Este é o meu espaço em que todos somos convidados a dar "uma outra visão" sobre que aqui é escrito e retratado. Nada de choraminguices, apenas boa disposição, relatos da minha vida quotidiana e também alguma reflexão sobre a sociedade em geral.
Afinal, nem a alteração do penúltimo jogo do meu campeonato de domingo para sábado - vitória frente ao Olivais Sul por 5-2, atingindo o objectivo de não sofrer qualquer derrota caseira em todo o campeonato - impossibilitou a ida à Feira de Maio na Azambuja. Fomos mais tarde, mas o importante é que não deixámos de ir. Com muita pena minha, não assisitimos às fantásticas largadas de touros, mas ainda assim fomos a tempo de ver novamente Buraka Som Sistema que presentearam todos com o seu electrizante kuduro progressivo. Estão cada vez melhores, com ainda mais energia e à vontade, ou não fosse este um dos grupos mais populares em Portugal da actualidade. Por volta das 2h da manhã, e ainda antes de voltar para casa, fomos ver "a mesa da tortura". Na ampla praça da Câmara Municipal da Azambuja são colocadas várias mesas de plástico, com quatro cadeiras à volta de cada uma. Sob o incentivo de receber 100€ de prémio, procura-se por voluntários que aceitem estar sentados à mesa enquanto uma vaca anda pelo meio da praça. Vence a pessoa que permanecer na sua cadeira até ao fim. Apesar da enorme afluência de público, que fez a praça abarrotar, conseguimos ver mal e porcamente, melhor dizendo, bovinamente, um pouco daquilo que perdemos durante a tarde. Não ficámos para ver o vencedor, mas vimos a vaca partir muitas cadeiras e mesas. Para o ano, lá estaremos. E para Julho também: no primeiro fim-de-semana de Julho, a festa do Colete Encarnado em Vila Franca de Xira, a não perder.
Alheio ao duelo entre os actuais dois melhores jogadores do mundo que fora tão falado antes, durante e depois do jogo desta noite da final da Liga dos Campeões entre o Barcelona e o Manchester United, tenho a dizer que fiquei extremamente contente com a vitória espanhola. Não só porque tem sido uma equipa fantástica ao longo desta época, mas principalmente porque "mais vale tarde do que nunca": Thierry Henry, o meu jogador favorito e, a meu ver o melhor jogador que já vi a jogar até hoje, venceu finalmente a prova mais importante de clubes do mundo. É como se se tratasse de uma consagração "póstuma", ele que tantas vezes esteve perto de ser eleito o melhor jogador do mundo quando era mais novo, faltando-lhe títulos europeus que justificassem a sua eleição.
A duas jornadas do fim, as já bastante reduzidas probabilidades do Fó-fó ainda alcançar o 2º lugar do camepeonato, último dos dois lugares que dão acesso à subida de divisão, caíu por terra. O embate revia-se duro, frente a um crónico rival nestes "jogos de bairro" - o Camarate. A mesma equipa que nos infligiu na 1ª volta uma pesada derrota de 3-0 e que no fim se ficou a rir ouvindo-se mesmo provocações do jogadores adversários como "Para a próxima tragam os A!". Num jogo equilibrado, o resultado final espelha isso mesmo. Com um 0-0 final no marcador, ficámos arredados definitivamente de chegar ao 2º lugar pois faltam 6 pontos para jogar quando a distância é de 7. Uma subida que não perdemos neste jogo, mas sim na irregularidade de resultados demonstrada "fora de portas" já que estamos apenas a um jogo de ficar uma época sem derrotas em nossa casa, e só 4 empates.
O jogo deste fim-de-semana, frente ao Olivais Sul, realiza-se no sábado por causa... da final da Taça de Portugal no domingo, entre o Porto e o Paços de Ferreira. Uma "péssima" notícia para mim, de tão entusiasmado que estava por este sábado ir à tradicional Feira de Maio assistir à largada dos touros pelas ruas da vila, ao convívio e à música pela noite dentro dos Buraka Som Sistema. Aos touros vai ser praticamente impossível ir, talvez possa ir ao resto do arraial.
O fim da época desportiva aproxima-se. Uma época que marcou o regresso ao futebol de que tanto gosto. Uma época que representa ao mesmo tempo o conjugar de tudo aquilo que quero ter na minha vida. Futebol, o trabalho com crianças, a família e a namorada e ainda os amigos, não seguindo uma ordem de importância. Para a próxima época, o futebol será certamente para continuar, por muito que factores externos não me tenham levado mais longe já este ano, quando o podia ter feito. Não era para incluir a música da semana neste post, mas recordei-me de uma música que em tudo se assemelha ao meu estado de espírito em relação áquilo que aqui estou a escrever neste momento. Não me esqueço da minha "pequena", que tantas vezes deixou de fazer outras coisas ao domingo à tarde para ir ver nem um bocadinho que fosse dos meus jogos e que contribui bastante com os seus conselhos nas minhas decisões. Como música desta semana, John Cougar Mellencamp com "Rui and Diane".
Little ditty bout Rui and Diane Two American kids growin up in the heartland Rui's gonna be a football star Diane debutante backseat of Jacky's car
Suckin' on chili dogs outside the tastee freeze Diane's sittin' on Rui's lap He's got his hand between her knees Rui say Hey Diane lets run off Behind a shady tree Dribble off those Bobby Brooks Let me do what I please. And Rui Say
Oh yeah life goes on Long after the thrill of livin is gone Oh yeay say life goes on Long after the thrill of livin is gone, they walk on
Rui sits back reflects his thoughts for the moment Scratches his head and does his best james dean. Well you know diane, we oughtta run of the city Diane says Baby, you aint missin' no-thing Rui say a
Oh yeah life goes on Long after the thrill of livin is gone Oh yeay say life goes on Long after the thrill of livin is gone
Gonna let it rock Let it roll Let the Bible Belt come down And Save My soul Hold on to 16 as long as you can Changes come around real soon Make us women and men
Oh yeah life goes on Long after the thrill of livin is gone Oh yeay say life goes on Long after the thrill of livin is gone
Little ditty about Rui and Diane Two american kids doing the best they can.
Está para começar uma semana recheada de trabalhos, testes, trabalhos e demais obrigações. Sintaxe e Semântica e Geometria são os alvos a abater, o relatório de estágio é o calhamaço a entegar. Resta a ideia de que assim a semana vai passar mais rápido que o costume, o que traz um bónus na sexta-feira e no sábado: a tradicional Feira de Maio na Azambuja com largadas de touros pelas ruas da vila, muitos comes e bebes e animação. Fica feito o convite.
