segunda-feira, 20 de abril de 2009

Vitória importante

Ontem obtivemos uma vitória importantíssima por 3-2, que aliada a resultados de terceiros nos relança na disputa por um lugar de subida, agora que faltam sete jogos para o fim da época. O primeiro e o segundo lugar dão acesso directo à subida de divisão, enquanto que o 3º lugar conduz a um play-off com o terceiro da outra série.
A vítima foi o Murteirense, uma terreola que fica ali para os lados de Loures, que provou um pouco do nosso "veneno" que é o facto de sermos a única equipa que ainda não perdeu em casa esta época. Temos o primeiro lugar ainda a uns bons 8 pontos de distância mas do terceiro apenas 5 e até ao fim ainda temos de jogar contra os actuais três primeiros classificados. É continuar a acreditar até ao fim.
Classificação
Pos.EquipaPJVEDGMGS

1Olivais Sul592718547041Jogos
2Camarate572718366936Jogos
3MTBA562717555725Jogos
4Murteirense542716655633Jogos
5Fut. Benfica B512715665539Jogos
6Carcavelos512715665934Jogos
7Cascais442712875241Jogos
8Caneças432712784536Jogos
9SC Sanjoanense3627113135143Jogos
10União Mercês3627113134345Jogos
11Oficinas São José352798104047Jogos
12Ponte Frielas342797114755Jogos
13Outurela222757154270Subiu 1 posições Jogos
14Malveira Serra222757152451Desceu 1 posições Jogos
15Frielas212749142552Jogos
16Pinheiro Loures202748152155Jogos
17Sintra Football192754182750Jogos
18Bobadelense162744193060Jogos

sábado, 18 de abril de 2009

Música da Semana

A música desta semana traz o melhor do que se vai fazendo em Portugal. Blasted Mechanism é uma das minhas bandas de eleição, e acabaram de lançar em Abril um novo álbum depois de "Sound In Light". Um género musical exótico, com bastantes inspirações espirituais/tribais e uma idumentária bastante original que fazem questão de utilizar em cada concerto. Entretanto mudaram de vocalista saíndo Karkov, o fundador da banda, por “já não ter energia para dar ao projecto” e entrou para o seu lugar Guitshu (ambos os nomes são fictícios). E por ser sábado e ter falhado novamente a música da semana à 4ª feira como deveria ser, deixo-vos não com uma, mas sim com duas músicas. A primeira música, do anterior álbum e ainda com o antigo vocalista: "New Assault". A segunda, está no novo cd "Mind at Large" e chama-se "Start to Move".


terça-feira, 14 de abril de 2009

Ribéry quer mesmo ser do Barcelona...


Esta imagem está muito boa. Franck Ribéry, na imagem com a camisola amarela, joga e bem, é preciso sublinhar, no Bayern de Munique. Embora esteja ligado contratualmente aos alemães, muito se fala do desejo do Barcelona e da vontade do próprio em se mudar para o colosso espanhol. A imagem é bem ilustrativa da pressão que o jogador andará a fazer na Baviera de forma a acelerar a sua saída já no fim desta época.
Se bem se recordam, recentemente tivemos em Portugal um caso semelhante ao de Ribéry embora a intenção fosse diferente. Na final do torneio do Algarve em que Benfica e Sporting normalmente participam, Manuel Fernandes vestiu a camisola que havia trocado com o amigo Miguel Veloso no final da partida entre ambos os clubes. Nessa altura, o acto foi visto como uma provocação por parte do jogador pelo facto de o clube se mostrar intransigente a uma transferência do jogador para o estrangeiro, que mais tarde veio mesmo a acontecer.

Adeus polegar negro, bem-vindo CU...C

Tenho a sensação de que este ano a Páscoa aqui por casa vai ser vivida mais intensamente do que o costume. Porque a Páscoa tem o seu dia festivo marcado para um domingo específico todos os anos mas ela perdura, pelo menos, até ao Pentecostes.
Voltando à minha ideia, receio bem que venha a ser crucificado pelo povo (leia-se pais) , e por muito que queira, Sandra Pilatos pouco ou nada poderá fazer para impedir tal acontecimento, tal a força dos argumentos apresentados pelo povo. Quase a chegar ao fim do meu 2º ano de licenciatura, fui finalmente inscrever-me na biblioteca da escola como leitor. Uma vergonha pessoal no meu percurso escolar e que nem deveria torná-la pública. Por outro lado, não se pense que o meu lado literário seja rudimentar e pouco trabalhado. A verdade é que sempre que precisei de livros alugados de lá, pedi a colegas meus de grupo para alugarem por mim.
Entro na biblioteca e entrego a ficha de inscrição.
Bibliotecária: - Olhe, aqui na "validade do B.I" por acaso não se enganou e pôs a data de hoje...?
Eu: - "Anh, não... essa é mesmo a validade do meu B.I".
Bibliotecária: "É que muitas vezes as pessoas confundem e metem a data a partir da qual o bilhete é válido..."
Voltemos então à minha "matança". Estive cerca de 15 dias de férias em casa, sem fazer praticamente nada. Me, Myself and the Playstation e o Pes 9. Alguns filmes de vez em quando... e umas quantas sonecas. Está claro que assim que os meus pais decobrirem que o meu BI caduca precisamente hoje e que não tratei de nada atempadamente durante as férias para a sua renovação, vai haver "molho".
Já tive a pesquisar sobre como adquirir o novo cartão, antes que seja acusado de irresponsabilidade. O tão badalado cartão único de cidadão custa 12 euros, e nas lojas do cidadão o tempo médio de espera para fazer um novo é tão grande, que existe um sistema na internet que permite pedir o agendamento para um dia, uma hora e uma loja do cidadão à escolha do freguês. Isto foi o que encontrei hoje no site da Loja do Cidadão de Odivelas:

Informação actualizada dia 14 de Abril, às 18:00h:
  • Distribuição de senhas temporariamente interrompida.
  • Última Senha a ser chamada – 217
  • Pessoas em Espera – 231
  • Tempo de Espera previsto para a Última Senha – 04:06:20
  • Tempo Médio de Espera na Última Semana – 02:45:00
Por certo não será preciso fazer as contas para ver a módica quantia que o governo amealha todos os dias com este novo cartão, isto tendo só o exemplo de uma loja do cidadão, faltando as restantes e ainda os registos civis onde também é possível obtê-lo.

sábado, 11 de abril de 2009

Tio babado

Por coincidência, amanhã domingo de Páscoa, o meu sobrinho faz meio ano de vida. Está um reguila, muito bonito e a crescer muito, mas muito rápido. Não demorará muito para poder começar a ir passear com ele ao jardim com a bola na mão. Já se ri muito com as palhaçadas e caretas dos tios, e até já começa a esticar os braços para mudar de colo. A partir de agora, vou começar a andar com um rebuçado no bolso...


