valores com os quais me identifico, sem nunca perder os meus próprios valores, aqueles pelos quais oriento a minha postura perante a vida. "A vida deve ser levada com olhar de puto".

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Música da Semana

Para esta semana, o regresso de um senhor que já havia por aqui passado com a sensacional e muito boa vibe "I'm Yours". Jason Mraz tem sido uma grande revelação, capaz de misturar nas suas músicas diversificados géneros musicais, o que torna o seu trabalho ainda mais fértil, na minha opinião. Para vós esta semana, "Geek in the Pink".

Yo, Brotha A to z,
Yo, wussup B,
Yo, What time is it?

Ha-ha, It's laundry day!

(do do do...)

Well let the geek in the pink take a stab at it
If you like the way I'm thinkin' baby wink at it
I may be skinny at times but I'm fat fulla rhymes
Pass me the mic and I'm a grab at it
Well isn't it delicious crazy way that I'm kissin'
This baby listen to this don't wanna miss it while it's hittin'
Sometimes you gotta fit in to get in
But don't ever quit cause soon I'm gonna let you in but see

I don't care what you might think about me
You'll get by without me if you want
Well,I could be the one to take you home
Baby we could rock the night alone
If we never get down it wouldn't be a let down
But sugar don't forgetin' what you already know
That I could be the one to turn you out
We could be the talk across the town
Don't judge it by the color, confuse it for another
You might regret what you let slip away

like the geek in the pink (do do do...)
well like the geek in the pink, yeah (geek in the pink)

Well my relationship fodder don't mean to bother nobody
But Cupid's automatic musta fired multiple shots at her
Because she fall in love too often that's what the matter
At least I talk about it keep a pattern of flattery and
She was starin' through the doorframe,and
Eyeing me down like already a bad boyfriend
Well she can get her toys outta the drawer then
Cause I ain't comin' home I don't need that attention, see

I don't care what she might think about me
She'll get by without me if she want
well, I could be the one to take her home
Baby we could rock the night alone
If we never get down it wouldn't be a let down
But sugar don't forgetin' what you already know
that I could be the one to turn you out
We could be the talk across the town
Don't judge it by the color, confuse it for another
You might regret what you let slip away

Hey baby look at me go
From zero to hero
You better take it from a geek like me
Well I can save you from unoriginal dum-dums
Who wouldn't care if you com....plete them or not

So what I've got a short attention span
A coke in my hand
Because I'd rather have the afternoon, relax and understand
My hip hop and flip-flops well it don't stop with the light rock
A shot to mock you kinda puts me in the tight spot
The hype is nothing more than hoo-ha so I'm
Developing a language and I'm callin' it my own
So take a peek into the speaker and you'll see what I mean
That on the other side the grass is greener

I don't care what you might think about me
You'll get by without me if you want
I could be the one to take you home
Baby we could rock the night alone
If we never get down it wouldn't be a let down
But sugar don't forgetin' what you already know
I could be the one to turn you out
We could be the talk across the town
Don't judge it by the color, confuse it for another
You might regret what you let slip away
like the geek in the pink (do do do...)
I'm the geek in the pink ya'll
geek is the color for fall
i'm the geek in the pink
so i'm the geek ya'll
in the pink ya'll
geek is the color for fall
i'm the geek in the pink

segunda-feira, 6 de outubro de 2008

Depois da carta, as primeiras cartadas...

Boas notícias! A carta de desvinculação do Belenenses chegou na passada 6ª feira, o que faz com que eu possa ser inscrito a tempo de jogar no próximo fim-de-semana na deslocação a Malveira da Serra. Parece ficar assim com data marcada o desejado regresso aos jogos oficiais, o que aconteceu pela última vez à cerca de 4 anos atrás, facto que me deixa ainda mais motivado para treinar.
Quanto ao desempenho da equipa, (felizmente) não posso dizer que tenha feito especial falta à equipa. Para a taça de Lisboa, passámos à próxima eliminatória. Ao fim da 3ª jornada do campeonato, seguimos em 2º lugar com 7 pontos, correspondentes a duas vitórias e um empate cedido este fim-de-semana.
Daqui para a frente, conheço o caminho: é trabalhar no duro e suar muito, e acima de tudo nunca desmoralizar, para ganhar um lugar para o qual naturalmente parto em desvantagem pelo facto de não ter constituído opção para os primeiros jogos.

domingo, 5 de outubro de 2008

Desígnios de Deus

Tem sido difícil não pensar ou tentar não pensar nisto nos últimos dias. Este sábado, a manhã teria sido passada numa igreja do Lumiar. Juntamente com alguns amigos, seria mais um dos casamentos a que, muito intermitentemente, temos ido cantar como coro de casamentos.
Certamente não escapa à atenção de quem está a ler este post, os tempos verbais que utilizo nos verbos ter e ser. De facto, este casamento não se realizou. Foi cancelado, em virtude de 2 dias antes do casamento ter falecido o pai do noivo.
Assim que soube, e apesar de nem conhecer os noivos ou qualquer pessoa ligada à família, foi e é-me impossível não ficar chocado com a notícia e sentir-me solidário com a enorme dor sentida. De um momento para o outro a vida pode dar uma grande volta, e este é um triste e duro exemplo disso mesmo. Num dia, planeando os últimos pormenores de uma reunião festiva em nome de duas pessoas que se vão unir no matrimónio e pouco tempo depois, convoca-se a reunião para uma última e saudosa homenagem a um ente querido.
Ainda no outro dia, a morte era tema de discussão à hora do almoço na faculdade. Ouvi coisas com as quais concordei, outras não tanto. A única certeza que tenho é que estes são os verdadeiros desígnios de Deus, e Ele faz-nos ver que apenas aqui estamos de passagem. E que não há nada, mas mesmo nada, que possa tornar a minha vida ou a tua vida mais valiosa do que a dos outros. A minha oração está hoje, de forma especial, com todos aqueles que sofrem por este trágico acontecimento.