Manuela Moura Guedes vs Marinho Pinto. Pela primeira vez na televisão, vemos Manuela Moura Guedes a pôr de lado a sua voz grossa e a mandar um fininho "Tamos a ouvi-lo a si, quer coisa melhor?!" quando se passa com Marinho Pinto, por sua vez também passado. O homem deve ter bebido uns cinco Red Bull antes da entrevista... nem respira a falar. Depois de espingardar durante quase três minutos e de agredir verbalmente com críticas e atestados de ignorância a jornalista, despede-se com um "tive muito gosto em estar aqui consigo", pois nestas situações fica sempre bem rematar a discussão com um toque de hipocrisia.
Esta semana não estou atrasado, estou "fora do prazo" no que respeita à Música da Semana. A razão: alguns trabalhos escolares, os treinos e a comemoração de mais 5 finalistas amigos que agora acabam a etapa estudantil e entram na (infelizmente descrente) etapa profissional. A vocês todos, mais uma vez os meus parabéns! De parabéns estão também os Flor-do-Lis, representantes de Portugal este ano no festival da Eurovisão. Apesar do 15º lugar na final, foi bom ver Portugal representado por um grupo praticamente desconhecido do panorama nacional, uma música com instrumentos e motivações tradicionais como o cavaquinho e as sete saias da Nazaré, e a alegria expressa durante a actuação, embora ache que o homem (?) do tambor se abanava demasiado... Flor-do -Lis com "Todas as Ruas do Amor".
Carlos Queiroz pode até nem estar a contribuir muito para a boa campanha de Portugal que nós desejávamos, mas há que sublinhar que a sua prospecção já descobriu muitos e bons valores, não só enquanto seleccionador de Portugal (mundiais de juniores), e mais recentemente como treinador adjunto do Manchester United. De regresso à selecção portuguesa, tem dado espaço a nomes menos conhecidos mas igualmente bons jogadores. Isto faz com que Portugal passe a ter mais que um "11 ideal" e seja possível dispor de mais recursos, em termos de jogadores. A pré-convocatória de Queiroz para um estágio a realizar no fim do mês chamou um amigo que jogou comigo no Benfica e outro que foi sempre meu adversário e jogava no Sporting, ambos na mesma posição. São eles o Sílvio, do Rio Ave e o André Marques, que pertence ao Sporting mas joga no Setúbal por empréstimo. Apesar desta convocatória ser apenas de observação, estou radiante pelo feito alcançado pelo Sílvio, pois a mesma acontece logo na sua primeira época como profissional, depois de ter passado pelos modestos At. Cacém e Odivelas, de divisões inferiores.
O festival da canção é sempre motivo de grande festa e aparato, em que a Europa (e não só) pára para ver a actuação dos países concorrentes. Daqui a nada entram os portugueses no palco, vamos a ver como se safam, pode ser que tenham sorte. Confesso que gostava mais quando este era um festival de música. Ai ainda é?!
Depois de ter avançado na escola mais um pouco do relatório do estágio que tenho a fazer, fui à zona do Campo Pequeno. O intuito era buscar o presente de baptizado dos tios para o Tomás que está esgotado à largas semanas na Toys'r'us e que, depois de muita procura, conseguimos encontrar numa loja do centro comercial Via Veneto, mesmo em frente à sede da CGD. Entro na loja e está uma senhora a ser atendida, um homem em pé deambula pela loja, brincando com um miúdo de 5 anos, enquanto outro aguarda pela sua vez sentado numa cadeira com a perna cruzada "à mulher". A senhora acaba de ser atendida, e o homem, sem se levantar da cadeira pergunta à mulher se tem a cadeira "tal tal": - Olhe, essa cadeira...só lá para dia 18... - 18 de... Maio?! Sabe que está a dar-me uma notícia terrivelmente má, eu precisava dela para depois de amanhã. - Está esgotada, ainda por cima agora eles tão com uma promoção em que na compra da cadeira oferecem um spa no valor de 49,90 e é por isso..., mas eu vou ligar na mesma a ver se consigo tê-la mais cedo. Agarram os dois no telefone. A empregada liga para o fornecedor, o cliente ainda sentado, liga para o amigo, para o qual era a cadeira. - Olha, a cadeira esgotou e só está disponível dia 18, por isso não sei como queres fazer. Dizem que oferecem um spa, e é por isso que está esgotada. - O fornecedor diz que afinal consegue trazer-me na sexta-feira, pode ser? Segue-se então uma comunicação intertelefones: o fornecedor a certificar-se da disponibilidade do artigo e o cliente com toda a calma do mundo a transmitir em simultâneo o que estava a ouvir, com tempo ainda para falar do cartão da conta do Milenium que tinha ficado retido numa caixa de multibanco... Tudo com muita calma, e muita classe. - Olhe, o meu amigo diz que pode ficar então para sexta-feira e a cor é framboesa. Deixo-lhe o meu nome e o meu contacto... - chamando o amigo com gestos, o qual já estava do lado de fora da loja. - Epá, não tens aí 20 euros para me emprestar?! Depois dou-te... Nunca dou nada ao miúdo, vou-lhe levar isto hoje. "Isto" era uma caixa que tinha no interior daquelas garagens com vários andares por onde os carros circulam, para as crianças brincarem como verdadeiros mecânicos. - Para não ir daqui sem nada já que não levo a cadeira, vou levar esta caixa. - Muito bem, deixe-me então por aqui um pouco de fita-cola para ser mais fácil o senhor agarrar - diz a empregada. Enquanto isso, o pai exibia um pouco da sua fútil paternidade: - Guilherme, diz lá agora quem é que é o melhor pai do mundo? - Tu - disse a criança. O homem dá-lhe os 20 euros para a mão e pegando na caixa para arrancar, ouve a mulher dizer com um ar meio sem jeito: - Desculpe mas ainda falta dinheiro... pensava que estava a pedir ao seu amigo para completar com o seu dinheiro... - Não é 9,90? - Não, veja lá onde viu o preço... Virando a caixa, a etiqueta não marcava 9,90 mas sim 99,90. A criança, que momentos antes ficara eufórica com o presente que ia receber, lançou-se de imediato à cadeira e começou timidamente a chorar. - 100 euros é muito filho, o pai depois compra-te outra coisa... 100 euros por este jogo? - Sim, é um brinquedo de madeira, feito à mão mas muito bonito, daí o preço ser mais elevado- retorquiu a empregada. - Leva lá o brinquedo ao miúdo, se precisares de mais dinheiro eu empresto-te. - disse o amigo. - Pronto, levo, se já o prometi tenho que o levar. Vá Gulherme, não chores mais que o pai vai-te comprar o brinquedo. Só que agora já não basta dizeres que o pai é o melhor do mudo, tens que o escrever que é para ficar para a posteridade. - Então o senhor passe cá na sexta-feira que tem a sua cadeira... - Ok. Quer dizer, sexta-feira não estou cá, vou estar a viajar. Vamos a Barcelona mas na segunda passo por cá.