A Páscoa na televisão

As televisões portuguesas padecem de um mal, que é a escassez de argumentos para entreter o público que querem atrair. Os mesmos filmes passam três e quatro vezes num ano, na esperança que haja pouca gente que se recorde de quando foi a última vez que esse filme passou. Os concursos, séries e telenovelas ou são importados ou são feitos com base em originais de outros países, que asseguram o sucesso do programa.
Para quem passou a sexta-feira em casa, certamente viu a estreia de "Sozinho em Casa", um filme que se desenrola no Natal (estamos na Páscoa?!) e que tem como personagem principal um jovem dos seus...6 anos, e que pelos dias de hoje deve andar já de bengala. Outro "erro" é a confusão religiosa: no Natal, costumam passar séries que retratam a morte e ressurreição de Cristo, e agora na Páscoa passam a história de Maria ou o nascimento de Jesus. Só um pouco mais de qualidade, por favor.

Música da Semana

Pelo desleixe das férias, não tenho postado com tanta frequência. Ao mesmo tempo, durante esta semana santa, decidi igualmente jejuar de alguns dos poucos vícios que vou tendo. Um deles é comum a quase todos os jovens dos dias de hoje, a navegação na internet.
A Semana Santa recria todo o caminho feito por Jesus para a Cruz. No meio do seu sofrimento, encontramos a alegria de viver pois sabemos que Ele se entregou por nós, para dar a Vida ao Mundo. Desde a Última Ceia até à sua ressureição que amanhã celebraremos, passando pela prisão no Monte das Oliveiras e o julgamento final diante de Pilatos.
Este é um período dedicado à conversão, ao perdão pessoal e ao perdão de aqueles que não amamos tanto. Que a música desta semana sirva de apoio à oração, ou então simplesmente para uma reflexão pessoal daquilo que podemos mudar em nós, que nos faça cada vez melhores pessoas. "In manus tuas, Pater" ("Nas tuas mãos Senhor, entego o meu espírito").

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Habilitações

Ontem fui ver o meu Benfica jogar à Reboleira, casa do Estrela da Amadora, um reduto sempre complicado. Reconheço que foi com alguma (pouca!) angústia que torci pelo meu eterno Benfica. Os jogadores de futebol ganham balúrdios, não haja dúvida. Mas também para quem está habituado a "tê-lo certinho" ao fim do mês e de repente ficar sem receber praticamente nada durante largos meses, e ainda assim continuar com um grande empenho e dedicação é obra.
Não tenho memória de alguma vez ter assitido a um jogo que ficasse decidido com golos oriundos de 3 penalidades. Uma exibição muito fraca do Benfica, talvez mesmo das piores desta época. A "emoção" dessa noite de domingo veio então a das bancadas. Primeiro com as claques do Benfica a demonstrar que são capazes do melhor e do pior: primeiro, a gritar bem alto "Paguem aos homens!" em protesto ao incumprimento salarial da direcção do Estrela, e passados poucos minutos uma triste e lamentável provocação ao guarda-redes Nélson: "Nélson otário, não recebes o salário". Na bancada onde me encontrava, duas filas acima e um pouco mais desviados para a minha direita estava um casal dos seus 50 e alguns anos. A particularidade: a mulher exibia com toda a naturalidade um cachecol do... Futebol Clube do Porto! "Ora bem, hoje é um Estrela-Benfica... o que hei-de levar para combinar com a minha ropua? Um cachecol do Porto!" - deve ter pensado ela.
Vivemos num país em que a liberdade de expressão felizmente impera à já uns valentes anos, mas há que se saber estar. A mulher habilitou-se a levar uma galheta dos adeptos do Benfica, isto porque não só trazia o cachecol ao peito como primeiro o marido, e depois ela, levantaram o cachecol e abanaram-no gritando Porto em jeito de provocação. Felizmente a polícia apareceu, e tomou a decisão mais correcta de a levar para outro sector do estádio de imediato. Ás vezes, as pessoas simplesmente não se "tocam".
Começou a segunda parte e foi ver mais do mesmo. O Estrela a carregar, o Benfica a dormir. Para terminar deixo um bonito golo conseguido por um jogador do Wolfsburgo na vitória por 5-1 freten ao Bayern de Munique este fim-de-semana, os mesmo que eliminaram o Sporting num total de 12-1 na Liga dos Campeôes. Houvessem golos como estes em Portugal, e certamente teríamos mais público a ir aos estádios, não só para ver a sua equipa jogar mas pela paixão pelo desporto.

sábado, 28 de março de 2009

Semana de estágio e Música da Semana

Agora que cheguei ao fim da semana intensiva de estágio, trago dentro de mim a certeza de que, apesar de terem sido somente 5 dias, estes contribuíram grandemente para a minha formação pessoal. Estou convicto de esta ter sido uma das melhores experiências que já vivi, devido a muitas razões: o facto de esta ser (cada vez mais) a profissão que eu quero envergar; por ter entrado pela primeira vez num jardim de infância, assistido e colaborado no decorrer das actividades; por ter ficado num agrupamento de escolas pertencentes à minha cidade e por isso sentir que aprendi ainda mais sobre a minha "casa".

1º Dia - Visita à EB 2,3 Pedro D'Orey da Cunha (Damaia)

O primeiro dia de estágio. Algum nervosismo pairava no ar entre todos, se bem que nervosismo talvez não seja a palavra mais apropriada. Troco-a por ansiedade. Fomos bastante bem recebidos pelos professores locais, que não se pouparam em esforços para nos dar a conhecer a organização escolar, os projectos e parcerias com outras instituições em que se encontram inseridos. Neste primeiro dia, apenas a lamentar a falta de oportunidades para observar in loco uma aula do 2º ciclo. Apenas tivemos a oportunidade de observar uma aula do 7º ano dedicada à entrega dos testes.

2º e 3º Dia - EB/JI Alice Vieira (Buraca)

As expectativas para estes dias estavam bem mais elevadas que as criadas para o dia anterior. A razão disso acontecer, tinha a ver com o facto de irmos observar uma sala de jardim de infância. Chegámos perto das 9 horas, coincidindo com a hora a que geralmente os pais vão deixar as suas crianças. Conhecemos a professora Açucena, uma educadora muito prestável que nos acompanhou durante os dois dias em que lá estivemos, dando a conhecer os diferentes espaços que a escola dispôe, bem como do perfil da sua turma à medida que as crianças iam chegando.
A sala Azul, o nome da nossa sala, tinha 21 crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 6 anos. Conhecemos o "terrorista" Luís António e o seu inseparável amigo Tiago, as bonitas Beatriz e Paula, ou ainda heartbreaker Bernardo: "Eu estou a ficar apaixonado por aquela!"(apontando para uma colega minha). No entanto, a minha atenção foi direccionada para o Ousmane, um menino senegalês que veio para Portugal em Janeiro deste ano, mas que fala um português de fazer inveja a muitos meninos portugueses da sua idade. E é um senhor em ponto pequeno, demonstrando uma enorme disciplina e respeito por si e pelos outros.

