terça-feira, 9 de março de 2010

"Gameiro Fonseca, Rtp - Nova Iorque"

As camones decidiram criar um blog para a malta ir acompanhando a vida extremamente complicada e cansativa de turista. Ainda não tem muito conteúdo, o que é bom sinal, sinal de que não foram para lá fazer de Carlos Fino e estão divertidas e fartas de passear e de gozar. Acompanhem, aqui.

segunda-feira, 8 de março de 2010

Óscares

Foi ontem a entrega dos mais mediáticos prémios do cinema. O principal candidato, a mega-produção Avatar, levou uma autêntica abada de "Hurt Locker" que ganhou o óscar de melhor filme, melhor argumento original, e ainda melhor realizador... perdão, melhor realizadora, pois pela primeira vez na história dos prémios, uma mulher venceu essa categoria. Um filme acerca de uma unidade do exército americano destacada no Iraque especializada no desmantelamento de explosivos.
À partida, a categoria de "Melhor Actriz" representava um duelo entre duas caras bastante conhecidas: Sandra Bullock, pelo seu papel em "The Blind Side"; e Meryl Streep em "Julie & Julia". O prémio foi para Sandra Bullock, que curiosamente poucas horas antes tinha aparecido na cerimónia dos Razzie (já falei aqui neles, os prémios opostos aos Óscares, ou seja, distinguem as piores prestações) para reclamar o seu prémio de pior actriz no filme que também realizou, "All About Steve". "Algo me diz que vocês não viram o filme porque eu não estaria aqui se o tivessem visto e se percebessem realmente o que eu estava a  tentar dizer" e ainda "Volto no próximo ano se prometerem que vêem o filme e reflectirem se esta foi realmente a pior actuação. Se estiverem dispostos a ver, volto no próximo ano e devolvo o Razzie", afirmou a actriz depois de ter chegado à sala com uma caixa cheia de dvd's para oferecer aos presentes.

Dia Internacional da Mulher

Segunda semana de estágio, que começou logo muito bem:
- Então digam-me lá, qual a mulher mais importante para vocês?
- É a Maria... a lá do céu!

E pronto, acho que fica tudo dito quanto à importância deste dia.

domingo, 7 de março de 2010

Música da Semana

A música desta semana foi escolhida de modo ainda mais intencional que o costume, porque a Diana tirou férias para ir com a Rita dar um hello ao Tio Sam. Partiram ontem para uma semana a passear e conhecer New York; dizem que o hotel onde estão (perto da Times Square) é bom e que na primeira noite foi um pouco difícil dormir por causa das luzes da rua e do barulho das pessoas a passar. Hoje iam a Harlem, aproveitando o facto de ser domingo, para tentarem assistir a uma missa gospel e, quiçá encontrar a Whoopi Goldberg...
Alicia Keys ft. Jay Z - "Empire State of Mind" ao vivo, no Yankees Stadium.

quinta-feira, 4 de março de 2010

De passagem

...Para dizer que o estágio está a correr muito bem. As crianças são adoráveis, tenho tido a oportunidade de assitir ao dia-a-dia de um jardim de infância, das dificuldades logísticas sentidas, à imagem de muitas das escolas portuguesas. O F. diz que "o Rui (eu) tem uns ténis fraquinhos!", talvez por não terem lá o símbolo da Adidas ou Nike; O L. diz que os veados, alces e afins "são animais muito tímidos"; o D. diz "peto?!? pereto!"; o I. é a distracção e falta de concentração em pessoa mas é bastante inteligente quando quer; o V. e a N. são duas crianças com paralisia cerebral mas tanto um como o outro são muito inteligentes, afectuosos e o sorriso do primeiro, é sem dúvida o mais ternurento de todas aquelas crianças; o J. reclama que o "estão a chamar de bébé". 
Como percebem, as coisas correm bem. A educadora também é impecável, e o nosso receio de estarmos a invadir um "mundo" que só a ela e aos seus meninos pertence, foi para "trás das costas" logo no 1º dia. Participamos nas tarefas, ajudamos a fazer contas com gomas, jogamos puzzles e ajudamos a trabalhar a plasticina. Quando houver mais tempo, chegarão mais relatos.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Each way?

Por natureza sou bastante calculista, e não são poucas as vezes que me debruço sobre o futuro, sobre o dia de amanhã, vulgo médio e longo-prazo.
Este ano termino a minha licenciatura, se assim Deus quiser. Sendo um curso de Bolonha,  licenciado já não significa ter "o canudo na mão". Já não é novidade para quase ninguém, aquilo que penso sobre a minha faculdade e a oferta académica que ela tem sido capaz de oferecer à população estudantil que abarca. É  a pensar no futuro, que ando a ponderar trocar de instituição de ensino, de modo a poder concluir o meu curso com um sentimento de que aprendi com qualidade e que adquiri ensinamentos úteis para o futuro, algo que por vezes têm sido díficil de acontecer pelas bandas de Benfica.
Ora, mudar de escola significa optar por uma de duas opções: trocando a Eselx por outra escola pública, apenas poderia ser possível mudar-me para a ESE de Setúbal. São as únicas escolas públicas de educação na região de Lisboa. Embora não seja a hipótese que mais me agrada, a segunda opção parece-me mais viável. Aquilo que pensava fazer em 2007, quando estava prestes a entrar para a faculdade: trabalhar durante o dia na área da educação, e estudar em pós-laboral numa escola privada. É certo que tem os seus inconvenientes, mas acredito que começando a trabalhar mais cedo e combinar prática com estudos, será uma boa estratégia para combater não o baby boom, mas sim o educadores de infância boom, tal a quantidade de licenciados que sairão para o mercado de trabalho no próximo ano.
Já andei a actualizar o meu CV, a mudar o formato dele para o Europass CV porque já se justifica ter um desses currículos todo xpto, a estabelecer alguns contactos. Ao construir o currículo, escrevi assim  no campo das Aptidões e competências técnicas: "Participar e contribuir activamente para o desenvolvimento cognitivo, social, e bem-estar físico e psicológico das crianças." É "frase feita" é certo, mas resume bem tudo aquilo que posso vir a fazer no futuro e quando penso nisso, sinto-me importante e orgulhoso.

CTT RECOLHE BENS ESSENCIAIS PARA A MADEIRA

A partir do dia 23 de Fevereiro, os CTT lançaram uma campanha nacional de recolha de bens essenciais para envio para a Madeira, no âmbito do seu Programa de Luta contra a Pobreza e a Exclusão Social, com aceitação em todas as 900 Estações de Correio do País.
Basta a qualquer pessoa dirigir-se a uma Estação de Correios, pedir a caixa solidária grátis, enchê-la com os bens e marcar como destinatário a palavra MADEIRA. Não é preciso selo, morada e o envio é grátis. Os CTT tratam de entregar os bens.
As Instituições destinatárias serão a Caritas da Madeira e a Associação Protectora dos Pobres do Funchal, que já informaram estarem a precisar principalmente dos seguintes produtos/bens: 
- Lençóis
- Cobertores
- Mantas
- Almofadas
- Roupa interior (H/ S e criança)
- Roupa em geral
-Produtos de higiene
- Fraldas
- Leite em pó
- Comida para bebé
- Enlatados

Sejamos generosos para com aqueles que mais precisam. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

100 Palavras

Quero a Sportv

Jogo decisivo na Liga Europa, que lhe podia valer mais uns trocos e continuar na única competição que, embora muito remotamente, ainda pode vencer.
As coisas estão a correr bem, já na 2ªa parte Miguel Veloso marca o primeiro, o "carocho" Pedro Mendes o segundo e o Sporting caminha embalado para a próxima fase e para uma das, senão a melhor, exibição da época.
Última jogada do encontro, bola em Matias Fernandez que faz o 3 golo e arruma a questão. Quem também arruma, não a questão, mas sim o estaminé, é a Sic, que transmitiu o jogo. O golo foi nos descontos, não se percebe bem se a finta que ele faz ao adversário é propositada ou se foi "à matreco" e o mais grave é que não chega a haver nenhuma repetição do golo. A televisão mostra os jogadores a festejar o golo...esperem aí, afinal já não é só o golo, a câmara da Sic já anda no relvado por isso,...a televisão mostra os jogadores a festejarem a vitória e mais nada. "Adeus, até amanhã, boa noite, que agora vamos ver o Perfeito Coração". Que palhaçada!