Ontem foi a noite do grande evento Sensation White, versão portuguesa. Depois de ter passado por várias cidades europeias, chegou a Lisboa. O preço normal era de 65 euros, enquanto que o Vip rondava os 125. Na zona Vip, li na Sábado desta semana que havia minissandes de caranguejo real e requeijão com trufa preta. Mariquices. Por sua vez, o preço normal só dava direito à entrada, sendo que todas as bebidas eram compradas à parte. Vamos então às ilações. A primeira, surge de uma multiplicação: 15000 pessoas x 65 euros= 975 mil euros (se tivermos em consideração que as 15 mil pessoas adquiriram todas o bilhete normal, excluíndo os bilhetes Vip). É muito dinheiro ganho, fora dinheiros de promoções, publicidades, apoios, etc. É muito dinheiro a sair dos bolsos de pessoas que vão andar ainda uns valentes dias a remoer a consciência e a perguntar-se "Como foi possível ter dado tanto dinheiro por tão pouco tempo?". A segunda ilação a retirar, é a de que eu com o dinheiro que teria gasto num bilhete caso pretendesse ir à festa, tinha feito uma valente festa, nem que fosse sozinho. 65 euros dá para comprar uns quilos de bifanas e entremeadas, e ainda umas quantas grades de cerveja. A cerveja ontem, deve ter sido vendida a preço de ouro.
O Dolce Vita Tejo abriu no passado dia 7 de Maio, para o público em geral. Um estudo feito por mim, diz que 10 em cada cinco pessoas já visitou o maior centro comercial da Europa. Passo a explicar estes resultados: as pessoas não só já foram ao Dolce Vita, como já foram mais que uma vez. O centro comercial fica a uns 15 minutos a pé da minha casa, mas tão cedo não faço questão de o visitar. Toda a gente utiliza o mesmo discurso, questiona o porquê de mais um quando já há tantos e tão próximos uns dos outros, mas a verdade é que quando chega o "momento da verdade", é ver filas intermináveis para entrar e trânsito por todo lado, e não acontece só com o centro comercial novo. Já me disseram que a Salsa Jeans tem uma dj a tocar música à porta, que os autocarros e os táxis passam numa estrada que circula pelo interior do centro comercial, que no tecto está um ecrã gingante. Isso surpreende-me mas ao mesmo tempo não o faz. é natural que, com o evoluir do tempo, haja a necessidade de o comércio se demarcar com o passado, através da inovação e da megalomania.
Ando mesmo de costas voltadas com o Benfica. Tanto, que ontem mal sabia a que horas o jogo havia começado e apenas vi os últimos dez minutos...por ver. Aquilo anda mal e não é pouco. Hoje já vi os golos, tanto os do Benfica como os do Trofense. Ainda estou a pensar numa razão para Quique Flores ter tirado Urreta tão cedo no jogo. Volto a dizer, não vi o jogo, mas ao ver o segundo golo do Benfica há que admitir que o cruzamento do rapaz foi meio golo para o Cardozo (bisa nos jogos, só quando já não há nada para decidir). Estou a ver o Benfica a ir a Braga perder, e para fechar com chave de ouro, perder mais uma vez em casa com o Belenenses, que é só o actual... último classificado.
«O nosso objectivo maior é sermos campeões, sabemos que está muito difícil, quase impossível.», disse David Luiz na passada sexta-feira. Os jogadores do Bebfica não só são desorientados em campo, como também nas entrevistas que dão. Parece que se esqueceu que o F.C. Porto tem 63 pontos e o Benfica 52. Ou seja, os dragões têm mais 11 pontos quando estão apenas nove em disputa. Ou talvez este discurso seja dirigido para os mais intelectuais, talvez ele esteja a falar já da próxima época...
Por vezes as pessoas fazem a vida parecer mais fácil do que ela realmente é. Os governos andam por aí felizes e preocupados com as eleições europeias e eleições legislativas. Nos últimos quatro anos, a economia portuguesa caíu 3,7%, o desemprego chega já aos 9,1% e a crise mundial é considerada a pior dos últimos 60 anos. Enquanto isso tudo e muito mais vai acontecendo, os poiticos vão andando "de bem com a vida". Os partidos políticos conseguiram duplicar o orçamento para as campanhas de 2009. Através da mudança de lei, que antes não permitia que donativos particulares ultrapassassem os 675 mil euros e que agora podem chegar aos 1,3 milhões e as receitas em notas vivas que antes ão podiam ser oficialmente superiores a 20 mil euros e agora podem atingir o milhão de euros. A música desta semana surge na sequência deste assunto, não tanto pela letras mas sim pelo título. Sinto-me verdadeiramente um dos três porquinhos, talvez aquele que tinha a casa mais frágil, a de palha. Já não sabemos em quem confiar, e se hoje vivemos na prosperidade, não significa que amanhã continuemos a dormir sobre ela. Vivemos numa verdadeira house of cards, em que basta um leve sopro e tudo se desmorona. A outra razão que me leva hoje a trazer aqui esta música prende-se com os Radiohead, porque sei que faz parte dos gostos um bocado "esquisitos" - como costumo dizer na briincadeira - das minhas primas. As obrigações profissionais fazem-nos estar longe, e muitas vezes é através da blogosfera que nos vamos mantendo em contacto. Mesmo longe, são sempre um exemplo do que é viver em família e para a família.
I don't wanna be your friend I just wanna be your lover No matter how it ends No matter how it starts Care about your house of cards And I'll deal mine
Forget about your house of cards And I'll deal mine Forget about your house of cards andI I'll deal mine
Fall off the table Get swept under
Denial, Denial
The infrastructure will collapse From vaulted spikes Throw your keys in the bowl baby Kiss your husband good night
Forget about your house of cards And I'll deal mine Forget about your house of cards andI I'll deal mine
Ontem foi o baptizado do meu sobrinho. Agora que caminha a passos largos para os 7 meses (força de expressão, pois ainda mal gatinha), eis que entrou oficialmente para a casa de Deus. Um baptizado simples e reservado, pois todos sabemos que não estamos em tempos de "vacas gordas". Mas nem por isso a alegria de celebrar este momento importante da vida do pequeno Tomás sai esmorecida. Até porque cada vez mais um baptizado não se pode comparar a um casamento, celebrado numa quinta com pompa e circunstância como habitualmente acontece. Adoro uma boa churrascada, recheada de convívio e de bom comer. Na mesa(s), era ver o magnífico arroz de pato e a feijoada à brasileira, sem esquecer os doces que ficam "para mais tarde". Esta é a verdadeira festa rija portuguesa, juntarmo-nos com os amigos e/ou família e conviver. Quer seja por causa de um baptizado, quer seja ..."porque sim".
Esta vai directamente para a prof. de Geometria. Como é possível a mulher ser tão bronca, tão bipolar?! Tão depressa está de bem contigo, como a seguir se transforma e manda um raspanete. Lembrou-se agora de marcar um teste para a próxima sexta-feira porque está "a ver que andam todos nas tintas para a Geometria". Esqueceu-se foi do mês e meio de aulas que tivemos com dois professores a intercalar a sua substituição enquanto ela andava a avaliar alunos em estágio por outras escolas. O seu nome, de tanta ironia, até dá vontade de rir... Graciosa Veloso. U2 - Mysterious Ways.