4º e 5º Dia - EB/JI Cova da Moura (Damaia)

Como o nome da escola dá a entender, esta é uma escola que funciona no interior do problemático bairro da Cova da Moura. Combinámos na escola onde havíamos estado no primeiro dia de estágio, de modo a ser conduzidos por um responsável da escola na subida para o bairro.
Vivo paredes-meias com o bairro da Boba, e é raro o dia em que não passo ao lado da Quinta da Lage ou o de Santa Filomena, mas admito que o bairro da Cova da Moura é aquele bairro que impõe muito respeito a qualquer um, e eu não fui excepção. Tanto mais que eu era o único rapaz num grupo de 5 pessoas, não contanto com o homem que nos ensinou o caminho para lá.
Já no cimo do bairro, começamos uma descida íngreme que nos leva à escola. Ao fundo da rua é possível ver dois homens encostados à parede e a serem revistados pela polícia, uma imagem que dificilmente esquecerei, ali tão perto de um local em que cerca de 250 crianças crescem e aprendem para um dia mais tarde serem bons homens e mulheres.
Estes dois últimos dias de estágio foram os mais fortes, psicologicamente falando. E eu já sabia de antemão que muito provavlemente o iriam ser. Esta é uma belíssima escola, capaz de fazer frente a muitas outras escolas situadas em ambientes bem menos inóspitos, capaz de fazer esquecer por completo o mundo que fica para lá dos portões da escola. Conhecemos crianças carenciadas, mas com uma enorme vontade de aprender. Reencontrei o David, a criança mais problemática do meu praia-campo do ano passado, e gostei bastante de o ver e saber como está o pequenino Samuel e o irmão mais velho, o Cláudio. Gostei de conhecer o refeitório que nos oferece uma vista maravilhosa e única da Amadora, Odivelas, Lisboa e que vislumbra ao longe Loures. Gostei de abraçar cada criança que veio ao meu encontro em busca de um momento de afecto e de pertença, de ajudar a Thaíssa a pintar os seus ovos da Páscoa, de ouvir o Rafael dizer "Eu nasci a gostar do Benfica!"; de ajudar as professoras a encher balões com semesnte no interior, para serem lançados para o céu pelas crianças de modo a marcar o começo da Primavera.
Vi crianças com o Magalhães na mão, enquanto os companheiros seguravam umas colunas que tocavam música via media player, vi outro com um leitor de dvd portátil na hora do recreio, recebi massagens capilares do Osmar, como consolo do meu cabelo ser pequeno e por isso não poder fazer umas tranças como as lindas tranças da Verónica, da Lara e de quase todas as meninas da turma do 1º ano que acompanhei.

Calhar em sorte no agrupamento de escolas da Damaia foi sem dúvida o melhor que podia ter acontecido para a minha semana intensiva de estágio de observação que, felizmente, conseguiu ir além da simples observação à interacção com as crianças. Saio desta semana com o coração cheio, de ter dado muito e recebido ainda mais de todas as crianças com que recordei as brincadeiras de escola, as fichas de avaliação, as pinturas na sala de aula, o aprender a ler e a contar. Porque esta é a vida que eu escolhi.

A música da semana está ligada a estes dias e por isso surge hoje no mesmo post. "Mika - "Any Other World".

In any other world
You could tell the difference
And let it all unfurl
Into broken remenance

Smile like you mean it
And let youreself let go

Cos its all in the hands
Of a bitter bitter of man

Say goodbye to the world
You thought you lived in
Take a bow
Play the part
Of a lonely lonely heart
Say goodbye to the world
You thought you lived in
To the world you thought you lived in

I try to live alone
But lonely is so lonely
So human as I am
I had to give up my defences

So I smile and try to mean it
To make myself let go

Cos it's all in the hands
Of a bitter bitter man

Say goodbye to the world
You thought you lived in
Take a bow
Play the part
Of a lonely lonely heart
Say goodbye to the world
You thought you lived in
To the world you thought you lived in

Cos it's all in the hands
Of a bitter bitter man

Say goodbye to world
You thought you lived in
Take a bow
Play the part
Of a lonely lonely heart
Say goodbye to the world
You thought you lived in
Say goodbye to the world
You thought you lived in
Say goodbye to the world
You thought you lived in
Say goodbye to the world
You thought you lived in
Say goodbye to the world
You thought you lived in

To the world you thought you lived in

In any other world
you could tell the difference

quinta-feira, 19 de março de 2009

Partidas

Depois de verem este filme, provavelmente vão pensar duas vezes antes de tramar o vosso amigo. São dois amigos, os intervenientes principais do vídeo: um rapaz de óculos e outro loiro. O vídeo começa com uma partida de baseball, em que o rapaz loiro pede, perante milhares de espectadores, a namorada em casamento através de uma surpresa no ecrã gigante do estádio. Até aqui tudo bem, não fosse o facto de ter sido o amigo dos óculos a ter a ideia em vez dele. Vejam agora, o que faz o rapaz loiro para se vingar da esperteza do companheiro...

O dia em que São Brás parou

É muito provável que a minha terreola tenha recebido na terça-feira, uma das ou até mesmo a mais importante visita de toda a sua história enquanto freguesia. Para os mais desatentos, os reis da Jordânia estiveram de visita ao nosso país e entre vários acontecimentos, a raínha Rania da Jordânia (mais umas poucas palavras davam para fazer um "rato roeu a rolha"...) visitou a escola básica que eu frequentei. A razão da visita prendeu-se com o facto de a escola Miguel Torga apoiar a inserção de jovens carenciados em vários projectos, entre eles o da Orquestra Geração, o principal motivo da visita de Rania - muito ligada ás causas que envolvem a ajuda a crianças e jovens. Sem dúvida que esta visita é um marco importante, não só para a comunidade de São Brás como para todas as crianças que puderam ver de perto uma raínha que se deslocou à escola exclusivamente para vê-los.

Música da Semana

Para a escolha da música desta semana muito contribuiu a televisão, mais concretamente a publicidade que nela passa constantemente. Falo de uma música que aprecio bastante e, apesar de não ser certamente das músicas mais melódicas, tem uma mensagem interessante subjacente. Para além de fazer parte do novo spot da Galp, podemos ainda encontrar esta música no filme "Donnie Darko". "Mad World" - Gary Jules.


All around me are familiar faces
Worn out places
Worn out faces
Bright and early for the daily races
Going no where
Going no where
Their tears are filling up their glasses
No expression
No expression
Hide my head I wanna drown my sorrow
No tomorrow
No tomorrow
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
Mad world

Children waiting for the day they feel good
Happy birthday
Happy birthday
And I feel the way that every child should
Sit and listen
Sit and listen
Went to school and I was very nervous
No one knew me
No one knew me
Hello teacher tell me what’s my lesson
Look right through me
Look right through me
And I find it kind of funny
I find it kind of sad
The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had
I find it hard to tell you
I find it hard to take
When people run in circles its a very very
Mad world
Mad world
Enlarging your world
Mad world

Bola prá frente...