domingo, 28 de setembro de 2008

Burocracias desportivas

Por algum descuido que tenho tido, não tenho dado continuidade ao relato do meu regresso futebolístico. As coisas estão a correr quase bem, e só não estão totalmente bem, porque ainda não tive a oportunidade de me estrear em jogos oficiais. Apesar de ter interrompido a competição em 2004, enquanto era ainda juvenil do Belenenses, para ser inscrito na Associação de Futebol de Lisboa pelo Futebol Benfica, é preciso apresentar a carta de desvinculação por parte do Belenenses.
Tive de ter muita pontaria para ter jogado num clube que se encontra actualmente sem presidência e igualmente sem Sad, o que faz com que sem isso seja impossível obter a assinatura autenticada dos responsáveis de Belém e, finalmente a bendita carta. Enquanto isso, já perdi um jogo da taça de Lisboa, e perco hoje a oportunidade de jogar o 2º jogo a contar para o campeonato. Feitas as contas, é já quase um mês só a treinar. Quando se está impossibilitado de jogar por lesão é frustrante, embora compreensível. Estar em boas condições e não jogar por incompetência das instituições ainda mais frustrante se torna. No entanto, entre os episódios desta "novela", registe-se a participação no treino dos séniores A, visto por mim como uma recompensa pela aplicação demonstrada nos treinos.

sábado, 27 de setembro de 2008

Música da Semana

Pela segunda semana consecutiva falhei com a música da semana, que costuma ser publicada ás 4as feiras. A verdade é que esta semana foi uma semana experimental, para mim que combinou praxes, aulas e treinos. O ritmo vai aumentar daqui para a frente, e no corpo já se tem feito sentir esse aumento. Mas não tenho receio, sinto-me determinado e acima de tudo sei que gosto que as coisas sejam assim, porque esta exigência de horários e afazeres vai conseguir tornar-me ainda mais produtivo. Para esta semana, "Balada" da Tuna de Medicina de Coimbra.


As cordas vibrando,
As vozes cantando,
A terna e doce balada,
E atrás de uma janela,
Escuta uma alma encantada,
E aquela linda donzela,
Calada não disse nada.

Capas negras, Santa Clara,
Da tricana à universidade,
Ó Mondego tens nas águas,
Todo o brilho desta cidade.

A lua a brilhar,
A brisa a soprar,
Naquele encantado penedo,
E uma guitarra chorando,
Baixinho quase em segredo
Notas que vão embalando
Beijos dados a medo.

Desabafos...

Perdoem-me desde já, se sou demasiado exigente, se sou demasiado picuínhas. Se sou demasiado crítico em relação ao que diariamente observo. Habituei-me a desenvolver em mim, um rigor que em poucas pessoas reconheço, e que, muitas vezes, encontra-se encoberto pelo meu ar descontraído, animado e de bem com a vida.
Nunca tive ídolos, e penso que nunca virei a tê-los. Existem pessoas que são referências para mim, e como tal partilho muitas vezes das suas pespectivas, mas não sou capaz de condicionar a minha vida segundo aquilo que elas fazem. Jamais. Não deixo de fazer "X", só porque alguém vai fazer "Y". E é pena ver que isso acontece, que muitas vezes se abdica de construir o EU por nós mesmos e seguimos quem acreditamos ser um exemplo de vida. Apenas sigo Deus, e Deus não é de maneira nenhuma um ídolo, é simplesmente a minha Vida.
Porque é que há quem se julge mais do que os outros? Quem se vanglorie, e ao mesmo tempo se auto-mutile com a enormidade de coisas que tem para fazer, quando muito provavelmente do outro lado está alguém com o dobro de afazeres e não se manifesta?
Sinto cada vez mais a vontade de estar com aqueles que eu tenho a certeza que possuem um olhar (mais) puro e descentrado perante a vida. Aqueles que não cobiçam, que não alimentam a ira que trazem dentro de si, que não vivem na impaciência, que não se julgam superiores e que vivem refastelados na sua humildade.
Esta é "uma outra visão", hoje em formato desabafo.

Dos fracos não reza a história


Dos fracos não reza a história!

Na verdade,

Quem é bom.

Só aos olhos de Deus

É que tem o seu valor!

Os espertos sacam dos bons

Tudo,

Sem qualquer tipo, de pudor!

A ganância

A força da destruição do ser humano

Leva-nos muitas vezes a pensar

Se realmente

É tempo de sermos

Fracos

Porque o riso do poderoso de baixo astral

Tudo faz, para nos desfazer em cacos.

Quando é que o ser humano

Se lembrará

Que quando partir

Para o outro lado da vida

Terá que prestar contas

Ao grande Mestre

E que irá pagar os seus pecados

Eternamente, sem guarida!