Ao passear pelo Colombo numas destas noites com a Diana, reencontrei um amigo de longa data dos meus tempos de jogador do Benfica que já não via à bastante tempo. Gostei de vê-lo, pois haviam passado uns bons anos desde a última vez que o tinha visto. As perguntas, as do costume: "o que é que andas a fazer?, "já deixaste a bola?" ou "com os teus pais, também vai tudo bem?" e um abraço e até qualquer dia. A Diana, que não o conhecia, perguntou-me depois quem ele era. Por momentos fiz um flashback para lhe dizer que era o Filipe, um guarda-redes que jogou vários anos comigo no Benfica. Ficou mais ou menos por aí a descrição. No dia a seguir, voltei a recordar-me mais pormenorizadamente desses tempos em que o Filipe, para além do grande guarda-redes que era, ia para o banco de suplentes com um equipamento de jogador de campo pelo facto de não termos jogadores suficientes, ou alguns estarem lesionados. Era o guarda-redes com melhores "pézinhos" que já vi até hoje. E era vê-lo a jogar de igual para igual contra as defesas contrárias, sempre que entrava, chegando a marcar alguns golos inclusivamente contra o teoricamente mais forte Sporting.
Depois de reflectir bastante sobre a conduta extremamente violenta que teve no fim da partida do Real Madrid - Getafe e de pedir desculpa a todos e mais alguns, Pepe disse à comunicação social que chegou mesmo a pensar em deixar o futebol. Vendo bem, acho que só tinha ganhar, embora seja um grande jogador e momentos de "loucuras" todos temos. Primeiro, porque o dinheiro que já ganhou até hoje fazia com que nem fosse preciso meter os "papéis" para o fundo de desemprego. Em segundo lugar, com as pernas longas que tem e a destreza física evidenciada, o homem só ficava a ganhar em transferir-se para o... kickboxing.
Já que estamos na onda de regressar por momentos às nossas infâncias, como música da semana trago uma música que surgiu na primeira parte da década de 90 e que eu me lembro de ouvir na rádio Cidade. Essa mesmo, a rádio que tinha locutores brasileiros com um sotaque extremamente exagerado e rúbricas parvas e sem sentido como por exemplo o "Cidade by Night" ou o "Electricidade", com músicas calmas e românticas e músicas de dança da época, respectivamente. As músicas de um tal de Scatman John eram também uma constante, pois dava todos os dias bem de manhã quando despertava o relógio para ir para a escola, um pouco à imagem da Cidade Fm, a rádio que mais tarde deu lugar à rádio Cidade. Esta semana, os Crash Test Dummies com Mmm Mmm Mmm Mmm.
Once there was this kid who Got into an accident and couldn't come to school But when he finally came back His hair had turned from black into bright white He said that it was from when The cars had smashed him so hard
Mmm Mmm Mmm Mmm Mmm Mmm Mmm Mmm
Once there was this girl who Wouldn't go and change with the girls in the change room But when they finally made her They saw birthmarks all over her body She couldn't quite explain it They'd always just been there
Mmm Mmm Mmm Mmm Mmm Mmm Mmm Mmm
But both the girl and boy were glad 'Cause one kid had it worse than that
'Cause then there was this boy whose Parents made him come directly home right after school And when they went to there church They shook and lurched all over the church floor He couldn't quite explain it They'd always just gone there
Durante o dia de hoje recebi um daqueles e-mails nostálgicos que por momentos são capazes de nos levar numa viagem até aos nossos dias de infância pura. E de facto, é bom recordar e faz bem ao nosso ego uma introspecção sobre as recordações dos desenhos animados ou das séries que víamos, daquilo que implorávamos aos nossos pais para ter porque o João, o Ricardo e o André lá da escola tinham, das pastilhas e das gomas compradas a escudos no "quiosque da Sandra" a caminho de casa ou no "Lapinho" mesmo em frente à escola.
As Chiclets, os Sugus ou os Push Pop são alguns dos exemplos mais gritantes que faziam o delírio da criançada por essa altura. Principalmente o Push Pop. Há que realçar que foi uma ideia inovadora e arrojada para a época, conseguir que miúdos de 10/11 anos voltassem a chuchar no dedo. E as lições 100 das várias disciplinas do ensino Básico?! Era uma festa de arromba para a altura, em que a turma se organizava para uma valente lancharada e para ouvir a música (restrita a uma música e por vezes meia música por cada grupo/cantor, dado o número elevado de "dj´s" à volta do rádio). Para muitos, os primórdios da discoteca. Em casa, não havia computador para fazer o que fosse e mp3 era somente a conjugação de duas consoantes com um número. Reinava a era do walkman e das músicas gravadas na rádio, ainda com as vozes dos locutores que insistiam em falar por cima da música que queríamos ter. Ao lanche, isto era algo que raramente faltava. O Tulicreme vem acompanhando várias gerações e prova disso é esta imagem mais discreta, diferente daquela que vemos hoje em dia. Nas brincadeiras da escola, para além dos diablos e dos "tazos" que marcaram o meu ensino primário, os pega-monstros foram uma autêntica febre. Toda a gente tinha um, e ninguém se importava que aquilo agarrasse mais do que o previsto, como pêlos, cabelos ou cotão pois depois era só passar por água e estava pronto para ser lançado aos móveis, paredes, colegas... E esta, um pouco mais antiga, mas igualmente famosa moda da pulseira que aparentemente era uma régua e com um simples bater no pulso se enrolava por completo.
Ontem obtivemos uma vitória importantíssima por 3-2, que aliada a resultados de terceiros nos relança na disputa por um lugar de subida, agora que faltam sete jogos para o fim da época. O primeiro e o segundo lugar dão acesso directo à subida de divisão, enquanto que o 3º lugar conduz a um play-off com o terceiro da outra série. A vítima foi o Murteirense, uma terreola que fica ali para os lados de Loures, que provou um pouco do nosso "veneno" que é o facto de sermos a única equipa que ainda não perdeu em casa esta época. Temos o primeiro lugar ainda a uns bons 8 pontos de distância mas do terceiro apenas 5 e até ao fim ainda temos de jogar contra os actuais três primeiros classificados. É continuar a acreditar até ao fim.
A música desta semana traz o melhor do que se vai fazendo em Portugal. Blasted Mechanism é uma das minhas bandas de eleição, e acabaram de lançar em Abril um novo álbum depois de "Sound In Light". Um género musical exótico, com bastantes inspirações espirituais/tribais e uma idumentária bastante original que fazem questão de utilizar em cada concerto. Entretanto mudaram de vocalista saíndo Karkov, o fundador da banda, por “já não ter energia para dar ao projecto” e entrou para o seu lugar Guitshu (ambos os nomes são fictícios). E por ser sábado e ter falhado novamente a música da semana à 4ª feira como deveria ser, deixo-vos não com uma, mas sim com duas músicas. A primeira música, do anterior álbum e ainda com o antigo vocalista: "New Assault". A segunda, está no novo cd "Mind at Large" e chama-se "Start to Move".
