quarta-feira, 21 de outubro de 2009

"Morrer na praia"

Há as happy hours, e também os happy day. A quarta-feira é o happy day na minha faculdade, em que nenhuma turma tem aulas à tarde. Por conseguinte, a minha última aula do dia termina às 12h45m e tenho a mundialmente conhecida 142 que me pode levar directamente até casa a sair do Colégio Militar às 12h53m, o que não só faz com que possa almoçar mais cedo como também rentabilizar ainda mais a tarde livre para estudar, dormir, ou simplesmente entreter-me.
Tendo em conta o horário rés-vés "Campo de Ourique" entre a partida do autocarro e o meu horário de saída, adicionando o tempo que demoro a fazer a minha marcha diária pela rampa de Benfica, ponho-me geralmente a caminho em passo acelerado.
Hoje saio da aula, ligo a minha banda sonora - o mp3 - e constato que está a chover. Uma condicionante que é novidade neste "icurto mas intenso" contra-relógio de quarta-feira. A meio caminho, olho para o relógio e vejo que ainda tenho uma margem considerável até o autocarro chegar. E, volto a repetir, como está a chover, sigo caminho por baixo das varandas pois ao sair de casa de manhã, depositei muita fé em como não iria chover ou pelo menos não iria chover enquanto eu me estivesse a deslocar de casa para a escola e vice-versa e decidi não levar chapéu.
Estando a cerca de 5 metros de chegar à paragem, sou surpreendido pela aparição nas minhas costas da bendita carreira, que passa pela paragem e não pára porque tanto o casal de velhotes como o indivíduo de raça negra não queriam apanhar a 142. É a coisas como estas, meus amigos, que se chama "morrer na praia".

N.d.r. - Para quem não está muito familiarizado com a mítica 142, fica a saber que idosos e indivíduos de raça negra são os clientes mais característicos desta carreira, o que por si só, aumenta a minha desilusão por não ter apanhado o autocarro.