Música da Semana

Sou só eu a pensar isso, ou há mais gente a achar no quão fraco está até ao momento, o cartaz do Rock In Rio 2010?! Snow Patrol e Muse, perfeito. A repetente Ivete Sangalo e a fadista portuguesa Mariza, sim senhor. Shakira, nada contraaaa (alusão à música dos matarruanos, para os mais perspicazes). John Mayer, claramente uma estrela em ascensão. Agora, Miley Cyrus also know as Hannah Montanna?! Os reinventados, reaproximados, reajustados D'zrt?! Fingertips e Lúcia Moniz no palco Sunset Rock in Rio? Não me parecem grandes escolhas. A Roberta bem que podia ter sido mais "bacana" fazendo um esforço extra para rechear o cartaz deste ano com mais star quality, com nomes da I liga da música como Coldplay, Pearl Jam, U2, apenas para citar alguns exemplos. 
Ou muito me engano, ou este será um ano crucial para o futuro deste festival. Não digo que será um fracasso, porque dinheiro, gente e gostos variados ainda vão existindo à fartazana, e de certeza que vão originar grandes enchentes no recinto, mas um festival que vai já na 4ª edição no nosso país tem que pensar  em algo ainda maior para aquele "bichinho" não se perder.
Há que fazer igualmente referência ao facto de o cartaz ainda não estar fechado. Por exemplo, o Palco Mundo (palco principal) ainda tem todas as vagas por ocupar para sábado, dia 22. Ficamos a aguardar pelas revelações, e a música desta semana vai direitinha para a Roberta (assídua leitora deste blog, para quem não sabe) reflectir sobre se este grupo renascido das cinzas não encaixaria que nem uma luva ali para a vaga no dia de Xutos, Muse e Snow Patrol. Skunk Anansie - "Squander".
 
Why take everything you see?
You have nothing left to squander
If you keep pushing me away
You have no one left to love
You throw it all away
those ties you went and suffered for
you cause disaster
and flouder flouder flouder flouder
Why take everything you see?
You have nothing left to squander
If you keep pushing me away
You have no one left to do love
your less than you should be
why run so hard to finish last
you caused contendement
and i wonder wonder wonder wonder
Why take everything you see?
You have nothing left to squander
If you keep pushing me away
You have no one left to looooove, looooove
Why squander squander squander squander
Why take everything you see?
You have nothing left to squander
If you keep pushing me away
You'll have no one left to, no one left to love

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Cartaz polémico

Este cartaz publicitário tem dado que falar - principalmente pela negativa - e não é caso para menos.
Vamos lá tirar algumas conclusões pessoais sobre isto. Para começar, dizer que não será, de todo nem para todos, agradável o facto de a Câmara de Lisboa apoiar e, muito provavelmente, financiar esta causa com dinheiro dos contribuintes e munícipes. Em segundo lugar, o teor da questão, que por si só não leva a nenhuma resposta mas sim a outras perguntas:
- Se a minha mãe fosse lésbica, teria eu alguma vez nascido? Isto, se a pergunta tiver sido feita a pensar no passado da minha mãe;
- Se a minha mãe fosse lésbica, sem dúvida que mudava muita coisa...para começar, viveria com o meu pai desde que ele não fosse gay também;
E porque é que o cartaz não diz antes "Se as tuas mães fossem lésbicas, mudava alguma coisa?". Já seria um avanço, uma vez que lá em casa seriam duas mães. Já mudava qualquer coisa...
No fundo, o que este cartaz pretende é demonstrar que o preconceito pela homossexualidade não tem fundamento. Por favor...

Estágio

Prestes a iniciar o estágio deste ano, e já com destino traçado. Será no agrupamento de escolas Ruy Belo, o que equivale a dizer que vou estar no Jardim de Infância de Monte Abraão - Queluz. A outra hipótese era Alvalade. Talvez preferisse desta vez ficar em Alvalade, uma zona que na teoria possui um ambiente social mais favorecido que o de Queluz e assim conhecer e viver experiências com crianças mais "de bem", uma vez que estou bastante habituado a trabalhar com crianças desfavorecidas a todos os níveis. 
Numa primeira fase, com início na próxima segunda-feira e que se prolongará por 15 dias, eu e a Cláudia, minha colega de estágio, vamos fazer um estágio de observação. Observação dos espaços, das crainças, das actividades que elas realizam, dos espaços que têm ao seu dispôr para a realização das actividades. Depois, regressamos para a escola para mais algumas semanas em que nos debruçaremos sobre as observações e delinear projectos a realizar nos contextos observados, algo que irá acontecer durante 4 semanas de estágio de intervenção que virão lá mais para a frente.
Em suma, seis semanas de contacto directo com crianças! O que é pouco, se tivermos em conta as horas de contacto que os alunos mais antigos do pré-Bolonha tiveram ao longo dos seus cursos.  Que é muito, para quem ao longo de quase três anos de licenciatura só viveu 5 dias (!) bem esmifrados de estágio de observação. Estou muito motivado, e isso é o que realmente interessa.

142, muito mais que uma carreira

Se há coisa que um estudante gosta no caminho entre a sua casa e a escola, é do prazer que dá andar na 142 da Vimeca.
De manhã bem cedo, aqueles vidros completamente embaciados, o cheirinho característico a mofo e a naftalina dos velhotes reformados que dia sim-dia sim, põem-se a caminho do mercado de Benfica e arredores. Parece pouco, mas quando a isto se junta aquelas discussões que, por algumas vezes, leva chapadas e insultos pelo meio, percebemos que o interior daquele autocarro consegue ser um "meio social" bastante sensível.
Como vêem, essa carreira é muito fértil em episódios, no mínimo, caricatos. Depois há aquelas vezes em que o Rui decide "inovar" e em vez de se sentar do meio do autocarro em diante, pensa assim: "Bem, ainda é cedo..não deve andar muita gente de autocarro...fico já aqui nos primeiros lugares..." ERRAAAAADO!
- Muito boa tarde, senhor motorista! Aqui tem o meu passe, faça favor! Muito obrigado, sim?!... Bem, vou-me já sentar aqui ao pé deste jovem (eu).
- Faça favor...- disse-lhe eu.
- Ai, graças a Deus, consegui apanhar esta. Ainda podia ter dado uma corridinha, mas a minha perna já não me deixa...parece que temos aí chuvinha, graças a Deus temos tido muita águinha! - continuou ela.
Mais atrás, um homem que já meu conhecido (de vista),e que é o rei da impaciência, sempre a mandar bitaites em alto e bom som sobre o que se passa no autocarro: "Bolas, só se pode descer a partir das Portas e já estão a carregar, estão com pressa....", "não sabem trazer dinheiro destrocado, só empatam a vida das pessoas!" ou ainda "esta (carreira) já está a vir atrasada!".
Bom, voltando à minha amiga do lado. Umas paragens à frente, abre-se a porta e uma (outra!) velhota pergunta ao motorista:
- Olhe, esta passa nos Correios?
- Olhe minha senhora, não sei...sei que vai para o Dolce Vita, serve?
Sem dizer se seve ou não, a velhota entra e entra em acção...a minha companheira:
- Olhe minha senhora, queria ir aos Correios era?!
- Sim, tenho o telefone para pagar...
- Ah, então minha senhora, tinha ali atrás um quiosque aonde podia ter feito isso, coitadinha...olhe se quiser saia na minha paragem que ao pé da minha casa há lá um sítio onde pode pagar isso!
A velhota saiu na paragem imediatamente a seguir e a minha companheira remata dizendo:
- Coitadinha da senhora, pois agora secalhar fica embaraçada ali na paragem sem saber o que fazer!

P.S - Eu sei que isto relatado em texto não tem tanta vivacidade, nem transmite aquilo que realmente acontece com autenticidade. Fica o esforço, ainda asism.

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Música da Semana

And I'm alright
Standing in the streetlights here
Is this meant for me
My time on the outside is over
We don't know how you're spending
all of your days
Knowing that love isn't here
You see the pictures
But you don't know their names
Cause love isn't here
And I can't do this by myself
All of these problems, they're all in your head
And I can't be somebody else
You took something perfect
And painted it red
No sympathy
When shouting out is all you know
Behind your lies
I can see the secrets you don't show
We don't know how you're spending
All of your days
Knowing that love isn't here
You see the pictures
But you don't know their names
Cause love isn't here
And I can't do this by myself
All of these problems, they're all in your head
And I can't be somebody else
You took something perfect
And painted it red
When - you took something perfect
And painted it red
You take the best things from
Then everything gets empty
That's not a world that I need
Oooh, you take the best things from me
Then everything gets empty
That's not a world that I need
Oohhhh
And I can't do this by myself
All of these problems, they're all in your head
And I can't be somebody else
You took something perfect
And painted it "red"
When - you took something perfect
And painted it red
(repeat)
You took something perfect
And painted it red

Vinte e três

O grande filósofo e escritor suíço Jean Jacques Rousseau disse um dia: "Os homens dizem que a vida é curta, e eu vejo que eles se esforçam para a tornar assim". Na passada terça-feira, comemorei 23 primaveras, as minhas vinte e três primaveras. Voltei a "descasar" a idade, como se costuma dizer.
Nunca tomo o meu aniversário como "mais um", mas sim como "o dia do meu aniversário". Com a plena consciência de que, à medida que o tempo avança as exigências aumentam, sobretudo as sociais porque conseguem englobar todas as restantes. Há dez anos atrás, era-me pedido que crescesse e me formasse como um adolescente capaz de vir mais tarde a dar o melhor que tivesse. O que muda desde então para agora, é que o desejo é mútuo. Cada dia que passo, sinto-me mais acreditado de que o plano que Deus constrói para mim não se resume apenas a seguir aquela curva, a que correspondem: nascer, crescer, estudar, trabalhar,casar, envelhecer, morrer. E isso deixa-me confiante no futuro.