Maria do Carmo Dias



Praxes

"Não faças aos outros, o que não gostaste do que te fizeram a ti". Começo este post desta forma, porque vou falar das praxes que aconteceram esta semana na minha faculdade, e das quais fui participante activo, a praxar claro. E acho que este ditado alterado representa bem aquilo que as praxes foram, não só para mim como para a minha turma, mas também um reflexo daquilo que deveriam ser sempre as praxes, qualquer que seja a instituição ou tradições.
Entendo que as praxes têm como principal objectivo, integrar de forma animada os novos estudantes. E acho que é através dessa maneira animada que faz com que essa integração se torne mais rápida. É por isso que mandámos rebolar, ficar colado à parede, rastejar, andar com o penico na cabeça, sair do ambiente escolar e ir praxar para plena baixa lisboeta onde o penico capacete, transforma-se em chapéu de pedinte e consegue angariar 53 euros (que foram directamente para pagar as nossas despesas com toda a preparação para receber os caloiros), cantar aqueles célebres "ai que calor..." aos polícias em frente ao Tribunal de Instrução Criminal, fazer uma declaração de amor com uma flor na mão a um velhote que passa na rua ou ainda fazer rir a estátua do Fernando Pessoa, entre muitas outras coisas.
Tudo isto e muito mais, são coisas que fazem parte, como se costuma dizer. E é bom chegar ao fim dos 3 dias mais intensos de praxe que a minha faculdade vive, e sentir que os novos alunos não se sentem reprimidos e aceitaram as praxes com uma grande predisposição de fazer aquilo que lhes pedimos.
Parabéns à minha turma pelo esforço e dedicação demonstrado por todos, e parabéns à nova turma F que este ano recebe o testemunho e que vai certamente honrar esta tradição de bem acolher os novos estudantes que escolhem a Escola Superior de Educação de Lisboa para trilhar o seu futuro.

domingo, 21 de setembro de 2008

Música da Semana

Entretido a gozar os dias da última semana de férias, acabei por me "esquecer" de colocar a música da semana que como todos sabem (não é verdade?!) normalmente é aqui colocada ás quartas-feiras. Escolho a sempre electrizante "Sun Goes Down", dos fabulosos e acima de tudo portugueses Blasted Mechanism. A escolha recaiu essencialmente pelo título da música, de um Verão que chega hoje ao fim. O sol vai voltar durante muitos dias, mas no Verão tem um brilhar especial. Pelo menos enquanto não trabalho...

Right
now look into my eyes
now look deep into my eyes
and tell me what do you see

I
I can't see you cry
well just leave it behind
I think you deserve much more than this
you really are much more

Fame
and the masquerade
I've gotta take my faith
got to fulfill the prophesy

Smile
only for a while
my tiny crocodile
and let your lips caress your teeth

'Cause when the sun goes down
you maybe facing the/your end [4x]

Right
now look in my eyes
now look deep in my eyes
and tell me what do you see

I
I can't see you cry
well just leave it behind
I think you deserve much more than this

'Cause when the sun goes down
you maybe facing the/your end [4x]

Cronometronical
very philosophical
neo platonic love with
human criterium
enter the mysterium
center of the universe faith [3x]

'Cause when the sun goes down
you maybe facing the/your end [12x]

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Jogos Paralímpicos

E já vai em 7, o número de medalhas conquistadas pelos portugueses nos Jogos Paralímpicos de Pequim, que terminam hoje. Tenho acompanhado alguns resumos que a Rtp2 vai exibindo e, embora por um lado, me sinta muitas vezes sensível ás imagens que vejo, pelo grau de deficiência evidenciado por alguns atletas, por outro, sinto igualmente um enorme orgulho para com a sociedade em geral, pelo facto de alguém ter tido um dia a brilhante ideia de criar estes jogos e que equiparam estes atletas aos ditos "normais" dos Jogos Olímpicos. Público nas bancadas a apoiar, o merecido destaque nas imprensas nacionais e internacionais, são apenas duas demonstrações de que ainda há uma réstia de Humanidade e dignidade por parte de quem se preocupa com estas pessoas.
Este anúncio da Federação Portuguesa de desporto para Deficientes que publico ,está curto e recto como seria de esperar, mas ligeiramente estragado com o slogan final que afirma: "É nisto que somos bons". Podiam ter utilizado um slogan um pouco mais, digamos que humilde. É verdade sim senhor, que nas últimas edições os resultados paralímpicos tém sido bastante superiores aos olímpicos, mas há que não entrar em rivalidades desnecessárias.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Música da Semana

Fui ver o musical "Mamma Mia" ao cinema, no passado sábado. Uma boa presença da "avó" Meryl Streep na sua primeira (e talvez última) experiência em musicais, mas acima de tudo, um grande tributo á carreira dos suecos ABBA, que brilharam pelo mundo fora na década de 70 e início dos anos 80. "Dancing Queen".


You can dance
You can jive
Having the time of your life
See that girl
Watch that scene
Digging the Dancing Queen

Friday night and the lights are low
Looking out for the place to go
Where they play the right music
Getting in the swing
You come to look for a King

Anybody could be that guy
Night is young and the music's high
With a bit of rock music
Everything is fine
You're in the mood for a dance
And when you get the chance...

You are the Dancing Queen
Young and sweet, only seventeen
Dancing Queen
Feel the beat from the tambourine

You can dance
You can jive
Having the time of your life
See that girl
Watch that scene
Digging the Dancing Queen

You're a teaser, you turn them on
Leave them burning and then you're gone
Looking out for another, anyone will do
You're in the mood for a dance
And when you get the chance...