Quando os conflitos "profissionais" surgem (profissionais entre aspas porque ainda não os tenho no exercício de uma profissão) é sempre aconselhável agir da melhor forma possível para que eventuais relacionamentos que possam subsistir daí para a frente não sofram recaídas, as famosas "indirectas" ou até mesmo um colapso total.
Hoje foi o dia do primeiro conflito do semestre, por diversas razões. Ocorreu uma "ruptura do grupo", fazendo minhas as palavras que o professor disse quando fui falar com e expôr a situação. Dois elementos trabalham para si, ignorando os outros dois elementos.
Não há crise. Um pouco de determinação e frontalidade foi o que bastou para formar não um novo grupo mas um par com a minha colega. É o voltar à estaca zero depois de termos feito quase metade do trabalho enquanto grupo, mas as coisas andam a correr bem e acredito que o produto final ficará muito bom. Agora respira-se fresh air, estão a ver?

quinta-feira, 12 de março de 2009

Como o povo português é saudosista...

Três dias seguidos com um cheirinho a Verão deixam logo os portugueses todos malucos. Enquanto que eu não arrisco ainda uma t-shirt, preferindo as long sleeves porque "de manhã e à noite tá sempre frio", muita gente foi já ao fundo do baú buscar as camisolas de alças, os tops e até mesmo os chinelos de enfiar no dedo. Tudo bem, estava calor mas estavam uns 24/25 graus no máximo, nada comparado à brasa que se faz sentir no pico do Verão. Queria ver como faziam essas pessoas se eventualmente hoje chovesse. A música dos Fúria do Açúcar diz que "na Primavera os pólens andam no ar" e "no Verão as roupas ficam menores". Acho que este ano, mais uma vez, as estações vão andar trocadas...

Estágio

Chega de lamúrias sobre a inexistência do estágio da faculdade porque ele pode ser curto, intensivo e só de observação, é um facto, mas ao mesmo tempo há que louvar a sua realização. Asemana intensica será de 22 a 26 deste mês, embora possamos dedicar daqui em diante as 4as feiras para visitas à escola.
A sorte dos três agrupamentos de escolas destacados para a minha turma poderiam levar o meu grupo a um de três tipos de ensino: Colégio Sta. Maria que fica situado na Lapa, e que é certamente um colégio "de bem"; o agrupamento de escolas Professor Galopim Carvalho, situado em Queluz/Belas que deve apresentar um sistema educativo razoável e por último o agrupamento de escolas da Damaia, conhecido de todos nós pelas mais variadas razões.
Por sorteio, calhou-me ficar no agrupamento que eventualmente é aquele que conheço melhor dos três possíveis. Fiquei na Damaia, e durante uma semana vou experenciar e observar dois dias de ensino pré-escolar, outros dois de ensino no 1º Ciclo e um dia de ensino do 2º Ciclo. Isto, porque até à data, a frequência do curso permite-me deixar em aberto qual é a "especialidade", digamos assim, que vou pretender exercer, embora no meu caso sinta que estou com uma inclinação de 90% para a educação pré-escolar.
Mas o estágio, entre outras funções, serve mesmo para isto. Tornar possível a experimentação real de situações que ajudem os alunos a escolher firmemente o caminho que pretendem seguir.

Música da Semana

Para esta semana escolhi uma música da qual retiro pessoalmente duas perspectivas. A música é "I Don´t Feel Like Dancing" dos Scissor Sisters, pois o título reflecte um pouco o meu estado de espírito após um mês de segundo semestre. As coisas na faculdade (leia-se trabalhos) andam estranhamente calmas, e têm sido poucos os trabalhos até ao momento, ou seja, eu não me tenho sentido a dançar... na corda bamba. A outra perspectiva com que encaro esta música é decorrente da primeira. A pouca actividade escolar fez com que pudesse inclusivamente participar num torneio de SingStar na escola. Fui é eliminado com a minha parceira logo na primeira ronda... esta música faz parte de um dos cd's do SingStar.


Wake up in the morning with a head like what you done?
This used to be the life, but I don't need another one
You like cutting up and carrying on you wear them gowns
So how come I feel so lonely when you're up getting down?

So I'll play along when I hear that special song
I'm gonna be the one that gets it right
You'd better know when you're swinging 'round the room
Looks like magic's only ours tonight

But I don't feel like dancin' when the old Joanna plays
My heart could take a chance but my two feet can't find a way
You'd think that I could muster up a little soft shoe gentle sway
But I don't feel like dancin' no sir no dancin' today

I don't feel like dancin', dancin'
Even if I find nothing better to do
Don't feel like dancin', dancin'
Why'd you break it down when I'm not in the mood?
Don't feel like dancin', dancin'
I'd rather be home with the one in the bed till dawn with you

Cities come and cities go just like the old empires
When all you do is change your clothes and call that versatile
You got so many colors it'd make a blind man so confused
So why can't I keep up when you're the only thing I'd lose?

I'll just pretend that I know which way to bend
I'm gonna tell the whole world that you're mine
Please understand when I see you clap your hands
If you stick around I'm sure that I'll be fine

But I don't feel like dancin' when the old Joanna plays
My heart could take a chance but my two feet can't find a way
You'd think that I could muster up a little soft shoe gentle sway
But I don't feel like dancin' no sir no dancin' today

I don't feel like dancin', dancin'
Even if I find nothing better to do
Don't feel like dancin', dancin'
Why'd you break it down when I'm not in the mood?
Don't feel like dancin', dancin'
I'd rather be home with the one in the bed till dawn with you

You can't make me dance around
But your two-step makes my chest pound
Just lay me down
As you float away into the shimmer lights

But I don't feel like dancin' when the old Joanna plays
My heart could take a chance but my two feet can't find a way
You'd think that I could muster up a little soft shoe gentle sway
But I don't feel like dancin' no sir no dancin' today.

I don't feel like dancin', dancin'
Even if I find nothing better to do
Don't feel like dancin', dancin'
Why'd you break it down when I'm not in the mood?
Don't feel like dancin', dancin'
I'd rather be home with the one in the bed till dawn with you.

sexta-feira, 6 de março de 2009

"Tu és rato..."

O Jason é um colega que tenho no Fó-fó. Deve o seu nome ao facto de ter nascido na África do Sul, mas vive em Portugal muito por culpa de ter família que é portuguesa. Apesar disso, vive sozinho em Lisboa, enquanto que os pais vivem na África do Sul. Mas também não é para falar da vida pessoal dele que estou a escrever agora.
Já por algumas vezes lamentei neste espaço as diferenças a nível de regalias e/ou benefícios que existem entre a equipa A e a B. Passam agora uns dois meses e meio da altura em que a história que tenho para contar começou e que seria bastante digna de fazer parte do alinhamento de um "Nós por Cá" ou melhor ainda, de um "Liga dos Últimos".
A equipa A normalmente treina no relvado. Mais largo, mais "fofinho", mais natural, bem tratado. As restantes equipas de formação, bem como a equipa B, dividem o já de si pequeno, relvado sintético. Acontece que este ano o inverno foi, como todos podemos observar e até mesmo sentir, muito rigoroso e o relvado natural sofre visivelmente as consequências ficando todo enlameado e impróprio para o treino. Então, o que fazer? Vão os "A" treinar para o sintético "despejando" os que habitualmente lá treinam. A equipa B vai treinar para um ringue de futebol de cinco que pertence ao clube e que também é sintético - embora seja tão ou mais fino que aqueles tapetes que há nas portas das casas a imitar relva natural - e aí volta novamente a aparecer o Jason. Uma entrada mais dura e "fora de tempo", fá-lo embater com a canela na tabela. Resultado: um corte profundo e a necessidade de ir ao hospital acabando por levar pontos.
Ninguém da direcção se mexeu. Teve que chamar um táxi e ir sozinho, apesar de ser responsabilidade do clube acompanhá-lo. Desde então, tem ido frequentemente à sala da direcção para reclamar os cerca de 30 euros que gastou em táxis e no hospital e todos lhe dão a tanga. "pagamos-te depois, depois..." Fosse ele jogador da equipa A e nada disto teria jamais acontecido.
Vai daí, a estratégia muda: "ora bem, se não me pagam as despesas, vão começar a pagar em géneros", deve ter pensado ele. Na quarta-feira, quem entrasse no balneário podia ver num dos cabides um galhardete antigo e grande do Sporting que ele tirou da sala de estar do clube onde estão expostos nas paredes cachecóis, vários galhardetes e alguns troféus de torneios e outros jogos. Diz que vai começar a levar um por dia.
Estou de saída para o treino, e parto na expectativa de saber qual é que ele vai levar hoje...