Vamos ao dia, propriamente dito. A festa começou na noite anterior, com um convívio com os amigos num bar em Odivelas, depois de uma desesperante e exaustiva procura por um espaço onde pudessemos cantar os parabéns. É o preço a pagar por fazer anos no dia de Carnaval, pois muitos bares estavam fechados e outros tinham festas de Carnaval a decorrer.
No dia a seguir, a manhã acordou com nevoeiro e alguma chuva e frio, algo que não impediu um almoço a dois  com a Diana. Como o almoço começou um pouco mais tarde que o habitual e consequentemente terminou mais tarde do que o habitual,  decidimos regressar a minha casa, e surgiu já nem sei bem como, a ideia de ver fotografias de família que aqui tinha em casa. A Diana já havia visto algumas delas, eu já as tinha visto todas. Mas para mim, é sempre como se fosse sempre a primeira vez. Ela não disse, mas estou certo  que apanhou uma overdose fotográfica. Por fim, o jantar tradicional em casa com a família,  aonde não podia faltar o cantar dos parabéns bastante característico da família Lopes, que só eles sabem como cantá-los. (Diana e Bruno, desculpem o desprezo acerca desse momento).
Vamos às prendas: recebi algumas coisas que realmente me faziam jeito, como um carregador de pilhas e um tripé para a máquina fotográfica que, por minha culpa, já me deu bastante despesa em pilhas. Um adaptador para ver  filmes e outras coisas multimédia na tv em vez de o fazer no computador, e um casaco. Mas tenho necessariamente que fazer referência à prenda "especial" que recebi, ou não fosse ela ter sido oferecida pela "special one". Meus amigos, (respirei fundo)... tenho a anunciar que a partir da próxima época vou ter o Red Pass do nosso glorioso Sport Lisboa e Benfica, o que trocado por miúdos quer dizer que vou passar a ter lugar cativo no Estádio da Luz para assistir aos jogos em casa do (próximo) campeão! Para já, tenho que me fazer sócio e ainda vou ter a oportunidade de assistir a dois jogos do Benfica esta época. Um prémio justo para quem já entrou mais vezes no estádio do Sporting do que no do Benfica, não vos parece?!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

A educação mata a criatividade?

Este início do semestre tem sido auspicioso. À medida que as novas cadeiras vão sendo apresentadas, dá para perceber que as coisas estão muito diferentes, que os alunos estão a começar a rumar todos para o mesmo lado pelo facto de sentirem que (finalmente!) começam a ver correspondidas as intenções de pôr em prática muito ou quase tudo aquilo que até então nunca passou da teoria nos dois anos e meio que levamos de curso. 
Neste último semestre da licenciatura, já não se vai aprender a História de Portugal, não se vai estudar Matemática nem tão pouco as fases pelas quais a criança executa o desenvolvimento da aquisição da linguagem. As cadeiras iniciam quase todas pelo mesmo nome :"Didáctica". E cada professor que apresenta aquilo em que vai consistir a "sua" didáctica, parece que repentinamente foi  agraciado com o dom da palavra, porque através de exemplos práticos, de situações com que nos podemos/iremos deparar em trabalho de campo, consegue fazer-nos acreditar que aquela distância enorme entre o saber e o fazer começa a ser encurtada a passos largos. São palavras que nos dão muita moral e que nos enchem muito o ego para preparar os projectos de intervenção que aí vêm e que vamos pôr em práticas nas escolas que iremos acompanhar. 
E para provar que aquilo que acabei de dizer é a expressão de uma grande motivação por mim sentida, deixo-vos com outro vídeo, por sinal também ele muito interessante, que apresenta uma conferência do TED, por intermédio de Ken Robinson, um escritor e especialista sobre a educação cultural e creativa. É sobre isso que ele fala neste vídeo, numa perspectiva surpreendente. São cerca de 19 min. de duração mas vai valer bastante a pena e que depois disso certamente vos deixará a pensar sobre como foi a nossa educação, a educação que os nossos filhos têm ou terão no futuro. (O vídeo está legendado em português. Para isso, basta carregarem em "View subtitles" e escolher a nossa língua.)

Até parece ironia

Ontem andavam para aí a dizer que não iria "sair", hoje de manhã ainda parecia que isso não iria mesmo acontecer, mas a verdade, - no sentido literal da palavra - é que depois de uma manhã de intensa chuva e de bastante frio está uma grande tarde de... "SOL". O que estranhamente é motivo para chatear muito "boa" gente...

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Porque gostas de ler?

Foi com a exibição deste vídeo que se deu ontem o "pontapé de saída" na cadeira de Didáctica da Língua Portuguesa em Educação Básica. Não sou possuidor de um gosto particular pela leitura, nomeadamente aqueles livros do género dos best sellers do Paulo Coelho ou Dan Brown. O que embora não queira dizer que não leia, até pelo contrário. 
Este vídeo atrai a minha atenção porque a meu ver, traduz não só a importância de ler, de saber ler, mas também uma mensagem forte e concisa daquilo que para mim significa ter um blog. Ora vejam:

Ainda o Cinema...

Falei aqui de cinema no outro dia, fazendo uma breve referência aos prémios que destacam o que (no entender) foi o pior do cinema no ano transacto e também fiz uma breve referência aos Óscares.
Estava a esquecer-me de dizer que um dos melhores filmes que vi ultimamente foi o "Sherlock Holmes" e que é enorme o espanto por não figurar como candidato natural à estatueta, tanto na categoria principal como nas secundárias. A única categoria à qual concorre é a de "Melhor Banda Sonora". A meu ver, as interpretações de Robert Downey Jr. (Sherlock Holmes) e do Jude Law (Watson) são bastante autênticas e o fio condutor da história consegue ser empolgante do início ao fim do filme.
Em baixo, a "aterragem" daquele que será certamente o vencedor na categoria de "melhor filme de animação": Up! Altamente".

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Música da Semana

Fevereiro até pode ser o mês mais pequeno do ano, mas isso não lhe tira o prémio do mês em que mais pessoas que eu conheço fazem anos. São para cima de duas, já contando com aquela pessoa que faz anos no dia 29 de Fevereiro, o que é muito tendo em conta as pessoas que conheço. Bem, na verdade ainda não as contei, mas em familiares, amigos e conhecidos deverão rondar as 12/15 pessoas. E para mostrar que não sou mentiroso hoje a Kátia faz anos (não esquecer).
Assim sendo, a música desta semana é dedicada a todas essas pessoas que por este mês já festejaram ou festejam o seu aniversário. Com vocês e para vocês, The Beatles - "Happy Birthday".

Prémios Razzie

Consideravelmente menos conhecidos que os Óscares, os Razzie são o oposto daquilo que os primeiros fazem. Isto é, enquanto que os Óscares premeiam o melhor da cinematografia realizada no último ano, os Razzie premeiam os piores filmes, em várias categorias.
A meu ver, o cinema tem atravessado uma crise acentuada, evidenciada por vários aspectos: os filmes estreiam num mês e no mês seguinte ficam à venda em formato de DVD, por cerca do triplo do preço que custaria vê-lo em "primeira mão" no cinema, já de si caro, tendo em conta o cariz banal com que hoje em dia se vê um filme.
A própria qualidade dos filmes já não é o que era, e para mim a elevada frequência com que se estreiam filmes aliada à saturação de ideias para argumentos, e falo de bons argumentos, são as principais causas para o fracasso que se tem quando se assiste a filmes com grandes nomes do cinema mas com histórias paupérrimas. 
Por isso, não me admira ver que "Avatar" (um filme que até agora ainda não vi) seja um dos principais nomeados para os Óscares. Porquê? Porque é diferente, é um filme de mistério e de aventura, de um mundo fantástico.E com um orçamento monstruoso. Mas acima de tudo, porque é diferente, e acho que é aí que reside  a razão principal da sua nomeação.
Voltando aos Razzie. A lista de nomeados nas principais categorias, às quais se juntam categorias especialmente criadas para assinalar os dez anos de existência dos prémios Razzie:
Pior Filme de 2009
All About Steve
G.I. Joe: O Ataque dos Cobra
Land of the Lost
2 Amas de Gravata
Transformers - Retaliação
Pior Actor de 2009
Os três irmãos Jonas, por Jonas Brothers: The 3-D Concert Experience
Will Ferrell, por Land of the Lost
Steve Martin, por Pantera Cor-de-Rosa 2
Eddie Murphy, por Imagine That
John Travolta, por 2 Amas de Gravata
Pior Actriz de 2009
Beyoncé, por Obsessed
Sandra Bullock, por All About Steve
Miley Cyrus, por Hannah Montana: O Filme
Megan Fox, por Jennifer's Body e Transformers - Retaliação
Sarah Jessica Parker, por Ouviste Falar dos Morgans?
Pior Actor da Década
Ben Affleck: por Daredevil, Gigli, Era Uma Vez um Pai, Paycheck, Pearl Harbor, Surviving Christmas
Eddie Murphy: por Pluto Nash, I Spy, Imagine That, Pequeno Grande Dave, Norbit, Showtime
Mike Myers: por Cat in the Hat, O Guru do Amor
Rob Schneider: por Animal, Benchwarmers, Deuce Bigalo: European Gigolo, Grandma's Boy, The Hot Chick, Declaro-vos Marido e... Marido
John Travolta: por Battlefield Earth, Identidade Falsa, Lucky Numbers, 2 Amas de Gravata, Operação Swordfish
Pior Actriz da Década
Mariah Carey: por Glitter
Paris Hilton: por The Hottie & The Nottie, A Casa de Cera, Repo: The Genetic Opera
Lindsay Lohan: por Herbie, I Know Who Killed Me, Just My Luck
Jennifer Lopez: por Olhos de Anjo, Enough, Gigli, Jersey Girl, Encontro em Manhattan, Monster-in-Law, The Wedding Planner
Madonna: por 007 - Morre Noutro Dia, Ligações Imprevistas, Swept Away