Esta imagem está muito boa. Franck Ribéry, na imagem com a camisola amarela, joga e bem, é preciso sublinhar, no Bayern de Munique. Embora esteja ligado contratualmente aos alemães, muito se fala do desejo do Barcelona e da vontade do próprio em se mudar para o colosso espanhol. A imagem é bem ilustrativa da pressão que o jogador andará a fazer na Baviera de forma a acelerar a sua saída já no fim desta época. Se bem se recordam, recentemente tivemos em Portugal um caso semelhante ao de Ribéry embora a intenção fosse diferente. Na final do torneio do Algarve em que Benfica e Sporting normalmente participam, Manuel Fernandes vestiu a camisola que havia trocado com o amigo Miguel Veloso no final da partida entre ambos os clubes. Nessa altura, o acto foi visto como uma provocação por parte do jogador pelo facto de o clube se mostrar intransigente a uma transferência do jogador para o estrangeiro, que mais tarde veio mesmo a acontecer.
Tenho a sensação de que este ano a Páscoa aqui por casa vai ser vivida mais intensamente do que o costume. Porque a Páscoa tem o seu dia festivo marcado para um domingo específico todos os anos mas ela perdura, pelo menos, até ao Pentecostes. Voltando à minha ideia, receio bem que venha a ser crucificado pelo povo (leia-se pais) , e por muito que queira, Sandra Pilatos pouco ou nada poderá fazer para impedir tal acontecimento, tal a força dos argumentos apresentados pelo povo. Quase a chegar ao fim do meu 2º ano de licenciatura, fui finalmente inscrever-me na biblioteca da escola como leitor. Uma vergonha pessoal no meu percurso escolar e que nem deveria torná-la pública. Por outro lado, não se pense que o meu lado literário seja rudimentar e pouco trabalhado. A verdade é que sempre que precisei de livros alugados de lá, pedi a colegas meus de grupo para alugarem por mim. Entro na biblioteca e entrego a ficha de inscrição. Bibliotecária: - Olhe, aqui na "validade do B.I" por acaso não se enganou e pôs a data de hoje...? Eu: - "Anh, não... essa é mesmo a validade do meu B.I". Bibliotecária: "É que muitas vezes as pessoas confundem e metem a data a partir da qual o bilhete é válido..." Voltemos então à minha "matança". Estive cerca de 15 dias de férias em casa, sem fazer praticamente nada. Me, Myself and the Playstation e o Pes 9. Alguns filmes de vez em quando... e umas quantas sonecas. Está claro que assim que os meus pais decobrirem que o meu BI caduca precisamente hoje e que não tratei de nada atempadamente durante as férias para a sua renovação, vai haver "molho". Já tive a pesquisar sobre como adquirir o novo cartão, antes que seja acusado de irresponsabilidade. O tão badalado cartão único de cidadão custa 12 euros, e nas lojas do cidadão o tempo médio de espera para fazer um novo é tão grande, que existe um sistema na internet que permite pedir o agendamento para um dia, uma hora e uma loja do cidadão à escolha do freguês. Isto foi o que encontrei hoje no site da Loja do Cidadão de Odivelas:
Informação actualizada dia 14 de Abril, às 18:00h:
Distribuição de senhas temporariamente interrompida.
Última Senha a ser chamada – 217
Pessoas em Espera – 231
Tempo de Espera previsto para a Última Senha – 04:06:20
Tempo Médio de Espera na Última Semana – 02:45:00
Por certo não será preciso fazer as contas para ver a módica quantia que o governo amealha todos os dias com este novo cartão, isto tendo só o exemplo de uma loja do cidadão, faltando as restantes e ainda os registos civis onde também é possível obtê-lo.
Por coincidência, amanhã domingo de Páscoa, o meu sobrinho faz meio ano de vida. Está um reguila, muito bonito e a crescer muito, mas muito rápido. Não demorará muito para poder começar a ir passear com ele ao jardim com a bola na mão. Já se ri muito com as palhaçadas e caretas dos tios, e até já começa a esticar os braços para mudar de colo. A partir de agora, vou começar a andar com um rebuçado no bolso...
As televisões portuguesas padecem de um mal, que é a escassez de argumentos para entreter o público que querem atrair. Os mesmos filmes passam três e quatro vezes num ano, na esperança que haja pouca gente que se recorde de quando foi a última vez que esse filme passou. Os concursos, séries e telenovelas ou são importados ou são feitos com base em originais de outros países, que asseguram o sucesso do programa. Para quem passou a sexta-feira em casa, certamente viu a estreia de "Sozinho em Casa", um filme que se desenrola no Natal (estamos na Páscoa?!) e que tem como personagem principal um jovem dos seus...6 anos, e que pelos dias de hoje deve andar já de bengala. Outro "erro" é a confusão religiosa: no Natal, costumam passar séries que retratam a morte e ressurreição de Cristo, e agora na Páscoa passam a história de Maria ou o nascimento de Jesus. Só um pouco mais de qualidade, por favor.
Pelo desleixe das férias, não tenho postado com tanta frequência. Ao mesmo tempo, durante esta semana santa, decidi igualmente jejuar de alguns dos poucos vícios que vou tendo. Um deles é comum a quase todos os jovens dos dias de hoje, a navegação na internet. A Semana Santa recria todo o caminho feito por Jesus para a Cruz. No meio do seu sofrimento, encontramos a alegria de viver pois sabemos que Ele se entregou por nós, para dar a Vida ao Mundo. Desde a Última Ceia até à sua ressureição que amanhã celebraremos, passando pela prisão no Monte das Oliveiras e o julgamento final diante de Pilatos. Este é um período dedicado à conversão, ao perdão pessoal e ao perdão de aqueles que não amamos tanto. Que a música desta semana sirva de apoio à oração, ou então simplesmente para uma reflexão pessoal daquilo que podemos mudar em nós, que nos faça cada vez melhores pessoas. "In manus tuas, Pater" ("Nas tuas mãos Senhor, entego o meu espírito").
