terça-feira, 14 de julho de 2009

Adoro os Pequenos (pormenores)

Na passada quinta-feira, chegou ao fim os cerca de 15 dias de praia com as crianças da Quinta dos Plátanos, da A-da-Beja. Como todas as experiências que tenho tido até ao momento com crianças têm sido esporádicas e relativamente curtas - nomeadamente os estágios escolares e as colónias que já realizei - surge, por vezes, o receio de que quando eu me tornar um profissional da educação, caia naquela rotina a que um educador/professor está constantemente sujeito. Já vi professores usarem discursos de que " isto é uma coisa que já faço com eles à muitos anos e corre sempre bem...". Procurarei ser um educador com uma visão sempre inovadora e atenta, dentro das possibilidades de concretização (logísticas e económicas, entre outras) que depois possa vir a ter.
Para já, vou reparando nos pormenores que me deixam deliciado e por isso mesmo, deixo mais uma vez algumas frases/momentos que me divertiram e que sei que vocês também gostam de ler:

- Ao mexer na areia, alguém diz: "Vamos fazer as nossas próprias bolas de berlinde!" (bolas de Berlim);

- "Hoje vou ficar o dia todo deitado na toalha porque logo à noite vou-me deitar às 3h da manhã, vou ver os Metallica ao Optimus Alive..." (n.d.r - quem disse isto tem apenas 7 anos);

- "Porque é que tens brilhantes nos dentes?" (falando do meu aparelho);

- "Os meus pais têm dois Chevelotes." (o carro Chevrolet);

- A caminho da praia, falava-se do programa da Sic "Salve-se Quem Puder" e em como era divertido ver as pessoas bater nas paredes e cair na água. Para meu espanto, até o nome dos apresentadores sabiam. Passado cerca de um minuto após o fim dessa conversa, uma rapariga vira-se para mim a sorrir e diz: "Ó Rui, eu sou como ela, mas só tenho uma...!". Devolvi a afirmação, por não estar a perceber o que queria dizer: " Só tens uma?! Uma quê?". "Eu só faço uma covinha a rir, a Diana Chaves tem duas!". Está certo...

- Quase todos os dias eu tinha de dizer ao Rúben, de 4 anos e por sinal um dos mais "terroristas", que ele tinha que calçar as sandálias para irmos embora da praia já calçados. A resposta era sempre a mesma: "Não são sandálias Rui, são coques!" (Crocs)

- "Então Vasco, vamos pôr o cinto?"- digo eu, enquanto o autocarro arrancava para mais uma manhã (fria!) de praia. "Sim, e agora estás a ver ali..ali em baixo é onde eu vivo, não é naquela, é na outra lá de baixo..." Respondo: "Ai é?! Então tens sorte porque vives perto da escola... e vives lá com os teus pais não é? Tens manos?". "Não, porque a minha mãe não tem a barriga cheia. Ela toma um rumédio para a barriga não encher..."