Terrygate

Nas últimas semanas, o tablóide inglês The Sun deve andar super-mega-hiper-contente. Conhecido  por ser um dos jornais mais "cor-de-rosa" a nível mundial, deverá por estes dias ter "muita lenha para queimar" com o caso Terrygate, nome dado às alegadas infedilidades matrimoniais do capitão da selecção inglesa de futebol John Terry, com a namorada do ex-colega de clube e selecção e, por sinal grande amigo Wayne Bridge.
Wayne Bridge, já fez saber ao seleccionador de Inglaterra que abdica de ser convocado para o Mundial.  Fez bem, até para fugir à tentação que os colegas pudessem ter de jogar ao "lançamento-da-braçadeira-aos-palitos-do-Bridge" ou fazerem-lhe algumas pegas nos momentos de maior descontracção. 
A mulher de John Terry, decidiu viajar para o Dubai para curar a traição, levando com ela os dois filhos gémeos. Na internet, a revista "Asylum" não perdeu tempo e já prodeceu a uma votação para saber quem deverá ser o capitão da selecção inglesa. Ainda assim, Terry ficou em 2º lugar. 
Entretanto, diz-se por Inglaterra que a noiva de Bridge envolveu-se não só com Terry mas com mais três  (!) jogadores do Chelsea, algo já desmentido pela própria.
Vamos então à reconstrução daquilo que se terá passado realmente entre John Terry e Vanessa Perroncel:


segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Recuerdos

As férias servem para descansar, dão para fazer tudo e para não fazer nada. Viva as férias. Esta é a última semana de férias, para depois partir para o último semestre do último ano da licenciatura. Motivos não faltam pois então, para estar motivado para o que aí vem nos próximos meses. 
Já que falamos em motivação, na passada 6ª feira "motivei-me" e fui (des)arrumar a tralha acumulada da marquise cá de casa. Quanto mais velho fico, mais desapegado fico das coisas da minha infância, pelo que cadernos, livros e afins, que datam dos "anos de ouro" da minha primária estão a ficar cada vez menos representados nas estantes e outros cantos cá de casa. Numa mala, encontrei isto:
 
A caderneta dos cromos da Rua Sésamo e uma das - porque eu tenho a segunda edição -  cadernetas do Bollycao com os cromos dos cães. E ainda, um fantástico exemplar de uma revista que teve muito sucesso  pela altura da minha infância/pré-adolescência, a revista número 0 da Super Jovem com o Macaulay Culkin, aquele puto emancipado que vivia sozinho em casa.
Acham que isto foi para o lixo?! Claro que não.

sábado, 30 de janeiro de 2010

Música da Semana

Mais uma grande música, trazida pelos The Temper Trap. "Sweet Disposition", para alegrar  a minha última semana de férias antes do regresso às aulas e o vosso fim-de-semana de descanso e semana de trabalho. Até à próxima...

Sweet disposition
never too soon
oh reckless abandon
like no one's watching you

a moment, a love
a dream, aloud
a kiss, a cry
our rights, our wrongs
a moment, a love
a dream, aloud
a moment, a love
a dream, aloud

so stay there
cause i'll be coming over
and while our blood's still young
it's so young, it runs
and won't stop til it's over
won't stop to surrender

songs of desperation
I played them for you
a moment, a love
a dream, aloud
a kiss, a cry
our rights, our wrongs
a moment, a love
a dream, aloud
a moment, a love
a dream, aloud

so stay there
cause i'll be coming over
and while our blood's still young
it's so young, it runs
and won't stop til it's over
won't stop to surrender

a moment, a love
a dream, aloud
a kiss, a cry
our rights, our wrongs (won't stop til it's over)
a moment, a love
a dream, aloud
a kiss, a cry
our rights, our wrongs(won't stop til it's over)
a moment, a love
a dream, aloud
a kiss, a cry
our rights, our wrongs (won't stop til it's over)
a dream, aloud
a dream, aloud
a moment, a love
a moment, a love (won't stop to surrender)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

(In)Segurança

Aumentam, de dia para dia, os assaltos, os carjakings, os sei lá o quê... Coisas boas é que não o são. Eu não sou revoltoso por natureza, mas se há coisa que me deixa revoltado no que concerne aos problemas sociais, nem é o desemprego ou as diferenças entre as classes da sociedade. Portugal vive problemas bem mais graves a serem discutidos do que a legalização do casamento homossexual, por exemplo.
É a insegurança em que vivemos que me deixa bastante revoltado. Mais que isso, porque a insegurança é algo que infelizmente é difícil de combater. O que deixa realmente revoltado é o facilitismo com que um assaltante assalta uma ourivesaria batendo nos donos com um martelo na mão, o facilitismo que o mesmo teria se fosse apanhado pela polícia e presente a tribunal. Sim, teria porque nem sequer foi apanhado e deve hoje estar a viver à custa do dinheiro que fez com esse roubo.
É, digamos que "triste" pois não encontro outro adjectivo, quando saio à noite e no regresso a casa combino com a Diana que logo que cheguemos às respectivas casas, a primeira coisa que fazemos é dar um toque para o telemóvel do outro ou mandar uma sms a dizer "Já cheguei a casa e correu tudo bem." 
Se eu um dia chegasse a ministro da Administração Interna, a minha prioridade seria criar uma espécie de Polícia de Elite, o supra-sumo de todas as polícias em Portugal, que fosse capaz de intervir nestes assaltos mais graves e que funcionasse como meu "braço direito", talvez não para acabar, mas atenuar e até mesmo inibir estes criminosos que têm aterrorizado o nosso país.

Dor de cotovelo


terça-feira, 26 de janeiro de 2010

Por uma grande causa

Ontem fui ao estádio da Luz para assistir à festa do futebol, à luta contra a pobreza e ao desejo da Humanidade de fazer "renascer das cinzas" o Haiti, o mais depressa possível.
Foi uma noite diferente de futebol, recheada de grandes estrelas e outras estrelas não tão brilhantes mas tão ao mais atractivas que os próprios "donos da bola". Casos do actor Ricardo Pereira, do velocista Francis Obikwelu ou ainda o dj Martin Solveig.
Foi uma noite especial, primeiro porque reuniu gerações de grandes jogadores que passaram pelo Benfica num passado mais distante, como Chalana ou Humberto Coelho; outros, de um passado mais recente, como é o caso do Valdo, Poborsky ou Miccoli. Em segundo lugar, porque apesar da equipa dos amigos de Zidane estar recheada de grandes jogadores, foi como que a concretização de um sonho (talvez não devamos chamar-lhe de sonho, pois não é um desejo assim tão difícil ou distante de alcançar) ver Thierry Henry em acção. Embora só tenha jogado cerca de 20 ou 25 minutos, provavelmente por imposição do clube onde joga, gostei de "conhecer" in loco o meu jogador favorito.
Ao fim de tudo isto, acho que só ficou a faltar mesmo Eusébio ter vestido uns calções, a camisola com o 13 nas costas. Nem que fosse só por uns dois minutos.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Do melhor jogador do Mundo para o Haiti

Graças a Deus, têm sido várias as figuras públicas e mundialmente conhecidas, que têm demonstrado uma grande sensibilidade perante a desgraça vivida no Haiti, e que decidiram dar contributos avultados para o que for necessário. Quando penso em quem pode desde logo oferecer uma parte dos seus exorbitantes salários, penso em futebolistas. Cristiano Ronaldo, pelo que sei, não se manifestou ainda. CR9, aqui fica o exemplo, para quando leres isto:

O avançado francês do Barcelona, Thierry Henry, vai doar 56.000 euros aos Médicos Sem Fronteiras, uma Organização Não-Governamental que apoia as ações de salvamento no Haiti. O pai de Thierry Henry é originário da Ilha de Guadalupe, nas Caraíbas, não muito longe da Ilha Hispaniola, onde se situa o Haiti, cuja capital, Port-au-Prince, foi devastada a 12 de janeiro por um sismo de grande intensidade.Gaudalupe foi devastada pelo furacão Hugo, em 1989, tendo então morrido 56 pessoas e 200.000 sido afetadas.
Thierry Henry tem "muitos amigos" no Haiti, alguns dos quais presenciaram o forte sismo que devastou Port-au-Prince. "Nos últimos dias presenciei imagens incríveis e não posso ficar à margem", explicou Henry. 

in Jornal Record (versão online)

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Música da Semana

É importante assinalarmos os aniversários de quem nos é mais querido, sejam eles família, amigos, colegas de trabalho ou até mesmo aquela pessoa com quem não "nos damos tanto" lá na faculdade. Mas também é bastante importante, pelo menos para mim que sou por natureza bastante nostálgico e agarrado ao passado e às coisas boas que a vida me foi trazendo, assinalar o aniversário daqueles que partem e que deixam em nós um vazio. São muitas as saudades, tia.