Ontem fui ver o meu Benfica jogar à Reboleira, casa do Estrela da Amadora, um reduto sempre complicado. Reconheço que foi com alguma (pouca!) angústia que torci pelo meu eterno Benfica. Os jogadores de futebol ganham balúrdios, não haja dúvida. Mas também para quem está habituado a "tê-lo certinho" ao fim do mês e de repente ficar sem receber praticamente nada durante largos meses, e ainda assim continuar com um grande empenho e dedicação é obra. Não tenho memória de alguma vez ter assitido a um jogo que ficasse decidido com golos oriundos de 3 penalidades. Uma exibição muito fraca do Benfica, talvez mesmo das piores desta época. A "emoção" dessa noite de domingo veio então a das bancadas. Primeiro com as claques do Benfica a demonstrar que são capazes do melhor e do pior: primeiro, a gritar bem alto "Paguem aos homens!" em protesto ao incumprimento salarial da direcção do Estrela, e passados poucos minutos uma triste e lamentável provocação ao guarda-redes Nélson: "Nélson otário, não recebes o salário". Na bancada onde me encontrava, duas filas acima e um pouco mais desviados para a minha direita estava um casal dos seus 50 e alguns anos. A particularidade: a mulher exibia com toda a naturalidade um cachecol do... Futebol Clube do Porto! "Ora bem, hoje é um Estrela-Benfica... o que hei-de levar para combinar com a minha ropua? Um cachecol do Porto!" - deve ter pensado ela. Vivemos num país em que a liberdade de expressão felizmente impera à já uns valentes anos, mas há que se saber estar. A mulher habilitou-se a levar uma galheta dos adeptos do Benfica, isto porque não só trazia o cachecol ao peito como primeiro o marido, e depois ela, levantaram o cachecol e abanaram-no gritando Porto em jeito de provocação. Felizmente a polícia apareceu, e tomou a decisão mais correcta de a levar para outro sector do estádio de imediato. Ás vezes, as pessoas simplesmente não se "tocam". Começou a segunda parte e foi ver mais do mesmo. O Estrela a carregar, o Benfica a dormir. Para terminar deixo um bonito golo conseguido por um jogador do Wolfsburgo na vitória por 5-1 freten ao Bayern de Munique este fim-de-semana, os mesmo que eliminaram o Sporting num total de 12-1 na Liga dos Campeôes. Houvessem golos como estes em Portugal, e certamente teríamos mais público a ir aos estádios, não só para ver a sua equipa jogar mas pela paixão pelo desporto.
Agora que cheguei ao fim da semana intensiva de estágio, trago dentro de mim a certeza de que, apesar de terem sido somente 5 dias, estes contribuíram grandemente para a minha formação pessoal. Estou convicto de esta ter sido uma das melhores experiências que já vivi, devido a muitas razões: o facto de esta ser (cada vez mais) a profissão que eu quero envergar; por ter entrado pela primeira vez num jardim de infância, assistido e colaborado no decorrer das actividades; por ter ficado num agrupamento de escolas pertencentes à minha cidade e por isso sentir que aprendi ainda mais sobre a minha "casa".
1º Dia - Visita à EB 2,3 Pedro D'Orey da Cunha (Damaia)
O primeiro dia de estágio. Algum nervosismo pairava no ar entre todos, se bem que nervosismo talvez não seja a palavra mais apropriada. Troco-a por ansiedade. Fomos bastante bem recebidos pelos professores locais, que não se pouparam em esforços para nos dar a conhecer a organização escolar, os projectos e parcerias com outras instituições em que se encontram inseridos. Neste primeiro dia, apenas a lamentar a falta de oportunidades para observar in loco uma aula do 2º ciclo. Apenas tivemos a oportunidade de observar uma aula do 7º ano dedicada à entrega dos testes.
2º e 3º Dia - EB/JI Alice Vieira (Buraca)
As expectativas para estes dias estavam bem mais elevadas que as criadas para o dia anterior. A razão disso acontecer, tinha a ver com o facto de irmos observar uma sala de jardim de infância. Chegámos perto das 9 horas, coincidindo com a hora a que geralmente os pais vão deixar as suas crianças. Conhecemos a professora Açucena, uma educadora muito prestável que nos acompanhou durante os dois dias em que lá estivemos, dando a conhecer os diferentes espaços que a escola dispôe, bem como do perfil da sua turma à medida que as crianças iam chegando. A sala Azul, o nome da nossa sala, tinha 21 crianças com idades compreendidas entre os 4 e os 6 anos. Conhecemos o "terrorista" Luís António e o seu inseparável amigo Tiago, as bonitas Beatriz e Paula, ou ainda heartbreaker Bernardo: "Eu estou a ficar apaixonado por aquela!"(apontando para uma colega minha). No entanto, a minha atenção foi direccionada para o Ousmane, um menino senegalês que veio para Portugal em Janeiro deste ano, mas que fala um português de fazer inveja a muitos meninos portugueses da sua idade. E é um senhor em ponto pequeno, demonstrando uma enorme disciplina e respeito por si e pelos outros.
4º e 5º Dia - EB/JI Cova da Moura (Damaia)
Como o nome da escola dá a entender, esta é uma escola que funciona no interior do problemático bairro da Cova da Moura. Combinámos na escola onde havíamos estado no primeiro dia de estágio, de modo a ser conduzidos por um responsável da escola na subida para o bairro. Vivo paredes-meias com o bairro da Boba, e é raro o dia em que não passo ao lado da Quinta da Lage ou o de Santa Filomena, mas admito que o bairro da Cova da Moura é aquele bairro que impõe muito respeito a qualquer um, e eu não fui excepção. Tanto mais que eu era o único rapaz num grupo de 5 pessoas, não contanto com o homem que nos ensinou o caminho para lá. Já no cimo do bairro, começamos uma descida íngreme que nos leva à escola. Ao fundo da rua é possível ver dois homens encostados à parede e a serem revistados pela polícia, uma imagem que dificilmente esquecerei, ali tão perto de um local em que cerca de 250 crianças crescem e aprendem para um dia mais tarde serem bons homens e mulheres. Estes dois últimos dias de estágio foram os mais fortes, psicologicamente falando. E eu já sabia de antemão que muito provavlemente o iriam ser. Esta é uma belíssima escola, capaz de fazer frente a muitas outras escolas situadas em ambientes bem menos inóspitos, capaz de fazer esquecer por completo o mundo que fica para lá dos portões da escola. Conhecemos crianças carenciadas, mas com uma enorme vontade de aprender. Reencontrei o David, a criança mais problemática do meu praia-campo do ano passado, e gostei bastante de o ver e saber como está o pequenino Samuel e o irmão mais velho, o Cláudio. Gostei de conhecer o refeitório que nos oferece uma vista maravilhosa e única da Amadora, Odivelas, Lisboa e que vislumbra ao longe Loures. Gostei de abraçar cada criança que veio ao meu encontro em busca de um momento de afecto e de pertença, de ajudar a Thaíssa a pintar os seus ovos da Páscoa, de ouvir o Rafael dizer "Eu nasci a gostar do Benfica!"; de ajudar as professoras a encher balões com semesnte no interior, para serem lançados para o céu pelas crianças de modo a marcar o começo da Primavera. Vi crianças com o Magalhães na mão, enquanto os companheiros seguravam umas colunas que tocavam música via media player, vi outro com um leitor de dvd portátil na hora do recreio, recebi massagens capilares do Osmar, como consolo do meu cabelo ser pequeno e por isso não poder fazer umas tranças como as lindas tranças da Verónica, da Lara e de quase todas as meninas da turma do 1º ano que acompanhei.