You are the Dancing Queen
Young and sweet, only seventeen
Dancing Queen
Feel the beat from the tambourine

You can dance
You can jive
Having the time of your life
See that girl
Watch that scene
Digging the Dancing Queen

Caca, carvalhos e folhas...

O dia de regressos aos relvados, melhor dizendo sintéticos, foi algo que à muito esperava e que foi acolhido com uma nostalgia e satisfação interior muito grande. O apoio de alguns amigos e família nas bancadas, fez-se notar, o que me deixa ainda mais alegre. As situações de jogo são várias: ora jogadas mais monótonas, ora outras mais duras e difíceis de concretizar.
E é claro que um jogador quando está em campo, quer seja amador, quer seja profissonal, vive o jogo com uma intensidade diferente de quem está do lado de fora. Abstrai-se e tenta concentrar-se em fazer o seu melhor em prol da equipa. Foi o que aconteceu neste episódio engraçado que aconteceu à cerca de duas semanas.
Durante o jogo, embora eu tenha o "vício" de falar e ás vezes em demasia com os colegas dentro de campo sobre posicionamento, indicações, coberturas..., saíu-me um grande e bem audível: "tenho dois, c*******"!, enquanto defendíamos. Enquanto há aqueles que são apanhados nas malhas do doping, há também quem seja apanhado nas malhas dos reconhecimentos vocais do público.

Bruno: "Epá, viram aquilo que o Rui disse?!"
Mãe: "Não, isto não foi o Rui..."
Todos em coro: "Nãão...." (risada contida).
Máe: "Nunca tal lhe ouvi dizer..."
Mais tarde em casa, pergunto à minha mãe o que ela tinha achado do jogo.
Mãe: "Anh, até acho que jogaram bem, só acho feio é quando eles se metem a mandar vir uns com os outros, assim com carvalhadas e essas coisas. É tão feio. "
Eu: "Oh mas isso faz parte do jogo, sair ás vezes essas coisas é natural..."
Mãe: "Mas olha que se fores ver os proffisionais da televisão eles não dizem isso."
Eu: "Isso é porque as câmaras não os filmam a dizer isso, mas eles dizem."

A verdade é que até faz sentido a minha mãe desconfiar que eu tenha dito aquilo durante o jogo, porque em casa tenho sempre o cuidado e, acima de tudo um respeito mais que inato para não o dizer. Por outro lado, "atire a primeira pedra" quem não solte uma dessas palavras "mágicas" quando as coisas não estão a sair bem. O mais caricato é que empregamos asneiras no nosso discurso para aí em 90% das situações negativas porque passamos, e as próprias asneiras assumem todas carácter pejorativo e está claro que quando as coisas melhoram não foi por as termos dito. No entanto, usamo-las a todo o momento. Olhem que isto dá que pensar..., f*****!

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Gosto de Chullage... chulices, dispenso.

Consigo encontrar apenas duas palavras para descrever a minha inscrição na escola deste ano: in-acreditável. A cada novo ano lectivo que começa, é normal o pessoal inscrever-se, qualquer que seja a faculdade. É normal rever amigos dos quais tivemos distantes nas férias, e pôr a conversa em dia. É normal "arrotar" com o pagamento de inscrições, seguros e parte da propina que dava quase para pagar a entrada de uma casa (à uns bons anos atrás claro, porque hoje em dia seria praticamente impossível).
Até aqui tudo bem, e mais que isso, obrigatório para quem quer estudar. O problema provém da falta de organização que a minha escola vem evidenciando ao longo deste ainda pouco tempo em que lá estudo. As inscrições para o 2º ano são feitas pela primeira vez via internet, tendo em vista facilitar a vida a alunos e a funcionários da secretaria/tesouraria. Acontece que isso não é sinónimo de fazer tudo comodamente em casa, pois tem que se ir lá de qualquer forma entregar o comprovativo de inscrição para esta ser dada como concluída. Propinas aumentaram cerca de 60 €, o seguro escolar é a módica quantia de 2,5 € mas o "melhor" vem quando diz no recibo que 25 € são destinados a impressos. E eis que a pergunta pertinente surge: mas que raio de impressos são esses, se agora é tudo pela internet?!
Infelizmente, este post das lamentações não fica por aqui. As inscrições começaram no sábado passado e acabam hoje. Decidi ir apenas hoje, último dia, por me ser mais conveniente e para tentar fugir aos aglomerados de pessoas que existem sempre nestes dias, convicto que isso não traria nenhuma incoveniência para mim. Resultado: as pessoas que hoje se inscreveram só podiam aproveitar os restos que aquelas que se tinham inscrito mais cedo foram deixando para trás. Isto num ensino superior, onde a possibilidade logística, estrutural e funcional da escola é visivelmente muito inferior e desproporcional à quantidade de alunos que alberga actualmente.
E o que me deixa ainda mais revoltado, é o facto de a escola ter cerca de 90% das notícias do seu site relacionadas com propinas, avisos de quem tem dívidas em atraso e que sem as pagar não se pode inscrever. Informações sobre a formação dos alunos são cada vez mais escassas, equando aparece uma, rapidamente é substituída por uma outra que vem contradizê-la.

quarta-feira, 3 de setembro de 2008

Música da Semana

Esta é uma música de uma das vozes que mais gosto de ouvir, desde que me lembro de ouvir rádio. Quem não se lembra dos extintos Creed, que tiveram (têm) como principais sucessos as músicas "Higher" ou "With Arms Wide Open". Extintos á 4 anos, alegadamente por desentendimentos dentro da banda, resolveram seguir caminhos diferentes. O guitarrista Mark Tremonti formou os Alter Bridge, uma banda também ela muito boa e similar aos Creed, e este senhor, Scott Stapp partiu para uma carreira a solo, mais discreta que a dos ex-companheiros. Esta semana, recordamos a voz dos Creed com a música de Scott Stapp - "Broken".