Música da Semana

Katie Melua - "If You Were a Sailboat".

If you're a cowboy I would trail you,
If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
If you're a river I would swim you,
If you're a house I would live in you all my days.
If you're a preacher I'd begin to change my ways.

Sometimes I believe in fate,
But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.

If I was in jail I know you'd spring me
If I was a telephone you'd ring me all day long
If was in pain I know you'd sing me soothing songs.

Sometimes I believe in fate,
But the chances we create,
Always seem to ring more true.
You took a chance on loving me,
I took a chance on loving you.

If I was hungry you would feed me
If I was in darkness you would lead me to the light
If I was a book I know you'd read me every night

If you're a cowboy I would trail you,
If you're a piece of wood I'd nail you to the floor.
If you're a sailboat I would sail you to the shore.
If you're a sailboat I would sail you to the shore



segunda-feira, 2 de março de 2009

Finalmente amochei

Depois de alguns dias de estudo, aliados ao facto de a TMN ter resolvido aumentar as tarifas de chamadas, sms's e mais alguma coisa agora em Março, resolvi aderir ao Tmn Moche. A namorada também já o era, e são muitos os amigoas que também o utilizam. Assim sendo, rendi-me ao Moche também. Por isso, amigos e/ou família: se és moche poderemos a partir de agora amochar sempre que quisermos.

sábado, 28 de fevereiro de 2009

Reaprender a falar

Por extes dias, ando a reaprender a falar. Não por extar habituado a falar inglês depois dos dias que paxxei em Inglaterra, mas xim porque durante algum tempo vou usar aparelho dentário para corrigir a posição dos meus dentes . Vai cuxtar um pouco, principalmente ao nível da fala. Este aparelho que tenho agora, não é como os mais comuns ainda. Mais lá para a frente, as dores certamente também vão ser um obstáculo mas não quero ainda pensar nisso. Uma conclusão após os dois primeiros dias com aparelho: a vida é feita de adaptações... e sacrifícios.

Viagem a Londres

Regressei de Londres na terça-feira de manhã, mas o retorno à rotina bem portuguesa fez com que só agora conseguisse relatar alguns momentos desta viagem muito boa que fiz com a Diana. Londres é uma cidade muito bonita e bastante vasta, harmoniosa e com uma organização bastante peculiar.

Dia 1:

Com o voo da British Airways agendado para as 7h30m da manhã, foi bem cedo que nos levantámos para fazer o check-in no aeroporto atempadamente. No autocarro a caminho do avião, vejo perdido na estrada algo que se assemelhava bastante à minha mala.
Por volta das 10h estávamos a aterrar em Heathrow. Daí, fomos levantar as bagagens, e a minha mala foi a primeira a sair. Menos sorte teve a Diana, pois a mala dela vinha com a pega partida e o fecho semi-aberto, apesar de os fechos terem cadeados. Resta saber se isso aconteceu pela falta de cuidado de quem as transportou ou por tentativa de roubo. Penso que terá sido pelas duas razões. Felizmente conseguimos remediar o fecho e notámos que não faltava nada.
Iniciámos então a nossa primeira exepriência na elaborada rede de transportes de Inglaterra, rumo a Paddington. Depois, trocar para outra linha e sair em Willesden Junction, onde nos esperava o primo da Diana para nos acompanhar e ensinar o caminho de casa a partir dali. (Nota: durante os dias que lá estivemos, ficámos em casa da prima da Diana, em Wembley. Uma prima brasileira que vive com o marido à três anos em Londres.)
Deixámos as malas em casa e almoçámos no sempre económico Macdonald's local. De seguida, partimos à descoberta do centro de Londres. Apanhámos o metro até Oxford Circus, que nos levou até à Oxford Street, uma rua bastante comprida e repleta de lojas, o que faz dessa rua uma das mais movimentadas de Londres. Descemos depois a Charing Cross Road, através do bairro de Soho, que fica adjacente ao sobejamente conhecido bairro de Chinatown. Aqui, podemos não só encontrar pessoas de várias raças, com particularidade para os chineses, como também é uma das zonas de Londres mais ricas em casas de espectáculos, como teatros e cinemas.
(Uma casa de espectáculos do Soho)(Picadilly)

Fomos dar à rua de Picadilly, também ela uma rua bastante movimentada. Os anúncios luminosos, conferem a esta rua um especial interesse e movimento, principalmente à noite. Descemos então pela rua abaixo, aonde fomos dar a um dos primeiros centros de interesse de Londres: a Trafalgar Square. É uma espécie de Marquês de Pombal de Londres, tendo a National Gallery por trás, e a partir dessa praça foi possível avistarmos ao fundo pela primeira vez o Big Ben.

(Trafalgar Square)

Voltámos a subir um pouco e fomos dar a Covent Garden. Fomos ao Apple Market, um mercado tradicional que ocorre numa rua desse bairro. Espectáculos de rua são frequentes neste tipo de mercados. Com a tarde a acabar, e a noite a começar a aparecer, fomos em direcção a Holborn pois aí ficava a estação de metro mais perto para regressarmos a casa, do ponto em que nos encontrávamos. Pelo caminho, avistámos num dos nossos muitos mapas que estávamos perto de Portugal Street, e decidimos fazer um pequeno desvio para tirar uma foto como recordação. Um primeiro dia, em que também por ser isso mesmo, nos fartámos de andar.

Dia 2:

Levantámo-nos bem cedo, e começámos o dia com a visita ao Castelo de Windsor. De todas as atracções de Londres, esta é aquela que fica mais longe da cidade e é igualmente uma das atracções que tanto eu como a Diana gostámos mais de conhecer. É um castelo enorme que fica na vila pacata de Windsor e que serve de casa de férias à família real. Tivemos a sorte de chegar ao castelo à hora em que normalmente a guarda faz a rendição, e assistimos atentamente à "exibição" dos soldados com os seus famosos capacetes forrados a pele de urso.