You don’t understand me now,
I wonder if you ever will,
I wonder if you’ll ever try.
Don’t get sad about,
All the strange thing I wrote,
They faded as the ink dried…
So I say go, go, hold your fists high,
Grow, slow, stand in for the fight,
Though I hope you never have to.
So I say run, run, sparkling light,
Have your fun and then come home at night,
I’m sure you’ll tell me something new,
Yeah I can see the world through you.
Frozen lakes and night storms,
Most you’ll cross on your own,
You’ll face the biggest landslides.
I’ll catch you on the hardest falls,
I’ll carry you inside this walls,
We’ll sing through all the highest times.
So I say go, go, hold your fists high,
Grow, slow, stand in for the fight,
Though I hope you never have to.
So I say run, run, sparkling light,
Have your fun and then come home at night,
I’m sure you’ll tell me something new,
Yeah I can see the world through you.
So I say go, go, hold your fists high,
Grow, slow, stand in for the fight,
Though I hope you never have to.
So I say run, run, sparkling light,
Have your fun and then come home at night,
I’m sure you’ll tell me something new,
Things you did and thing you do,
Yeah I can see the world through you.

A melhor liga do mundo

O campeonato português de futebol anda pelas ruas da amargura, completamente mergulhado na miséria. E, por incrível que pareça, nem é tanto pelo fraco futebol jogado no campo. Que as escutas telefónicas a Pinto da Costa e amigos tinham material suficiente para os incriminar, acho que poucos tinham dúvidas. Restava saber a gravidade dos conteúdos das mesmas, conteúdos esses que estão disponíveis - até alguém ser obrigado a os retirar - no Youtube. Já estive a ouvir algumas das escutas e é incrível como um homem que escolhe os árbitros para o seu clube como quer ou que telefona a Valentim Loureiro a pedir um processo sumaríssimo para Liedson por uma cotovelada no pescoço do Jorge Costa que o árbitro não assinalou mas que as câmaras mostram perfeitamente, só para citar as situações mais graves foicastigado com o quê...uns dois meses de suspensão de funções?!
A noite de ontem deve ter sido pródiga em emoções. No Restelo, o "lanterna vermelha" levou o Porto aos penáltis e foram precisos 30 tentativas para encontrar o vencedor. A poucos quilómetros daí, o Sporting venceu o Mafra (2ª Divisão B) por uns escassos 4-3. No fim do jogo, reza a história que o director-desportivo Sá Pinto e Liedson andaram à batatada no balneário, depois de durante o jogo terem trocado palavras no banco de suplentes.

Na sequência destas vergonhas, porque apesar de não ser do Sporting fico envergonhado enquanto português e apreciador de futebol que sou, resta-me fazer um paralelismo entre o futebol português e aquele que é para mim o melhor campeonato de futebol do mundo: o inglês.
No passado sábado, para o campeonato o Chelsea venceu o Sunderland por uns expressivos 7-2. Ontem, também para o campeonato o Arsenal encontrou-se a perder em casa por 2-0 e conseguiu dar a volta acabando por vencer por 4-2. Ainda ontem, mas para a Carling Cup, equivalente à Taça de Portugal, o Aston Villa venceu por 6-4 o Blackburn Rovers. Ora, feitas as contas, só nestes três jogos que referi temos um total de 25 (!) golos.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

O que se passou foi isto

Venho no autocarro depois do último dia de aulas do 1º semestre, sentado a escrever uma sms. Nisto, o motorista do autocarro começa a buzinar intermitentemente, como que a chamar à atenção a alguém. Chamar a atenção de quem?! De um condutor que calmamente (e ainda bem que era desse modo que se estava a deslocar) contornava a rotunda pela faixa mais interior, em contra-mão.

Música da Semana

Esta é sem qualquer tipo de dúvida, uma das minhas músicas favoritas. Com uma introdução fabulosa - está muito perto daquilo que os Coldplay conseguem fazer - e que nos embala através de um instrumental que possui e dá uma grande energia e que por momentos me levam...sei lá eu, para somewhere I don't know. Mas que sabe bem, sabe. Keane - "Somewhere Only We Know".

I walked across an empty land
I knew the pathway like the back of my hand
I felt the earth beneath my feet
Sat by the river and it made me complete

Oh! Simple thing where have you gone
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

I came across a fallen tree
I felt the branches of it looking at me
Is this the place, we used to love
Is this the place that I've been dreaming of

Oh! Simple thing where have you gone
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

So If you have a minute why don't we go
Talking about that somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don't we go
Somewhere only we know?
(Somewhere only we know)

Oh! Simple thing where have you gone
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin

So If you have a minute why don't we go
Talking about that somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don't we go
So why don't we go

This could be the end of everything
So why don't we go
Somewhere only we know?
Somewhere only we know?
Somewhere only we know?

quinta-feira, 14 de janeiro de 2010

Sem título possível

Tenho tentado encontrar palavras para descrever a catástrofe que asolou o Haiti. Eu, que estou aqui, comodamente sentado a escrever enquanto oiço Coldplay, a milhares de quilómetros de distância do país em que se deu essa estratégia e não tenho como descrever o que se passou, até soa a ironia.
De todas as tragédias naturais que tenho memória, esta é sem dúvida a mais avassaladora, não só para quem a sofreu na pele mas também para quem a relata e para quem vê os relatos. Cada imagem das que vão surgindo nos vários meios de comunicação conseguem ser mais arrepiantes e cruas que as anteriores. Casas que sucumbiram como dominós, O site do Sapo diz - e bem - que "as ruas transformaram-se em salas de estar"; cadáveres nas ruas, centenas de pessoas soterradas, um número indeterminado de mortos, feridos e soterrados e o colapso de grande número de edifícios entre casas, hotéis e edificios governamentais.
Por fim, uma palavra de apreço à Humanidade. Se esta é das mais terríveis tragédias humanitárias que há memória, é igualmente uma demonstração da solidariedade entre povos, nações que disponibilizaram de imediato unidades de socorro e ajuda humanitária e económica. Resta-me rezar por todos aqueles que perderam a vida, por aqueles que ainda têm esperanças de que os familiares e amigos estejam vivos, pela melhor reconstrução possível do Haiti. Deus esteja convosco. Com aqueles que partiram, com os que ficaram.

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Entalado

Ainda me anda aqui bem entalada na garganta, essa história de sermos o "8º país no mundo a legalizar o casamento homossexual"...

Propagação do som

E ainda dizem que a propagação do som é das mais rápidas que existem. Afinal, e por muito estranha que seja a notícia dada a proximidade entre os países, Portugal consegue não ser sempre o último a ficar na "moda":

Os meninos bonitos da nova música lusófona entram em 2010 com mais uma boa notícia: a música “Kalemba (Wegue Wegue)” atingiu o topo da lista de singles em Espanha.

A notícia foi avançada no site da editora da banda, onde se explica que “Kalemba (Wegue Wegue)” chegou a número 1 do top de singles espanhol, sete semanas depois de ter entrado para a tabela, na quadragésima posição.

Agora, a música que até pôs a Popota a dançar está a encantar nuestros hermanos, que a preferem a “Looking for Paradise” (de Alejandro Sanz e Alicia Keys), que está em segundo lugar, ou a “I got a feeling” (dos Black Eyed Peas), que fecha o top-ten.

Fonte: site jornal desportivo A Bola

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Para bem do país

Que hoje não seja o dia em que se legalize o casamento gay em Portugal. E se isso acontecer, que nos valha Cavaco Silva e o seu poder de vetar a lei.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Música da Semana

A primeira música da semana do novo ano faz-se em português, por sinal uma das vozes portuguesas com mais soul. Sara Tavares regressa com este "Ponto de Luz".