Why are we overcome with fear?
What if I told you that fear isn't real.
Why are we overcome with death?
What if I told you my friends your doubt
You could live without!

There is a question I want to understand
Why can't everyone tell the truth and learn to love again

Do you know...what it feels like to be broken and used
Scared and confused
Yes I know

One more question...I know time is dear
Is what the world speaks of love really real?
The answers not of this world but very clear
Look above to find love and you found eternal life

Street corner preachers you've heard before
Friendly advice just gets thrown out the door
There is a question that I want to understand
Why can't everyone tell the truth...and learn to love again

Do you know...what it feels like to be broken and used?
Scared and confused
Yes I know...what it feels like to be broken and used
Scared and confused
Yes I know

I'm Broken!

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Tu és uma galinha, a mamã não quer dar..."

Rui Unas é admirado por muitos, e tem razão para o ser. Também eu não lhe nego o grande valor humorístico que possuí e que muitas vezes nos consegue divertir bastante. Mas agora deixou-me intrigado. Tarde de domingo do último dia de Agosto, relaxadamente a fazer zapping pelos canais juntamente com a Diana. Eis que paramos no "Só Visto", programa da Rtp1 de entrevistas a figuras públicas e imensas reportagens sobre a vida dos famosos. Nesse momento, dava a jornalista a falar com Rui Unas. Até aqui, tudo normal. Não fosse o facto de agora Rui Unas já não ser o... Rui Unas. Ou pelo menos, por agora não se apresenta assim. O Rui é agora o Mr. U., uma espécie de Ali G português. A minha intriga prende-se com o seguinte facto: estando nós habituados a ver o Rui gozar com tudo e todos, deveremos pensar neste projecto novo como uma coisa séria ou "ir na onda" e gozar também das suas figuras? É que quem diz que "no condomínio eu é que mando e não é paleta, sou o top gangster da minha praceta" deixa qualquer um boquiaberto e confuso com a complexidade da letra da música.


Macaco Líder

O primeiro jogo grande da época foi bem disputado, com bons momentos de futebol, principalmente do lado do Porto, como infelizmente tem sido hábito nos últimos jogos entre Porto e Benfica. O Benfica começa a apresentar uma equipa claramente mais forte do que as anteriores, agora que está recheada de algumas boas estrelas. Suazo, quero ver esse equipamento sua...do!
6ª feira recordei juntamente com alguns amigos, uma música que descobrimos sobre os Super Dragões à uns dois ou três verões atrás e que deve ser um grande sucesso por lá nessa grande naçom. Viram a reportagem da Sic, que acompanhou a claque durante a viagem, o jogo e o regresso da claque ao Porto? Que mal formados, e broncos...
Esta música pode muito bem concorrer, tal como a música que o Valete fez intitulada "Baza correr com o Paulo Bento" para o Sporting, para novos hinos dos respectivos clubes. Aqui fica, para recordar ou ficarem a conhecer, o que de boa música ainda se faz em Portugal...

quarta-feira, 27 de agosto de 2008

Música da Semana

Prestes a queimar os últimos cartuchos destas férias, com o regresso ao estudo e com o 1º dia de aulas marcado para 22 de Setembro, aqui fica uma música daquelas que lembra sempre o Verão e a boa disposição que esta estação do ano quase naturalmente provoca em nós. Bob Sinclar - "Shining from Heaven".


When I say, I say, I say you know
Can you feel this ray of hope
shining from heaven
For all the people
Oh o Oh yeah...

It's shining from heaven
It's shining from heaven
It's shining from heaven
It's shining froma heaven

For the people that you meet
Show them love
Give them peace
'cause it's shining from heaven
it's shining from heaven
yeah...


Ain't got no time for saying
Ain't got no time for crying
It's shining from heaven
It's shining from heaven...

On the faces of your children
I can see love and
it's shining from heaven
it's shining from heaven

I say, when I say
Don't let get you down
We've got so much love around
from heaven
It's shining from heaven
It's shining from heaven

Na na na na na na na na...

(repeat)


Anúncio do regresso

É com enorme satisfação e orgulho em mim próprio (porque isto da auto-estima está cada vez mais na berra) que vos digo que vou jogar no Clube Futebol Benfica na próxima época, marcando assim um regresso à muito aguardado.
Chega hoje à semana e meia de treinos e a minha forma vai melhorando, pricipalmente os meus pés que sofreram algumas mazelas naturais dos primeiros dias de esforço. Na sequência dos treinos, e com vista a preparar a 1ª eliminatória da taça da Associação de Lisboa já no dia 14 Setembro e o início do campeonato no fim-de-semana seguinte (21), tenho jogo de treino este sábado contra o Tires:

