sexta-feira, 30 de novembro de 2007

E Agora Baixou o Sol


Ontem foi dia de teatro. A convite do professor de Dramática fomos ver uma peça especialmente dedicada a todas as crianças maiores de 6 anos. "E Agora Baixou o Sol" é o nome da obra da autoria de Miguel Castro Caldas e encenação de Bruno Bravo, que esteve em cena até ontem. Uma história acerca do reconhecimento das pessoas de quem as crianças gostam. A criança aprende que hoje é filho e ao mesmo tempo é neto, mas que amanhã será pai/mãe e avô/avó. E quando o avô desaparece? Como explicar que ele foi para a montanha e já não volta? Desde cedo aprendemos a ensinar de forma soft e simplista como os bébés nascem: ora é através da sementezinha que o paizinho pôs na mãezinha e que deu o Afonsinho, ou então a famosa cegonha. Mas, e quando é a morte, como falar dela à criança?
Outro aspecto que me despertou a atenção prende-se com a dependência que temos dos nossos pais. Não deixa de ter uma certa graça quando verifico os inúmeros sacrifícios que os meus pais fizeram por mim, eram eles que me chegavam os brinquedos que estavam em sítios inatingíveis para a minha altura, que me davam de comer (ainda dão!) e este é secalhar o maior compromisso que faço na minha vida: de um dia que eles infelizmente deixem de ser autónomos, que eu esteja sempre ao lado deles. Essa é a maior dívida que contraímos na vida.