Escutando no vento...
Tua voz secreta...
Que me sopra por dentro
Deixa me ser só seu...
No teu colo eu me entrego,
para que me nutras
E me envolvas ,
deixa me ser só seu ...

Um ponto de luz .,
que me seduz,
aceso na alma...
Um ponto de luz que me conduz,
aceso na alma...

Por trás dessa nuvem,
Ardendo no céu
O fogo do sol...
eternamente quente.
Liberta me a mente,
liberta me a mente ....


Um ponto de luz que me seduz aceso na alma
Um ponto de luz que me seduz aceso na alma

Passagem de ano

Uma-outra-visao não era uma-outra-visão se não falasse da passagem de ano que mandou para trás das costas 2009 e abriu os braços a 2010, nunca sem esquecer o que o ano velho trouxe de bom e também de menos bom.
A nível pessoal, 2009 trouxe-me algumas experiências interessantes, entre elas, o meu primeiro estágio escolar ou o trabalho na Kidzania. Neste mesmo ano vivi metade de dois anos da faculdade - 2º semestre do 2º ano e 1º semestre do 3º ano - e aquilo que tenho a dizer acerca disso é que graças a Deus o tempo tem passado moderadamente a correr. Dizem que os melhores anos de uma pessoa, são aqueles em que é estudante. Subscrevo, mas já caminho para os meus 23 anos e a vontade de entrar no mercado de trabalho, se é que ele ainda vai existir quando acabar o curso, é mais que muita. Trabalhar, partir para outros objectivos de vida que não sejam "só" terminar um curso.

A passagem de ano aconteceu pela primeira vez desde que nos juntamos entre amigos para a comemorar, o que já vai para uns 6 anos, no Algarve, mais precisamente em Lagoa. A alegria do costume que nos marca, o convívio na família que somos, faz desta a melhor festa do ano para mim.
Uma organização muito boa mais uma vez, com as divisões das coisas a levar, de quem voltava mais cedo, de quem ia mais tarde, como ir, etc. Algo que parece fácil, mas não é, quando a popoulação na casa chegou aos 27/28 pessoas! Esta foi a passagem de ano do lazer: acordar-comer-lavar-jogar-ir ao café-jogar-jantar-dançar...bis, bis bis! A garagem tinha snooker e ténis de mesa, o re´s-do-chão tinha televisão com a nossa PS2 e Singstar e Buzz, no primeiro andar a PS3 dos "homens" que o Bruno levou para fazer um "relatório" da faculdade.
Esta foi também a passagem de ano do anúncio de mais um casamento que está para vir. Paulo e Catarina anunciaram matrimónio para breve, pelo que se juntaram aos infelizmente ausentes noivos Sónia e David.
Dito isto, ficou só a faltar o banho de piscina. Se foi a melhor passagem de ano de sempre, não sei. Se eu podia ter amigos diferentes? Podia, mas não era a mesma coisa.

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

The Importance of Being a Man

Regresso à faculdade, no primeiro dia de aulas de 2010. Tema de conversa inevitável: as prendas do Natal, nomeadamente de namorado/a para namorada/o.
- Então Rui, o que deste à Diana?
- Dei-lhe uma experiência A Vida é Bela e uns botins...
- O que é isso... uns quê?!

E eu agora digo: porra, então mas afinal quem é que é gaja aqui?

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Música da Semana

Oh, e que dizer da música da semana?! Foram quatro semanas muito chochas sem uma música para animar,certamente... Por isso, trago como última música do ano, esta agradável surpresa que a TAP/ANA preparou para os seus passageiros para esta época de festividades. Este é já um dos vídeos mais vistos de este ano, no Youtube.

Regresso

Era minha ambição voltar aqui ainda no ano de 2009 e é isso que acontece. Faz hoje precisamente um mês que escrevi no blog pela última vez e algumas coisas mudaram entretanto (não estou a falar destes cometários chinocas que apareceram não sei como) e algumas dessas coisas foram os motivos para ter deixado de escrever com a mesma regularidade e assiduidade que caracterizou este blog, principalmente neste último ano que está prestes a findar.
Ficou por falar sobre aquele dia sempre feliz que é o 4 de Dezembro , no qual co-celebro aniversário de carta de condução com os aniversários do meu pai e o da Diana; do primeiro e estrondoso concerto a "solo" dos Franz Ferdinand em Portugal (já tinham actuado várias vezes em Portugal, mas sempre inseridos nos cartazes de festivais de Verão); ou sobre a reportagem daquele padre, por sinal também chamado Rui, que fugiu de uma terreola para o estrangeiro apaixonado por uma jovem de 18 anos e que disse que o Bispo de Braga "foi impecável, tratou-me como se fosse um filho", algo que pessoalmente acho que não soa muito bem neste contexto.
Este ano nem criei o meu Elf para o Natal, é verdade. O último mês foi um bocado intenso em termos de trabalho, mas talvez tenha sido mais intenso ainda do ponto de vista psicológico. O regresso do casamento ao qual fui no penúltimo fim-de-semana de Novembro deixou-me "esquisito". Não sei se esta mudança temporária de ares tem relação plausível, mas desde então passei por uma fase em que nada do que tinha para fazer me deixava motivado.

Na faculdade, estou a chegar àquele ponto que quem é estudante ou já o foi ,certamente dá ou deu por ele: quando se caminha para o fim da licenciatura e se começa a ver a luz ao fundo do túnel, surge uma vontade imensa de acelerar o tempo. Isso, alia-se ao facto de achar que as cadeiras que tenho tido, em pouco ou nada me estão a ensinar a ser um profissional da educação. Matérias repetidas de outros anos, matérias que são repetidas em cadeiras do mesmo semestre, matérias aprofundadas de conteúdos que já foram dados no secundário...

Para os mais atentos, por certo notam que já há alguns meses que não tenho falado de como vão as coisas no futebol. Não o futebol em geral, (brilhante vitória do Benfica sobre o Porto, ia-me esquecendo) - mas sim, daquele futebol que pratico, ou melhor, praticava.
O futebol era uma das, senão a principal causa desta angústia que me deixou em baixo. Sem me conseguir afirmar na equipa, primeiro por não me conseguir adaptar muito bem a defesa-esquerdo e depois por falta de oportunidades, comecei a sentir que aquela vontade e necessidade que eu tinha à uns dois anos atrás de sair da faculdade e ir dar uns pontapés na bola, agora se tinha invertido por completo. Resolvi fazer uma paragem e talvez considere um "até já", mas isso só o tempo o dirá, pois este 2010 que está à porta tráz para já algumas indefinições. O fim da licenciatura é em Junho, mas como assenta em Bolonha, com ela não estou apto a trabalhar como educador. Faltar-me-à então um ano de mestrado, que ainda não sei como o vou fazer, que por incrível que pareça ainda não sei se vou conseguir fazê-lo na minha faculdade.

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

Vídeo do ano

Ainda falta um mês para o fim de 2009, mas já habemus vídeo do ano...


Casados de (frio) fresco


Foi no santuário desta imponente e bonita escadaria de Nossa Sra. dos Remédios que se realizou o casamento, na semana passada. Muito frio e muita chuva como era esperado, ou não estivessemos em pleno Novembro e às portas de Trás-os-Montes. Ainda assim, o frio não foi impedimento que condicionasse esta festa bonita que motivou a reunião do lado materno da minha huge família...
Lareira acendida ao serão, ou não fosse eu um "apaixonado" por ver as achas na fogueira a arder, contemplando com gosto e atenção aquele calor e cor que a lareira me oferece, sem pensar em nada.

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Duplo Contentamento

E por falar em casamento, não posso deixar passar ao lado o duplo contentamento que vou tendo por estes dias. Primeiro, porque apesar de ter uma família acima da média no que diz respeito aos elementos que a compõem, casamentos é algo que não tem havido muito nos últimos anos. Em segundo lugar, fico contente pelo facto de o casamento ser na terra dos meus pais. À cerca de dois anos que não vou "à terra" e já tenho muitas saudades, da família e da gente de lá.

Recomendação médica

O médico mandou-me comer pouco durante esta semana. Diz ele que é por causa do casamento que vou ter no próximo sábado...

Recobro

Regresso às escrituras, depois de uns dias em que andei um bocado doente, com a temperatura a chegar aos 39 graus mas felizmente nada de gripe A. Constipei-me a semana passada, e desde então foi um alternar de sítios quentes com sítios frios, mais uma chuvinha miúda que apanhei no fim do jogo da selecção (estive lá, naquele grande estádio). As dores de cabeça de domingo de manhã indiciavam o "bonito estado" mas o meu lado casmurro fez com que fosse mesmo assim jogar...e à chuva. Valeu uma 2a feira em casa a recuperar, e aos poucos já estou a voltar ao normal.
Por estes dias é que o tempo começa a ficar perigoso, com temperaturas muito diferentes da rua para o interior da sala da faculdade, do autocarro em que não se respira...