Estádio Francisco Lázaro (CF Benfica)
30 Agosto 2008
17 horas


segunda-feira, 25 de agosto de 2008

A um passo de dar muitos passos

Hoje começa a segunda semana da "aventura" Clube Futebol Benfica. A semana passada, foi recheada de treinos todos os dias e serviu para matar saudades do futebol de 11 em geral, e do Fó-Fó, onde já tinha jogado quando era miúdo e onde passei bons momentos. Fazendo um balanço da primeira semana, penso que foi positiva e que ficar lá poderá ser uma realidade dentro em breve, para minha enorme satisfação.
Em princípio está marcado para hoje, o momento da decisão por parte do mister, onde se saberá com quem é que ele contará para esta época que está quase a começar. Espero dar amanhã a (boa) notícia aqui.
Um grande e sincero obrigado a todos aqueles que me têm acompanhado e perguntado sobre como as coisas vão correndo, desde os incentivos imprescindíveis da namorada ás brincadeiras dos amigos que prometem gritar nas bancadas todos os domingos, com camisolas com o meu nome nas costas e a entoar cânticos de apoio. Quero ver isso...!

Uma tarde diferente

Sábado foi dia de passeio a Cascais, juntamente com a Diana e os amigos Edgar e Carlota, para experimentar algo que à muito vinha sendo falado entre nós, e que agora recomendo para quem quiser experimentar.
Este é um projecto criado pela Câmara de Cascais em 2001, intitulado Bicas, aliando o início da palavra "BIcicleta" com o nome da cidade "CAScais", e que no fundo serve para o pessoal andar de bicicleta pela cidade ou pelas ciclovias especialmente criadas junto ás praias e que vão de Cascais até à praia do Guincho. A isto tudo acresce um facto essencial: ser inteiramente à pala! É isso mesmo, sem cartões, promoções ou outras complicações. As bicicletas estão disponíveis para serem alugadas a partir das 8 horas e têm de ser devolvidas até ás 18h30m/19h, sendo o tempo máximo de utilização estabelecido em 10 horas. Até lá, podemos percorrer a ciclovia tantas vezes quantas quisermos, admirar a Boca do Inferno, parar para um mergulho na praia do Guincho...
Para desfrutar da BICA é necessário ter-se mais de 16 anos e apresentar bilhete de identidade ou passaporte. No entanto, se forem por exemplo 4 pessoas, apenas uma tem que apresentar o bilhete de identidade, pelo menos foi o que aconteceu no sábado. Existem 4 pontos onde se podem levantar as bicicletas: junto ao parque de estacionamento da Praça de Touros, nas traseiras do Museu do Mar, em frente ao Hotel Baía e junto à Estação de Comboios de Cascais. A BICA pode ser entregue em qualquer um dos postos, não sendo obrigatório devolvê-la no mesmo sítio onde foi levantada.

quinta-feira, 21 de agosto de 2008

Música da Semana

Esta é "só" uma noite para comemorar. Tudo aquilo que de bom a vida me tem sorteando ao longo dos últimos tempos, é hoje assinalado de forma muito especial. Graças a Deus, tenho alcançado muitas vitórias ultimamente e espero que esse rumo se possa manter. Mafalda Veiga - "Uma noite para comemorar".


Esta é só uma noite para partilhar
qualquer coisa que ainda podemos guardar
cá dentro num lugar a salvo para onde correr
quando nada bate certo
e se fica a céu aberto
sem saber o que fazer

Esta é só uma noite para comemorar
qualquer coisa que ainda podemos salvar
no tempo um lugar pra nós onde demorar
quando nada faz sentido
e se fica mais perdido
e se anseia pelo abraço de um amigo

Esta é só uma noite para me vingar
do que a vida foi fazendo sem nos avisar
foi-se acumulando em fotografias,
em distâncias e saudade numa dor
que nunca acaba e faz transbordar os dias

Esta é só uma noite para me lembrar
que há qualquer coisa infinita como firmamento,
um sorriso, um abraço
que transcende o tempo
e ter medo como dantes de acordar
a meio da noite a precisar de um regaço


segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Estrela da sorte, agora és tu...

Ao longo destas férias, para além de descanso, trabalho e diversão , tenho-me entretido na busca incessante de um clube onde possa jogar em 2008/2009. Para quem não se encontra muito identificado com o mundo futebolístico, certamente verá isso como uma tarefa simples. No entanto, é muito difícil encontrar um clube que queira apostar em jogadores vindos de fora, ainda para mais com as condicionantes que eu apresento (o facto de não ter jogado o ano passado, e de nenhum clube contar com o ovo no cú da galinha de que um tal Rui Lopes queira vir para o clube são as principais).
São já muitos dias a ler blogs de adeptos ou sites oficiais de clubes de freguesias, uns mais perto, outros mais longe, com informações do início de treinos, dos jogos de treino a realizar, das divisões aonde os clubes vão jogar. É todo um trabalho de casa que me desgasta psicologicamente pois é ver os dias a passar, o que siginifca que o tempo escasseia e os plantéis ficam fechados.
Visitas ao domicílio também foram/são feitas. O primeiro alvo foi o Casa Pia, aonde prontamente me responderam de forma seca e arrogante: "Já tivemos jogadores à experiência. O ano passado já não tivemos, e este ano também já não vamos fazer." Era o primeiro golpe, insuficiente para desarmar quem tem tanto desejo de voltar ao futebol. Segui-se a primeira de três visitas ao Clube Futebol Benfica, aonde já joguei um ano durante os infantis. E logo para falar com o presidente directamente. Felizmente não se lembrava bem de mim. Digo felizmente porque quando saí do Benfica quis ir para o Belenenses e o Fó-Fó, como é conhecido, colocou alguns entraves à minha mudança para Belém. Águas passadas. "Volta cá em Agosto, agora está tudo de férias", disse ele.
Ainda nem tinha entrado Agosto, voltei lá pela 2º vez. Desta vez já falei com outro director. E para mal de mim, "chumbei" em quase todas as perguntas:
Director: "Jogaste aonde o ano passado?"
Eu: "Não joguei..deixei à uns dois/trés anos..."
Director: "Aonde já jogaste?"
Eu: "O último foi o Belenenses...
Director: "É assim, o plantel principal está fechado..mas temos equipa B. Aparece lá para o meio de Agosto e depois logo se vê, mas SEM COMPROMISSO ok?"
Pois bem, hoje dia 18 foi aquele dia de à terceira ser de vez, para gáudio meu. Fui lá falar mais uma vez para treinar, e numa conversa curta disseram-me para aparecer para treinar hoje ás 19h30m.
Estou muito contente por esta luz verde que recebi, e estou consciente de que, embora não signifique o meu regresso, torna-se mais fácil de o conseguir. E sei ainda, que embora não dependa só de mim ficar lá, pois terei que agradar a treinadores e directores, tenho uma grande fatia de responsabilidade do meu lado.