(Castelo de Windsor)(Render da guarda)

Depois de almoçar no sempre económico Macdonald's, regressámos de Windsor e decidimos "atacar" novamente o centro de Londres. Descendo o Hyde Park, onde procurámos o famoso Speaker's Corner mas não vimos nada para além de esquilos que vinham até bem perto de nós, fomos dar ao Wellington Arch, um arco semelhante ao arco do Triunfo em França, mas não menos famoso que este último. Seguindo essa rua em frente, fomos dar ao palácio de Buckingham, residência oficial da Rainha de Inglaterra. Uma tremenda desilusão tanto para mim como para a Diana, pois o edifício só não passa completamente despercebido, pelo número de elementos de segurança e pelos muitos turistas que constantemente tiram fotos à frente do portão.

(Wellington Arch)(Big Ben visto a partir do London Eye)

Apesar de a caminhada até então ter sido longa, enchemo-nos de força e vontade a ainda fomos a pé até ao Big Ben e a Houses of Parliament (equivalente à nossa Assembleia da República). Pausa para algumas fotos, e passando pela Westminster Bridge, fomos andar no London Eye. O London Eye é uma roda gigante construída para celebrar a passagem do milénio que se tornou muito famosa. Cada cabina tem capacidade para 25 pessoas, e em cerca de 30 minutos é possível ter uma panorâmica única muito bonita de Londres num raio de cerca de 40 kms em todas as direcções.
Desejosos de experimentar os típicos autocarros de dois andares, fizemos parte do regresso a casa num deles e depois de metro.

Dia 3:

Este dia foi diferente dos anteriores por vários motivos. Primeiro, porque sendo sábado, as atracções principais estavam fechadas ou repletas de filas, pois não são só os turistas que procuram conhecer o que Londres tem para oferecer. É muito comum ver um inglês com um mapa da rede de metro, tal a complexidade da mesma. Em segundo lugar, teríamos a companhia dos primos para conhecer mais alguns locais de Londres. Apesar de não termos combinado, acabámos por fazer o que eu e a Diana tinhamos planeado para esse sábado.
Dormimos até mais tarde, e por volta da hora do almoço saímos rumo a Notting Hill, bairro onde foi filmado o famoso filme "O Diário de Bridget Jones". Fomos a Portobello Road, onde todos os sábados se realiza um mercado nas ruas que vende de tudo um pouco, desde roupas a antiguidades. A azáfama era muita.
Daí, apanhámos o bus e seguimos para o outro lado da cidade. Chegámos a Camden Town, que possuí igualmente um mercado bastante famoso. No entanto, enquanto que o mercado de Portobello é bastante mais tradicional, o mercado de Camden reúne duas épocas distintas: o regresso a uma era medieval, mas também a uma época bastante progressiva. É comum nesta zona encontrar bastantes punks, e é aconselhável não olhar discaradamente para eles nem tão pouco tirar fotografias, pois eles são bastante conflituosos. Existe inclusivamente uma loja nesse mercado, chamada Cyberdog que vende roupas hiper-fluorescentes e todo o tipo de materiais mais esquisitos que se possam imaginar.
(Entrada da loja Cyberdog)

Dia 4:

Começámos o dia com uma vista mais aproximada do estádio de Wembley que ficava a 5 minutos da nossa casa. Decidimos aproveitar o facto de ser domingo, para visitar a St. Paul's Cathedral que fica na zona este de Londres denominada City. Esta é a área mais recente de Londres e é constituída por prédios muito altos e modernos. é também a zona mais empresarial de Londres. A caminho de lá, íamos folheando um livro e vimos que a catedral estava fechada. Por sorte, ainda nem a metade do caminho estávamos.
Optámos então por arriscar a visita ao museu da cera Madame Tussaud. É um museu muito giro, que reúne imagens em cera de muitas personalidades famosas das mais variadas áreas. George Clooney sentado à mesa, Nicolas Cage ao lado de Morgan Freeman, os Beatles e o Bob Marley, o Papa João Paulo II ou ainda o "nosso" José Mourinho. Na política, destaque para o recém chegado Barack Obama (com o qual tirámos algumas fotos).
À tarde, decidimos ir à margem Sul do rio Tamisa e começámos por visitar o Shakespear Globe Theatre. Um teatro muito bonito e diferente dos tradicionais, pelo facto de não possuir telhado. Por isso mesmo, só recebe espectáculos durante os meses em que as temperaturas são mais convidativas. De seguida, visitámos o HMS Belfast, um antigo navio de guerra inglês que está atracado em frente à Tower Bridge.
Vimos ainda e atravessámos a Tower Bridge, bem como a Tower of London. Nesse cais, apanhámos um barco que nos levou até à vila de Greenwich, famosíssima pelo meridiano que alberga.
(Recepção real no meio do Madame Tussaud)

Dia 5:

Este dia, o último da nossa estadia em Londres, foi dedicado a visitar os "restos", ou seja, tudo aquilo que não conseguimos ver nos dias anteriores. Começámos então pelo palácio de Kensigton, morada da Princesa Diana durante os anos em que esteve casada com o Príncipe Carlos.
Descendo depois uma rua, apanhámos o bus e fomos para uma visita guiada a Stamford Bridge, estádio do Chelsea. Apesar de não ter assistido a nenhum jogo do campeonato inges, gostei muito de visitar a casa de alguns jogadores portugueses e que já foi também do Mourinho.
Voltámos depois a atravessar a cidade toda para visitar a última atracção planeada por nós e que estava em falta: a St. Paul's Cathedral. É uma igreja imponente, que possuí uma das maiores cúpulas do mundo. è possível subir até ao cimo, desde que se tenha força nas pernas para subir as escadas em espiral que nos fazem subir até uns belos 55 metros do chão. para baixo, posso afirmar que é bem mais fácil. Do exterior da cúpula, é possível obter uma vista maravilhosa em todas as direcções.
Depois dessa última visita, hora para comprar algumas recordações e voltar a casa para preparar as malas para o regresso no dia seguinte.
(Estádio do Chelsea)(St. Paul's Cathedral)

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2009

Música da Semana

Eis que chega a tão aguardada viagem a Londres! Daqui a algumas horas já estarei em solo britânico, a espalhar a magia do meu inglês por onde quer que passe. Por estar prestes a fazer essa viagem, esta foi a música que me veio logo à cabeça. Nada melhor que um "Landing in London" dos 3 Doors Down para espelhar as expectativas desta enorme (huge!) cidade e tudo aquilo que ela tem para oferecer aos camones Rui e Diana.
Despeço-me por alguns dias. Até ao meu regresso, o qual certamente será com uma grande vontade de partilhar um pouco da experiência com todos vocês.