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Música da Semana

Para esta semana, um grande cover da música "Golden Skank" dos Klaxons, por intermédio dos Clã.

Light touch my hands, in a dream of Golden Skans, from now on.
You can forget our future plans.
Night touch my hands with the turning Golden Skans,
From the night and the light, all plans are golden in your hands.

Set sail from sense, bring all your young.
Set sail from where we once begun.
While we wait, while we wait.

A hall of records, or numbers, or spaces still undone.
Ruins, or relics, disciples and the young. [x2]

Light touch my hands, in a dream of Golden Skans, from now on.
You can forget our future plans.
Night touch my hands with the turning Golden Skans,
From the night and the light, all plans are golden in your hands.

We sailed from sense, brought all our young.
We sailed from where we once begun.
While we wait, while we wait.

A hall of records, or numbers, or spaces still undone.
Ruins, or relics, disciples and the young. [x2]

Light touch my hands, in a dream of Golden Skans, from now on.
You can forget our future plans.
Night touch my hands with the turning Golden Skans,
From the night and the light, all plans are golden in your hands. [x2]

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Tragédia

Explicar a morte trágica do jogador de futebol Robert Enke é simplesmente inexplicável. Tanto mais, quando esta surge por meio de um acto premeditado de pôr fim à sua própria vida suicidando-se numa linha de comboio na cidade de Hannover, onde actualmente jogava. Soube-se hoje que Enke sofria de uma grande depressão, uma doença "silenciosa". A perda irreparável da filha Lara à cerca de 3 anos, que morreu por causa de um problema congénito cardíaco, terá sido o maior contributo para esta tragédia, e nem o apoio da mulher nem da filha entretanto adoptada foram suficientes para o guarda-redes suprimir essa perda.
Representou o Benfica enquanto eu joguei lá nas camadas jovens, e recordo-me de também ele ser um jovem na altura, bastante trabalhador, simpático e aplicado nos treinos. O futebol, pela sua elevadíssima mediatização, tem esta magia: o lado humano sobrepõe-se ao lado desportivo, e o surpreendente que há nisso é que não conhecemos pessoalmente a pessoa em causa ou podia até mesmo ter jogado muitos anos no clube mais rival do nosso, mas assim que soube do sucedido, fiquei invadido por uma grande consternação.

sábado, 7 de novembro de 2009

Um modelo a seguir

Aí está...o vídeo do momento.

Sportingue

Por este dias, o meu acérrimo benfiquismo não é suficiente para deixar de ter uma certa solidariedade em relação ao momento delicado que o "rival" Sporting está a passar. A verdade é que, embora fique deliciado a vê-los lutar pelo melhor lugar no meio da tabela, a contestação que dirigentes e (ex) treinador têm sofrido ultimamente, tem ultrapassado os limites. É a polícia que tem que andar bem armada para impedir a invasão das instalações por parte dos adeptos mais enfurecidos, é o presidente que deu força a um treinador que não tinha condições para continuar à muito tempo, o mesmo presidente que ainda ontem quase chegou a vias de facto com um adepto. Quando o presidente foi eleito, disse "Paulo Bento forever". Quando Paulo Bento demitiu-se perguntaram-lhe de quem tinha partido a decisão de rescindir contrato, se do presidente, se do treinador. A isto, Bettencourt respondeu: "Comigo, Paulo Bento never."
O campeonato fica mais pobre. Já não vai haver tanta tranquilidade, e o nome do Sportingue tão depressa não será dito da mesma forma que Paulo Bento dizia Sportingue.
Para finalizar, recordemos então as preces do rapper Valete, feitas através de uma música dedicada ao Sporting em 2008 e que finalmente viu atendidas...

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

Triste

Uma notícia lida no site de A Bola, no rescaldo de mais uma bela vitória do clube do meu coração para a Liga Europa.

Everton-Benfica: Rádios relatam via-televisão

"O Everton exigiu 12 mil euros às três rádios portuguesas presentes em Liverpool para relatar o jogo do Benfica desta quinta-feira, para a Liga Europa. Antena 1, Renascença e TSF não cederam, por isso os relatos serão feitos via-televisão, em Lisboa.

Está mesmo confirmado. As rádios portuguesas não vão relatar desde Liverpool o jogo entre Everton e Benfica. O clube inglês exigiu 12 mil euros a Antena 1, Renascença e TSF, valor bem acima do regulamentado pela UEFA, se bem que estes apenas prevêem a transmissão por duas estações.

As rádios portuguesas, que enviaram a Liverpool Alexandre Afonso (Antena 1), Pedro Sousa (Renascença) e Valdemar Duarte (TSF), não cederam às pretensões do Everton, mas não deixarão de passar o relato, porém via-televisão, desde as respectivas sedes, em Lisboa. Em princípio, os relatos serão agora de Nuno Matos (Antena 1), Carlos Dias (Renascença) e João Ricardo Pateiro (TSF)."

Música da Semana


O tempo para escrever não tem sido muito, nos últimos dias. Mais uma grande música, desta feita por intermédio de Franz Ferdinand e o electrizante "Can't Stop Feeling".

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

À boa maneira portuguesa....

Venha pois então daí uma noite recheada de episódios históricos da construção deste nosso Portugal. Absolutismo vs. liberalismo; portuguesas contra ingleses, que por sua vez andaram às turras contra os franceses; 1ª Guerra Mundial entre muitas outras peripécias históricas da nossa Nação, até parar no Estado Novo.
Um dia ainda vou fazer História. Amanhã é o dia...do exame, claro está.

quinta-feira, 29 de outubro de 2009

Música da Semana

The Killers - Spaceman.


It started with a low light
Next thing I knew they ripped me from my bed
And then they took my blood type
They left a strange impression in my head

You know that I was hopin'
That I could leave this dark crossroad behind
When they cut me open
I guess I changed my mind

And you know I might
Have just flown too far from the floor this time
'Cause they're calling me by my name

And the zipping white light beams
Disregarding bombs and satellites
Oh that was the turning point,
That was one lonely night

The star maker says it ain't so bad
The dream maker's gonna make you mad
The spaceman says, "Everybody look down
It's all in your mind"

Well, now I'm back at home and-
I'm looking forward to this life I live
You know it's gonna haunt me
So hesitation to this life I give

You think you might cross over
You're caught between the devil and the deep blue sea
You better look it over
Before you make that leap

And you know I'm fine
But I hear those voices at night
Sometimes that justify my claim

And the public don't dwell on my transmission
Cause it wasn't televised
But it was the turning point
On a lonely night

The star maker says it ain't so bad
The dream maker's gonna make you mad
The spaceman says, "Everybody look down!
It's all in your mind"

The star maker says it ain't so bad
The dream maker's gonna make you mad
The spaceman says, "Everybody look down
It's all in your mind"

My global position systems are vocally addressed
They say the Nile used to run from East to West
They say the Nile used to run from East to West

I'm fine
But I hear those voices at night
Sometimes

The star maker says it ain't so bad
The dream maker's gonna make you mad
The spaceman says, "Everybody look down
It's all in your mind"

The star maker says it ain't so bad
The dream maker's gonna make you mad
The spaceman says, "Everybody look down
It's all in your mind"

It's all in my mind (6x)

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

Música da Semana

Mais uma grande música, desta feita, por intermédio de Daniel Merriweather e participação de Wale. Nesta música da semana, um pedido especial. Este blog tem ganho uma vida maior nos últimos tempos, não só por mea culpa enquanto autor, através de posts mais frequentes e outras "mariquices" que vou explorando, como também o conhecimento que vou tendo de pessoas que com alguma assiduidade visitam este espaço. No entanto, tenho sentido a ausência de comentários, é como que se os posts que escrevo muitas vezes caíssem no "vazio". Por isso, o pedido é esse mesmo: para quem costuma ler habitualmente o blog e contribui com comentários, ignorem este pedido e acreditem que continuarei a "agradecer-vos a preferência"; para quem costuma deitar às vezes um olho, nem que seja só para passar os últimos dez minutos que faltam para sair do emprego, vá deixando de vez um quando um simples "Olá!", o que me deixará bastante contente. Vá, agora fiquem com esta música que dá vontade de abanar um pouco a cabeça: "Change".

i saw a dried up withered old rich man turning on a garden hose,
i see a young man picking up a gun i guess that's where the money goes (yeah),
am i just as good as a bad man sleeping when the rest are dying
or am i jus as bad as a good man saying there's no use of trying

Oooo tell me do you still believe
Oooo everything that you read
will we learn to get together and see who we really are

ain't nothing gonna change
ain't nothing gonna change if nobody's gonna wake up and start acting whose incharge

ain't nothing gonna change
ain't nothing gonna change
ain't nothing gonna change

nanananana (yeah)

(rap)
ain't shit changing but life is all babies get higher in the background singing singing (naanaanaanaa) singing (nananana)
ok singing

some people do it all for money & some do it all for their love
some do it all for the glory cuz nothing else their thinking of
i saw a man in a four door truck complaining that the price was high
like a well faired man with a smoothie in his hand saying who ate all the apple pie (yeah)