sábado, 16 de agosto de 2008

Fim do praia-campo

Terminou a praia-campo que fiz ao longo de quase duas semanas, exceptuando a última sexta-feira, dedicada ao feriado de Nossa Senhora da Assunção. Há quem apoie este tipo de actividades, há quem as desvalorize e menospreze constantemente. Para mim, trabalhar nesta colónia foi desgastante, é verdade. Mas foi igualmente importante para o evoluir da minha compreensão do universo infantil/adolescente com que me vou deparando. E tão vasto e desigual é esse universo...
Trabalhar como monitor/coordenador numa colónia é enriquecedor para qualquer um, sendo para mim ainda mais, pelo facto de estar num curso relacionado com isso. É muito mais do que por creme nas costas dos putos, mandar calar mil e uma vezes quando não se pode fazer barulho. é perceber também o contexto social do qual são provenientes estas crianças. Das mimadas ás estremamente irreverentes e aqueles que "já têm a escola toda", não esqucecendo aqueles que vivem em bairros sociais, ou que têm pais presos ou dependentes da droga e outros vícios. A maneira de lidar com estes diferentes "perfis", alerta-me para um futuro que se avizinha a passos largos do meu caminho, e cabe-me a mim estar o melhor preparado para a estas situações corresponder da forma mais correcta e profissinal possível.

quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Música da Semana

Diz o grande Quim que depois de Julho entra Agosto e tem toda a razão sim senhor. Estamos já a meio do mês, o que significa que as férias vão já a mais de metade. Bem, fazendo melhor as contas, são poucos os dias que me separam de voltar aos estudos. Dino Meira, que nos presenteia com este grande sucesso "Meu Querido Mês de Agosto" foi uma das vozes pioneiras portuguesas. Fazendo uma breve pesquisa sobre a carreira deste senhor, principalmente para tirar uma teima com a madame Diana que, ao contrário de mim, afirmava que ele ainda não tinha morrido, pode ler-se na Wikipédia a dada altura: "Os êxitos do artista hão-de circular por Portugal ainda por muito tempo, dado que o cantor foi um dos artistas mais afectados pelo chamado fenómeno da "cassete pirata", que se traduz na reprodução ilegal dos seus registos. Ora, se fosse hoje seria o chamado download ilegal, claro está.

domingo, 10 de agosto de 2008

Que o espectáculo comece!

Ontem à noite fui ao covil do lobo, mais conhecido por Alvalade XXI. Mais um jogo de apresentação, desta feita com os italianos da Sampdória depois de na semana passada terem jogado com o PSV e também para assinalar mais um aniversário do novo estádio. Apesar da indisposição que aquele verde todo me dá, vou de bom grado quando surge a oportunidade de assistir a uma partida de futebol in loco. Um jogo morno, com um daqueles frangos que nem o Happy Grill nem os Frangos do Rei vendem, mas que o guarda-redes da Sampdória sabe onde os há. 1-0 ao intervalo era o resultado.
Durante o intervalo, houve tempo para ver mais um golo. Esperto como qulquer benfiquista que se preze, quando íamos a entrar para a bancada no início do jogo reparei que nas televisões pequenas dos corredores do estádio passava o jogo do... Benfica com o Feyenord. Deixei os meus companheiros Diana e Edgar a confraternizar e a relatar histórias de dia de glórias (?!) vividos já naquele estádio e fui ver um bocado do "meu" jogo. E acreditem que não eram poucos os sportinguistas que estavam à minha beira a assitir ao jogo. "Este filho da (Cardozo)... sacana, o gajo até nem é mau, tem cá um pé esquerdo" ou então "Esse Aimar,... era ele ter outro porte físico e a ver se ia para o Benfica", entre muitas outras declarações anti-benfiquistas. Eu, claro está, ignorava por completo e assistia a uns poucos minutos. Foram poucos, mas pelo que vi achei-os bons até porque consegui ver em directo o golo do Cardozo. Futebol rápido e consistente por parte do Benfica, deixou-me com água na boca para o que virá daqui para a frente. Eu não vi, mas consta-me ainda que um tal de Reyes mandou ao poste na primeira vez que tocou na bola...
Hora de voltar para a bancada e assistir a uma 2ª parte um pouco mais mexida que a primeira, mas ainda assim limitada.
É bom ir à bola, principalmente numa noite de Verão.