I woke up today in London
As the plane was touching down
And all I could think about was Monday
Maybe I'd be back around
If this keeps me way much longer
I don't know what I would do
You've got to understand it's a hard life,
that I'm going through

And when the night falls around me
And I don't think I'll make it through
I'll use your light to guide the way
All I think about is you

And L.A. is getting kind of crazy
And New York is getting kind of cold
I keep my head from getting lazy
I just can't wait to get back home

And all these days I spend away
I'll make up for this I swear
I need your love to hold me up
When it's all to much to bear

And when the night falls around me
And I don't think I'll make it through
I'll use your light to guide the way
All I think about is you

And all these days I spend away
I'll make up for this I swear
I need your love to hold me up
When it's all to much to bear

And when the night falls around me
And I don't think I'll make it through
I'll use your light to guide the way

All I think about is you

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Stomp

Fui ver os Stomp ao Auditório dos Oceanos do Casino Lisboa, e tenho a dizer que é um espectáculo simplesmente fabuloso.
Amante da música em geral, aprecio particularmente todos os estilos musicais que estejam relacionados com percussão. Desde que, à uns bons anos atrás, os Safri Duo lançaram uma das suas música mais famosas, intitulada "Played A Live" - que ainda ouvimos muitas vezes nos intervalos de um jogo de futebol, ou noutros eventos que envolvam grandes massas - que este grupo passou a ser uma referência para mim neste género musical.
Desde este domingo passado, essa opinião alterou-se. Os Safri Duo são bons. Os Stomp são tremendamente muito bons, diria até melhores que os Safri Duo porque não só são músicos como também grandes actores e durante o espectáculo acabam por fazer de tudo um pouco. Houve momentos do espectáculo em que dava por mim completamente perplexo, tal a envolvência que conseguem imprimir no público. Ver os Stomp é muito mais do que aquilo que já tinha ouvido dizer: "eles conseguem fazer sons com todo o tipo de materiais...". De facto, é estupendo como eles conseguem produzir sons com tubos de borracha, isqueiros, caixas de fósforos, lava-loiças, com as vassouras, entre outrosm e de forma tão coordenada entre eles. Mas para mim, é igualmente um espectáculo que consegue reunir movimento, uma combinação de luzes e sons fantástica, e ainda uma componente cómica ao longo de toda a sessão.
Este é sem dúvida um dos espectáculos que gostei mais dos que já assisti até hoje. Recomendo-o vivamente a todos, pois vale mesmo a pena. Têm é que aguardar por novo regresso dos Stomp , pois a sessão a que fui marcou a última actuação em Lisboa. Seguem agora para o Porto para mais uns quantos espectáculos. Por fim, deixo-vos com um "cheirinho"...

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Atracções

Vem aí um período recheados de eventos pessoais que me deixam ainda mais animado para o dia-a-dia que o habitual. A começar pelo sábado, o jantar de aniversário do grande e bom amigo Miguel Coelho seguido do último dia das festas de São Brás (são todos convidados a aparecer). No dia seguinte, a ida ao espectáculo dos Stomp que creio ser a última actuação deles em Lisboa antes de partirem para o Porto (presente aniversário antecipado, da Diana).
De hoje a uma semana, ou seja, na próxima 5ºa feira viajo para terras de Sua Majestade passear com a Diana à descoberta de Londres. Uma oportunidade que eu não chamaria de única, mas que talvez fosse bastante mais difícil de a realizar daqui a uns tempos. Porque o jovem tem de aproveitar enquanto é jovem.

Música da Semana

Foram já algumas as vezes em que Jason Mraz foi protagonista da "música da semana". Hoje volta a sê-lo, dividindo desta vez o protagonismo com Colbie Caillat. Uma agradável combinação destes dois cantores, materializada na canção "Lucky".


Do you hear me, I'm talking to you
Across the water across the deep blue ocean
Under the open sky oh my, baby I'm trying

Boy I hear you in my dreams
I feel your whisper across the sea
I keep you with me in my heart
You make it easier when life gets hard

I'm lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
Oooohhhhoohhhhohhooohhooohhooohoooh

They don't know how long it takes
Waiting for a love like this
Every time we say goodbye
I wish we had one more kiss
I wait for you I promise you, I will

I'm lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
I'm lucky we're in love in every way
Lucky to have stayed where we have stayed
Lucky to be coming home someday

And so I'm sailing through the sea
To an island where we'll meet
You'll hear the music, feel the air
I put a flower in your hair

And though the breeze is through trees
Move so pretty you're all I see
As the world keep spinning round
You hold me right here right now

I'm lucky I'm in love with my best friend
Lucky to have been where I have been
Lucky to be coming home again
I'm lucky we're in love in every way
Lucky to have stayed where we have stayed
Lucky to be coming home someday

Ooohh ooooh oooh oooh ooh ooh ooh ooh
Ooooh ooooh oooh oooh ooh ooh ooh ooh

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2009

Festas em Honra de São Brás

O fim-de-semana passado, bem como este que faz agora uns minutos que acabou, foi dedicado às tradicionais festas em honra de S. Brás, santo padroeiro da minha "aldeia" e que lhe dá igualmente o nome.
Uma festa paroquial que conheço à tanto tempo, como a memória que tenho de eu ser eu. Uma festa que, como todas aquelas que se pretendem realizar com sucesso e "à maneira", torna-se muito trabalhosa. É organizada em grande parte, por pessoas que não são profissionais na área do espectáculo ou na arte de assar bifanas, mas que é quase como se o fossem, tal a dedicação e entrega com que o fazem.
À muitos anos que a igreja realiza estas festas com o intuito de angariar fundos para a construção de uma nova igreja. Orgulha-me ver o esforço e a entrega que estas pessoas imprimem nas actividades em prol da igreja, e que procuro apoiar sempre que posso. Tomara eu chegar à idade deles e ter a mesma predisposição, a mesma vontade, e muitas vezes colocar os meus afazeres pessoais de parte e ajudar no que for necessário.
Podemos não ter a igreja que fisicamente desejávamos, mas temos indiscutivelmente uma Igreja de Deus.

Regresso à labora

Domingo à noite. Nos três domingos à noite passados, estava bem mais descansado do que no de hoje. Estaria a pensar no que iria fazer na minha segunda-feira desocupada de férias, nos programas de televisão que podia ver, nos filmes que iria "mandar abaixo" nessa semana...
Pois é, vida madrasta é mesmo assim, e depois de um interregno de cerca de duas semanas, volta rei à labora da faculdade para um 2 semestre intenso não só em aulas , como certamente em aprendizagens futuras.
Amanhã, o filme que vou ver vai ser um drama: levantar-me às 7h da manhã...

domingo, 8 de fevereiro de 2009

Futebol (II)