Calhar em sorte no agrupamento de escolas da Damaia foi sem dúvida o melhor que podia ter acontecido para a minha semana intensiva de estágio de observação que, felizmente, conseguiu ir além da simples observação à interacção com as crianças. Saio desta semana com o coração cheio, de ter dado muito e recebido ainda mais de todas as crianças com que recordei as brincadeiras de escola, as fichas de avaliação, as pinturas na sala de aula, o aprender a ler e a contar. Porque esta é a vida que eu escolhi.
A música da semana está ligada a estes dias e por isso surge hoje no mesmo post. "Mika - "Any Other World".
In any other world You could tell the difference And let it all unfurl Into broken remenance
Smile like you mean it And let youreself let go
Cos its all in the hands Of a bitter bitter of man
Say goodbye to the world You thought you lived in Take a bow Play the part Of a lonely lonely heart Say goodbye to the world You thought you lived in To the world you thought you lived in
I try to live alone But lonely is so lonely So human as I am I had to give up my defences
So I smile and try to mean it To make myself let go
Cos it's all in the hands Of a bitter bitter man
Say goodbye to the world You thought you lived in Take a bow Play the part Of a lonely lonely heart Say goodbye to the world You thought you lived in To the world you thought you lived in
Cos it's all in the hands Of a bitter bitter man
Say goodbye to world You thought you lived in Take a bow Play the part Of a lonely lonely heart Say goodbye to the world You thought you lived in Say goodbye to the world You thought you lived in Say goodbye to the world You thought you lived in Say goodbye to the world You thought you lived in Say goodbye to the world You thought you lived in
Depois de verem este filme, provavelmente vão pensar duas vezes antes de tramar o vosso amigo. São dois amigos, os intervenientes principais do vídeo: um rapaz de óculos e outro loiro. O vídeo começa com uma partida de baseball, em que o rapaz loiro pede, perante milhares de espectadores, a namorada em casamento através de uma surpresa no ecrã gigante do estádio. Até aqui tudo bem, não fosse o facto de ter sido o amigo dos óculos a ter a ideia em vez dele. Vejam agora, o que faz o rapaz loiro para se vingar da esperteza do companheiro...
É muito provável que a minha terreola tenha recebido na terça-feira, uma das ou até mesmo a mais importante visita de toda a sua história enquanto freguesia. Para os mais desatentos, os reis da Jordânia estiveram de visita ao nosso país e entre vários acontecimentos, a raínha Rania da Jordânia (mais umas poucas palavras davam para fazer um "rato roeu a rolha"...) visitou a escola básica que eu frequentei. A razão da visita prendeu-se com o facto de a escola Miguel Torga apoiar a inserção de jovens carenciados em vários projectos, entre eles o da Orquestra Geração, o principal motivo da visita de Rania - muito ligada ás causas que envolvem a ajuda a crianças e jovens. Sem dúvida que esta visita é um marco importante, não só para a comunidade de São Brás como para todas as crianças que puderam ver de perto uma raínha que se deslocou à escola exclusivamente para vê-los.
Para a escolha da música desta semana muito contribuiu a televisão, mais concretamente a publicidade que nela passa constantemente. Falo de uma música que aprecio bastante e, apesar de não ser certamente das músicas mais melódicas, tem uma mensagem interessante subjacente. Para além de fazer parte do novo spot da Galp, podemos ainda encontrar esta música no filme "Donnie Darko". "Mad World" - Gary Jules.
All around me are familiar faces Worn out places Worn out faces Bright and early for the daily races Going no where Going no where Their tears are filling up their glasses No expression No expression Hide my head I wanna drown my sorrow No tomorrow No tomorrow And I find it kind of funny I find it kind of sad The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had I find it hard to tell you I find it hard to take When people run in circles its a very very Mad world Mad world
Children waiting for the day they feel good Happy birthday Happy birthday And I feel the way that every child should Sit and listen Sit and listen Went to school and I was very nervous No one knew me No one knew me Hello teacher tell me what’s my lesson Look right through me Look right through me And I find it kind of funny I find it kind of sad The dreams in which I’m dying are the best I’ve ever had I find it hard to tell you I find it hard to take When people run in circles its a very very Mad world Mad world Enlarging your world Mad world
Quando os conflitos "profissionais" surgem (profissionais entre aspas porque ainda não os tenho no exercício de uma profissão) é sempre aconselhável agir da melhor forma possível para que eventuais relacionamentos que possam subsistir daí para a frente não sofram recaídas, as famosas "indirectas" ou até mesmo um colapso total. Hoje foi o dia do primeiro conflito do semestre, por diversas razões. Ocorreu uma "ruptura do grupo", fazendo minhas as palavras que o professor disse quando fui falar com e expôr a situação. Dois elementos trabalham para si, ignorando os outros dois elementos. Não há crise. Um pouco de determinação e frontalidade foi o que bastou para formar não um novo grupo mas um par com a minha colega. É o voltar à estaca zero depois de termos feito quase metade do trabalho enquanto grupo, mas as coisas andam a correr bem e acredito que o produto final ficará muito bom. Agora respira-se fresh air, estão a ver?
Três dias seguidos com um cheirinho a Verão deixam logo os portugueses todos malucos. Enquanto que eu não arrisco ainda uma t-shirt, preferindo as long sleeves porque "de manhã e à noite tá sempre frio", muita gente foi já ao fundo do baú buscar as camisolas de alças, os tops e até mesmo os chinelos de enfiar no dedo. Tudo bem, estava calor mas estavam uns 24/25 graus no máximo, nada comparado à brasa que se faz sentir no pico do Verão. Queria ver como faziam essas pessoas se eventualmente hoje chovesse. A música dos Fúria do Açúcar diz que "na Primavera os pólens andam no ar" e "no Verão as roupas ficam menores". Acho que este ano, mais uma vez, as estações vão andar trocadas...
Chega de lamúrias sobre a inexistência do estágio da faculdade porque ele pode ser curto, intensivo e só de observação, é um facto, mas ao mesmo tempo há que louvar a sua realização. Asemana intensica será de 22 a 26 deste mês, embora possamos dedicar daqui em diante as 4as feiras para visitas à escola. A sorte dos três agrupamentos de escolas destacados para a minha turma poderiam levar o meu grupo a um de três tipos de ensino: Colégio Sta. Maria que fica situado na Lapa, e que é certamente um colégio "de bem"; o agrupamento de escolas Professor Galopim Carvalho, situado em Queluz/Belas que deve apresentar um sistema educativo razoável e por último o agrupamento de escolas da Damaia, conhecido de todos nós pelas mais variadas razões. Por sorteio, calhou-me ficar no agrupamento que eventualmente é aquele que conheço melhor dos três possíveis. Fiquei na Damaia, e durante uma semana vou experenciar e observar dois dias de ensino pré-escolar, outros dois de ensino no 1º Ciclo e um dia de ensino do 2º Ciclo. Isto, porque até à data, a frequência do curso permite-me deixar em aberto qual é a "especialidade", digamos assim, que vou pretender exercer, embora no meu caso sinta que estou com uma inclinação de 90% para a educação pré-escolar. Mas o estágio, entre outras funções, serve mesmo para isto. Tornar possível a experimentação real de situações que ajudem os alunos a escolher firmemente o caminho que pretendem seguir.