Música da Semana

Excepcionalmente esta semana, a música da semana "sai" ao domingo. As férias são tramadas...
Glen Hansard e Marketa Irglova - "Falling Slowly".


I don't know you
But I want you
All the more for that
Words fall through me
And always fool me
And I can't react
And games that never amount
To more than they're meant
Will play themselves out

Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you have a choice
You've made it now

Falling slowly, eyes that know me
And I can't go back
Moods that take me and erase me
And I'm painted black
You have suffered enough
And warred with yourself
It's time that you won

Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you had a choice
You've made it now

Take this sinking boat and point it home
We've still got time
Raise your hopeful voice you had a choice
You've made it now
Falling slowly sing your melody
I'll sing along

terça-feira, 5 de agosto de 2008

Um ar demasiado condicionado

Regresso a casa na mítica carreira do 142, não muito cheia por ser o pico das férias de muita gente. Mal entro na camioneta e me sento, reparo no facto de a temperatura interior ser superior à do exterior, apesar do chegar do fim da tarde. Razão: ar condicionado da camioneta estragado, logo na altura mais crítica do ano, sendo que os únicos bocejos de ar fresco surgiam apenas quando a camioneta parava nas paragens, ou parados no sinal, quando o motorista abria a porta da frente.
Big deal... "não há ar condicionado, mas podemos abrir as janelas". Este foi o meu pensamento imediato. Errado. Camionetas mais sofisticadas, têm ar condicionado e (tecnicamente) não precisam de ter aquelas janelas como existe nos modelos mais antigos. Este deve ter sido muito provavelmente o pensamento de quem as construíu, ou mandou construir.
Esta simples situação deixou-me entretido a pensar sobre isso durante uma parte da viagem. A outra parte foi passada a contar as imensas gotas de suor que saíam dos meus braços.
De facto, quase sempre a evolução humana acaba por nos deixar de boca aberta, pelos avanços que ela nos fornece. Ar condicionado pode fazer mal, como está cientificamente comprovado, mas a verdade é que faz mal mas sabe bem quando nos sentimos confortáveis com a sua acção em nós. Dou o exemplo do ar condicionado porque foi o ponto de partida da reflexão. No entanto, a evolução atinge um patamar tão elevado de funcionalidade aliada ao ser mais prático e mais cómodo, que quem inventa novas tecnologias não conta com a necessidade de criar uma via alternativa. Temos o exemplo do ar condicionado, em que não há janelas que sirvam de alternativa ao ar condicionado estragado, mas também posso referir o caos que seria (será?!) se a gasolina e o gasóleo viverem uma crise idêntica à que aconteceu algumas semanas atrás. Como andarão os veículos? Até mesmo na escola vivemos este tipo de problema. A internet ajuda a realizar trabalhos sem ser preciso recorrer a um único livro de papel, mas isso faz com que um aluno dos dias de hoje tenha a obrigação de ter material de escrita, manuais escolares e... um computador. As matrículas são electrónicas e muitas plataformas de estudo são criadas, como é o caso dos famosos e-learnings ou webmails.
A camuflagem na qual a evolução se esconde é muito forte. Faz-nos crer quase sempre que encontra sempre resposta para tudo e que melhora o que já havia anteriormente, mas a principal desvantagem, é tirar o poder de reversibilidade e de criar alternativas ao Homem. Prezo aqueles que apostam no futuro, salvaguardando o que existiu no passado e através do qual conseguem construir o presente.

Colónia de Férias

Após uns belos dias de verdadeiro dolce fare niente, começou hoje a colónia de férias que estou a fazer pela Junta de Freguesia de Benfica.
Aquando da reunião para alinhavar pormenores de organização e demais informações a saber durante estes dias, foi feita também a escolha do grupo por parte dos monitores. O meu pensamento na altura, foi o seguinte: "Ora, temos miúdos dos 6 aos 12 anos... se ficar com o grupo dos 6 anos, provavelmente vão pedir para eu fazer tudo e mais alguma coisa, são muito dependentes ainda. Os míudos de 12 anos, já devem ser alguns tão altos ou maiores que eu, e rebeldes! Devem "trazer o rei na barriga" e pensar que já conseguem fazer tuo o que lhes apetece."
Sempre gostei dos meio-termos em quase tudo o que faço, e foi por isso que optei ficar com o grupo dos 8 anos. O programa das festas diz que a praia vai ser uma constante todas as manhãs e a tarde vai ser alternada entre passeios/jogos em jardins, e visitas como o Oceanário, ou Castelo de São Jorge, entre outros. Por hoje, já deu para tirar algumas conclusões. Entre elas, destaco duas:
- decididamente a minha vocação profissional no futuro vai assentar nos bébés e na infância até aos 6 anos, no máximo. Para mim, e perdoem-me crianças pela frieza com que o digo, mas quando ultrapassam esta idade perdem a "graça" toda;
- em segundo lugar, eu nunca achei piada à ideia de um dia vir a ser pai de gémeos. Hoje conheci duas almas que contribuem ainda mais para vincar a minha posição. Verdadeiros pequenos terroristas, com uma séria difculdade em permanecer sossegados o pouco tempo que seja.