Oooo tell me do you still believe
Oooo everything that you read
will we learn to get together and see who we really are

ain't nothing gonna change
ain't nothing gonna change if nobody's gonna wake up and start acting whose in charge

ain't nothing gonna change
ain't nothing gonna change
ain't nothing gonna change

nanananana (yeah)

(rap)
its funny your ready to listen im never gonna listen most people follow intuition while they wishing it would work
and my vision isn't perfect so i will never learn for it
don't wish for some change like a church worker
hallelujah preacher i am not influenced if i don't go into your movement am i not improving
and while a poor for a poor for a peace of American society i get high the munchies i got so down with this i got the girl looking at you cuz i'm worth kissing (mwah) n i ain't ready to wait when theirs dollars on the rain what do you expect change

will we learn to get together and see who we really are

ain't nothing gonna change
ain't nothing gonna change if nobody's gonna wake up and start acting whose incharge

ain't nothing gonna change
ain't nothing gonna change
ain't nothing gonna change no no

(rap)
ain't shit changing but life is all babies get higher in the background singing singing (naanaanaanaa) singing (nananana)

"Morrer na praia"

Há as happy hours, e também os happy day. A quarta-feira é o happy day na minha faculdade, em que nenhuma turma tem aulas à tarde. Por conseguinte, a minha última aula do dia termina às 12h45m e tenho a mundialmente conhecida 142 que me pode levar directamente até casa a sair do Colégio Militar às 12h53m, o que não só faz com que possa almoçar mais cedo como também rentabilizar ainda mais a tarde livre para estudar, dormir, ou simplesmente entreter-me.
Tendo em conta o horário rés-vés "Campo de Ourique" entre a partida do autocarro e o meu horário de saída, adicionando o tempo que demoro a fazer a minha marcha diária pela rampa de Benfica, ponho-me geralmente a caminho em passo acelerado.
Hoje saio da aula, ligo a minha banda sonora - o mp3 - e constato que está a chover. Uma condicionante que é novidade neste "icurto mas intenso" contra-relógio de quarta-feira. A meio caminho, olho para o relógio e vejo que ainda tenho uma margem considerável até o autocarro chegar. E, volto a repetir, como está a chover, sigo caminho por baixo das varandas pois ao sair de casa de manhã, depositei muita fé em como não iria chover ou pelo menos não iria chover enquanto eu me estivesse a deslocar de casa para a escola e vice-versa e decidi não levar chapéu.
Estando a cerca de 5 metros de chegar à paragem, sou surpreendido pela aparição nas minhas costas da bendita carreira, que passa pela paragem e não pára porque tanto o casal de velhotes como o indivíduo de raça negra não queriam apanhar a 142. É a coisas como estas, meus amigos, que se chama "morrer na praia".

N.d.r. - Para quem não está muito familiarizado com a mítica 142, fica a saber que idosos e indivíduos de raça negra são os clientes mais característicos desta carreira, o que por si só, aumenta a minha desilusão por não ter apanhado o autocarro.

terça-feira, 20 de outubro de 2009

Ainda sobre o último post...

Para concluir aquilo que quis transmitir no último post, aqui fica este belo texto do meu "vizinho" Joaquim Franco, jornalista da Sic:

Saramago não consegue evitar o conflito. Na descrença em Deus, entre um ateísmo crítico e a obsessão ateísta, constrói a narrativa da (des)crença no homem, com vícios e virtudes, más e boas condutas. Marcado pelo estigma, alicerçado na mais básica das reflexões filosóficas… O homem tem, em princípio, uma natureza má.

Dizer que a "Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana", é um passo de enorme responsabilidade.

A Bíblia não é um documento de hoje, embora interpele o hoje, que foi ontem e será amanhã. Nem os autores são candidatos a qualquer prémio literário. Nasceu na tradição oral, onde a noção de realidade se dilui.

É um conjunto de livros marcados pelo tempo, por cada tempo, com múltiplos géneros literários, escritos por homens, nos seus contextos e circunstâncias, entre mitos, com a pretensão de justificar o injustificável, provar o improvável, legitimar poderes e profecias. A fé dá apenas um enquadramento.

Não é só um documento religioso. Da ciência à filosofia, é um documento da humanidade. Não sendo um livro de história, é um repositório de histórias e dilemas, objecto de estudo. Relata experiências datadas, não necessariamente factos, que moldaram a(s) sociedade(s).

A Bíblia é um livro de "maus costumes", mas também de bons costumes. Um "catálogo de crueldade", mas também de sensibilidade e generosidade. Céptica, mostra o "pior da natureza humana". Utópica, revela confiança para lá da lógica humana e capacidade de perdão sem limites.

A Bíblia pode ser lida como um tratado de violência, mas também como um tratado de não-violência. Tem histórias de guerra e de paz. Adão e Eva. De traições e fidelidades. Caim e Abel. Dramas e alegrias. Paixões e desilusões. Sansão e Dalila. Alentos e desalentos, da metáfora erótica de Cântico dos Cânticos ao suplício de Job. Ameaças e bem aventuranças. David e Golias. Desespero e esperança, do Egipto à "Terra Prometida". O ferro nas mãos e o fogo nas palavras. Jesus e Barrabás. Intolerância e confiança. Da Sabedoria a Eclesiastes, "tudo tem o seu tempo" e há um tempo para tudo. Para a Vida e para a Morte.

Reduzir a Bíblia a meia dúzia de frases marcadas pelo preconceito religioso é uma desonestidade. Outros pensadores – que não chegam aos calcanhares do Nobel português –, noutros cenários religiosos, já fizeram o mesmo exercício de liberdade. Dizer que a Bíblia "é um manual de maus costumes" é um mau costume, mas uma boa estratégia de vendas.

NOTA: Entre a procura da fé e a exegese pura, sugiro a leitura de “O que é a Bíblia?”, de Carreira das Neves, ou “Roteiro de leitura da Bíblia”, de Fernando Ventura. Para desmontar algumas teias…

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Bíblia-grafia

"Ih, mas que granda bronze, puto!"..."Foste de férias para o Algarve?". Corria o mês de Abril, mas não era tempo de férias, nem mesmo as habituais férias da Páscoa. Estas e outras indagações do género eram legítimas. Afinal de contas, o "turista" acabava de regressar às aulas do secundário depois de 5 dias desaparecido e para tornar a coisa ainda mais enigmática, com um bronze invejável.
"Estive fora porque estive numa peregrinação: Fátima a pé...". Ao dizer isto, as vozes que até então procuravam saber o porquê da minha ausência, dividiam-se: uns, continuavam com perguntas trocistas; outros, ficavam admirados e procuravam saber mais coisas.
Fui uma criança que sempre andou de mãos dadas com a minha religião, indo à catequese e à missa. Fui um adolescente/jovem que, mesmo depois de terminar os anos de catequese, prosseguiu a sua caminhada cristã num grupo de jovens e a ir à missa e participar noutras actividades relacionadas com a Igreja. Sou um jovem/adulto que continua a participar nessas mesmas actividades - embora já não tanto como às vezes gostaria - e que, acima de tudo, continua a ir à missa, professando a sua Fé. Isto, para dizer que a relação religião-escola tem que se lhe diga. É complicado para uma criança dizer na escola porque é que vai todos os sábados à catequese, porque é que acompanha os pais à missa, porque é que reza...
Até este ano da minha faculdade, a discussão da religião poucas vezes tinha sido trazida à sala de aula. Talvez seja apenas coincidência mas em pouco mais de um mês de aulas, já debatemos umas 5 vezes em diferentes cadeiras aquilo que a igreja defende e o que a ciência diz, seja sobre a veracidade ou não da Teoria da Evolução das Espécies de Charles Darwin; as discussões sobre casamento na cadeira de Desenvolvimento em Contextos de Risco ou a intervenção do clero na Implantação da República Portuguesa (História). Não pondo em causa pontos de vista diferentes dos meus, a verdade é que muitas pessoas lançaram grandes bacoradas e demonstraram ignorância acerca do tema.
Veja-se ainda o que Saramago disse recentemente sobre a Bíblia: "a Bíblia é um manual de maus costumes, um catálogo de crueldade e do pior da natureza humana". José Saramago é claramente a nova Maitê Proença, pois tal como a brasileira não é um cidadão português (vive em Espanha) mas que vem a Portugal promover o seu trabalho e criticar negativamente o povo português, este maioritariamente católico.

Estatísticas...

A título de curiosidade, dizer que reparei no facto de esta estar a ser a 366ª postagem escrita no meu blog. Uma marca curiosa, pois significa que tudo aquilo que escrevi até hoje neste espaço ao longo dos últimos anos, corresponde nem mais nem menos que um ano, caso escrevesse em cada dia do ano apenas uma postagem, de forma ininterrupta. Interessante.