Para esta semana escolhi uma música da qual retiro pessoalmente duas perspectivas. A música é "I Don´t Feel Like Dancing" dos Scissor Sisters, pois o título reflecte um pouco o meu estado de espírito após um mês de segundo semestre. As coisas na faculdade (leia-se trabalhos) andam estranhamente calmas, e têm sido poucos os trabalhos até ao momento, ou seja, eu não me tenho sentido a dançar... na corda bamba. A outra perspectiva com que encaro esta música é decorrente da primeira. A pouca actividade escolar fez com que pudesse inclusivamente participar num torneio de SingStar na escola. Fui é eliminado com a minha parceira logo na primeira ronda... esta música faz parte de um dos cd's do SingStar.
Wake up in the morning with a head like what you done? This used to be the life, but I don't need another one You like cutting up and carrying on you wear them gowns So how come I feel so lonely when you're up getting down?
So I'll play along when I hear that special song I'm gonna be the one that gets it right You'd better know when you're swinging 'round the room Looks like magic's only ours tonight
But I don't feel like dancin' when the old Joanna plays My heart could take a chance but my two feet can't find a way You'd think that I could muster up a little soft shoe gentle sway But I don't feel like dancin' no sir no dancin' today
I don't feel like dancin', dancin' Even if I find nothing better to do Don't feel like dancin', dancin' Why'd you break it down when I'm not in the mood? Don't feel like dancin', dancin' I'd rather be home with the one in the bed till dawn with you
Cities come and cities go just like the old empires When all you do is change your clothes and call that versatile You got so many colors it'd make a blind man so confused So why can't I keep up when you're the only thing I'd lose?
I'll just pretend that I know which way to bend I'm gonna tell the whole world that you're mine Please understand when I see you clap your hands If you stick around I'm sure that I'll be fine
But I don't feel like dancin' when the old Joanna plays My heart could take a chance but my two feet can't find a way You'd think that I could muster up a little soft shoe gentle sway But I don't feel like dancin' no sir no dancin' today
I don't feel like dancin', dancin' Even if I find nothing better to do Don't feel like dancin', dancin' Why'd you break it down when I'm not in the mood? Don't feel like dancin', dancin' I'd rather be home with the one in the bed till dawn with you
You can't make me dance around But your two-step makes my chest pound Just lay me down As you float away into the shimmer lights
But I don't feel like dancin' when the old Joanna plays My heart could take a chance but my two feet can't find a way You'd think that I could muster up a little soft shoe gentle sway But I don't feel like dancin' no sir no dancin' today.
I don't feel like dancin', dancin' Even if I find nothing better to do Don't feel like dancin', dancin' Why'd you break it down when I'm not in the mood? Don't feel like dancin', dancin' I'd rather be home with the one in the bed till dawn with you.
O Jason é um colega que tenho no Fó-fó. Deve o seu nome ao facto de ter nascido na África do Sul, mas vive em Portugal muito por culpa de ter família que é portuguesa. Apesar disso, vive sozinho em Lisboa, enquanto que os pais vivem na África do Sul. Mas também não é para falar da vida pessoal dele que estou a escrever agora. Já por algumas vezes lamentei neste espaço as diferenças a nível de regalias e/ou benefícios que existem entre a equipa A e a B. Passam agora uns dois meses e meio da altura em que a história que tenho para contar começou e que seria bastante digna de fazer parte do alinhamento de um "Nós por Cá" ou melhor ainda, de um "Liga dos Últimos". A equipa A normalmente treina no relvado. Mais largo, mais "fofinho", mais natural, bem tratado. As restantes equipas de formação, bem como a equipa B, dividem o já de si pequeno, relvado sintético. Acontece que este ano o inverno foi, como todos podemos observar e até mesmo sentir, muito rigoroso e o relvado natural sofre visivelmente as consequências ficando todo enlameado e impróprio para o treino. Então, o que fazer? Vão os "A" treinar para o sintético "despejando" os que habitualmente lá treinam. A equipa B vai treinar para um ringue de futebol de cinco que pertence ao clube e que também é sintético - embora seja tão ou mais fino que aqueles tapetes que há nas portas das casas a imitar relva natural - e aí volta novamente a aparecer o Jason. Uma entrada mais dura e "fora de tempo", fá-lo embater com a canela na tabela. Resultado: um corte profundo e a necessidade de ir ao hospital acabando por levar pontos. Ninguém da direcção se mexeu. Teve que chamar um táxi e ir sozinho, apesar de ser responsabilidade do clube acompanhá-lo. Desde então, tem ido frequentemente à sala da direcção para reclamar os cerca de 30 euros que gastou em táxis e no hospital e todos lhe dão a tanga. "pagamos-te depois, depois..." Fosse ele jogador da equipa A e nada disto teria jamais acontecido. Vai daí, a estratégia muda: "ora bem, se não me pagam as despesas, vão começar a pagar em géneros", deve ter pensado ele. Na quarta-feira, quem entrasse no balneário podia ver num dos cabides um galhardete antigo e grande do Sporting que ele tirou da sala de estar do clube onde estão expostos nas paredes cachecóis, vários galhardetes e alguns troféus de torneios e outros jogos. Diz que vai começar a levar um por dia. Estou de saída para o treino, e parto na expectativa de saber qual é que ele vai levar hoje...
If you're a cowboy I would trail you, If you're a piece of wood I'd nail you to the floor. If you're a sailboat I would sail you to the shore. If you're a river I would swim you, If you're a house I would live in you all my days. If you're a preacher I'd begin to change my ways.
Sometimes I believe in fate, But the chances we create, Always seem to ring more true. You took a chance on loving me, I took a chance on loving you.
If I was in jail I know you'd spring me If I was a telephone you'd ring me all day long If was in pain I know you'd sing me soothing songs.
Sometimes I believe in fate, But the chances we create, Always seem to ring more true. You took a chance on loving me, I took a chance on loving you.
If I was hungry you would feed me If I was in darkness you would lead me to the light If I was a book I know you'd read me every night
If you're a cowboy I would trail you, If you're a piece of wood I'd nail you to the floor. If you're a sailboat I would sail you to the shore. If you're a sailboat I would sail you to the shore
Depois de alguns dias de estudo, aliados ao facto de a TMN ter resolvido aumentar as tarifas de chamadas, sms's e mais alguma coisa agora em Março, resolvi aderir ao Tmn Moche. A namorada também já o era, e são muitos os amigoas que também o utilizam. Assim sendo, rendi-me ao Moche também. Por isso, amigos e/ou família: se és moche poderemos a partir de agora amochar sempre que quisermos.