Descendo umas divisões, embora sem descer no nível, aproveito a onda do clássico para falar da época do "meu" Clube Futebol Benfica, vulgo Fó-fó. Depois de um bom arranque no campeonato, a equipa passou por um período menos bom, amealhando uns quantos empates e derrotas que a fez ficar umas cinco ou seis jornadas sem vencer. A semana passada voltámos a vencer, e hoje no começo da 2º volta voltámos a vencer,desta feita por 6-4 (resultado digno de um jogo de futsal, embora muito comum nos campeonatos distritais de futebol de 11), o que nos mantém no 6º lugar entre 18 equipas.
Infelizmente ou felizmente, as vitórias vão sendo das poucas alegrias de jogadores e treinadores. A verdade é que a falta de apoio por parte dos dirigentes do clube, ou melhor, a inexistência absoluta dela, deita por terra toda a motivação que possamos ainda ter. Ter uma equipa A de séniores a jogar num campeonato nacional de Portugal não é o mesmo que ter uma equipa B de séniores num Campeonato Distrital de Lisboa. Não é preciso ser-se um grande conhecedor de futebol para reconhecer isso. São inúmeros os episódios tristes de desrespeito, desleixe, parcialidade, desorganização, entre muitos outros aspectos negativos existentes... só com a equipa B. Positivamente, pouco ou nada à a dizer.
É exactamente o facto de não haver nada positivo a referir, que me faz duvidar que continue por lá muito mais tempo. Para já, o único argumento que posso auferir é de que tenho muito prazer em jogar futebol e tenho jogado, sem nunca esquecer como foi difícil encontrar um clube para voltar a jogar novamente. Ao mesmo tempo, sinto-me com capacidades para evoluir ainda um pouco mais, estar uns "furos acima", como se costuma dizer.

Futebol (I)

Aqui estou, no rescaldo do jogo do meu Benfica ante o eterno rival Porto, num empate que só sabe a derrota, porque o Sporting deslizou em casa diante do Sporting de Braga.

Pedro Proença quer «dignificar arbitragem portuguesa» no Dragão

Pedro Proença quer «dignificar a arbitragem portuguesa» no clássico entre FC Porto e Benfica, mostrando-se decidido a contribuir para um bom espectáculo no Estádio do Dragão.

Pedro Proença

«Sinto-me um privilegiado por poder estar aqui hoje, dá-me um grande contentamento e satisfação. Espero que todos nós, árbitros, jogadores e treinadores saibamos respeitar o público», disse o juiz lisboeta, em declarações à Sport TV.

Com a arbitragem portuguesa envolta em polémica, Pedro Proença lembra que «há coisas mais sérias e mais graves na vida» do que um jogo de futebol. «Temos que usufruir da oportunidade e saber viver as emoções. Nós, árbitros, vamos tentar ser felizes», referiu.

Questionado sobre se o facto de ser sócio do Benfica poderia influenciar as suas decisões, Pedro Proença foi peremptório. «Sou árbitro há 20 anos. A minha única preocupação é dignificar a arbitragem portuguesa. Todos temos as nossas convicções, mas ou somos competentes ou não somos», atirou.

8.02.2009, em abola

Não sei quem lançou o boato, mas custa-me a crer que este árbitro seja realmente sócio do Benfica. Desta vez foi o árbitro, noutras é o jogador que cabeceia ao lado, o que falha o penalty nos últimos minutos... Força Benfica, pois os meus anos a ver-te jogar dizem-me que não vão ser estes dois pontos perdidos que te vão custar o campeonato. Há agora que ganhar aos mais "pequenos".

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009

Música da Semana

Susana Félix - "Amanhecer".

A vida tem destas voltas estranhas
Que te confundem nas suas manhas
Faz-te tantas vezes perder o Norte e a razão
E crava as garras no teu coração

Não pede desculpa, não pára p'ra ver
Confunde os teus sonhos até te perder
Faz-te tantas vezes sentir o dono do Mundo
E de repente deixa-te só (oooooo)

A vida tem destas voltas estranhas
Onde te prendes e te emaranhas
Faz-te tantas vezes rodar como um pião
E crava as garras no teu coração

Mas depois..
P'ra te consolar...
Dá-te o céu e as estrelas...
O calor e o mar..
Faz-te sonhar...
E faz-te morrer..
Mas deixa-te sempre, mais uma vez
Sarar as feridas e amanhecer...

A vida tem destas voltas estranhas
Que te confundem nas suas manhas
Faz-te tantas vezes perder o Norte e a razão
E crava as garras no teu coração

Não pede desculpa, não pára p'ra ver
Confunde os teus sonhos até te perder
Faz-te tantas vezes sentir o dono do Mundo
E de repente deixa-te só (oooooo)

Mas depois..
P'ra te consolar...
Dá-te o céu e as estrelas...
O calor e o mar..
Faz-te sonhar...
E faz-te morrer..
Mas deixa-te sempre, mais uma vez
Sarar as feridas e amanhecer...

Lamber as lágrimas, sarar as feridas
E amanhecer....

Para cima de 16 anos a Pinocar, e sem o saber...

Neste mundo de consumismo, onde houver diversificados bens de consumo, haverá igualmente concorrência entre variadas marcas. Se somos esquisitos no calçado, no arroz que se gasta lá em casa, nos telemóveis... enfim, uma enormidade de coisas, isto acontece principalmente porque "os outros eram bons e duraram muitos anos". Eu também partilho dessa crença, embora actualmente já esteja mais predisposto a arriscar cada vez mais nas ditas marcas brancas, mais baratas e muitas vezes de qualidade tão boa ou superior às marcas de maior escala.
Em minha casa, à muitos anos que se compra sempre a mesma marca de cotonetes. Esta é uma das coisas a que quase nem se olha a marca, dado o seu baixo custo comercial. Durante muitos anos a limpar os ouvidos, nunca me apercebi do curioso nome desses mesmos cotonetes: cotonetes Pinoca.
Para os que possam estar menos familiarizados com o sentido deturpante que esta palavra tomou nos últimos anos, uma vez que fui ver e nos dicionários vem que pinoca significa janota; a gíria popular diz que pinoca é o mesmo que "dar uma cambalhota". Aquele que seria o nome ideal para uma empresa de preservativos, é afinal o nome de uma cotoneteira (creio que a palavra não existe). E daí, agora que penso melhor, Durex e Control também têm o seu quê de razão de acordo com o produto que comercializam. Seria uma luta disputada, em termos de naming.
Imagino possíveis comentários: "Olha, é aquele que usa os cotonetes Pinoca...deve ser cá um Pinoqueiro".

Já nem as madeixas faz...


Assíduo leitor de jornais desportivos, principalmente nos sites da internet, não posso deixar de fazer referência à fantástica capa que A Bola publicou ontem, relativamente ao fracasso das negociações entre Sporting e o Bolton de Inglaterra para a transferência do Miguel Veloso. Em letras bem grandes, pode ler-se que o "pobre" jogador está destroçado, e que "chegou a ponderar abandonar o futebol mas hoje já deve apresentar-se".
De facto, deve ser no mínimo "destroçante" para um jogador, deixar de ganhar uns não sei quantos mil euros por semana num clube inglês, para ficar noutro em que ganha igualmente uns não sei quantos mil euros.
Esta é sem dúvida, uma das capas mais hilariantes publicadas por um jornal desportivo nos últimos tempos. E com os inúmeros casos que têm havido no futebol português, desde corrupção, a enganos grosseiros dos árbitros, passando pela tradução para português de goal average e o recurso que nem sequer foi apreciado por não ser dirigido à pessoa/entidade correcta, sabe sempre bem ter estes bocadinhos de diversão...
"Miguel, agora só uma assim de lado como se fosses um gatinho abandonado, pode ser?"